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Governistas
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São José do Rio Preto, 18 de Novembro, 2009 - 3:14
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Base aliada de Valdomiro enterra CPI da Habitação
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Rodrigo Lima e Jocelito Paganelli
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Edvaldo Santos
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Vereadores aproveitam intervalo para comer lanche na cozinha da Câmara: não era pizza
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A Câmara de Rio Preto rejeitou pedido de prorrogação de prazo para a continuação da investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Habitação durante a sessão de ontem. O objetivo da comissão presidida por Marco Rillo (PT) era identificar supostas irregularidades em programa de reformas de cerca de 60 imóveis no bairro João Paulo 2º, realizadas durante a gestão do ex-prefeito Edinho Araújo (PMDB), com custo de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.
A maioria dos 17 parlamentares decidiu negar o pedido apresentado em plenário por Rillo, durante a sessão. “Nunca vi essa Casa negar prosseguimento de um trabalho. Esta Casa não tem qualificação, está acabada. Não sei o que vai acontecer com Rio Preto”, disse o petista, que acusou um “grupo fechado” na Câmara de só “votar coisa errada.” “A sociedade vai tirar eles daqui, se Deus quiser”, desabafou Rillo.
Com exceção de Rillo e os integrantes da CPI - Pedro Roberto (Psol) e Sebastião Santos (PRB), apenas Dinho Alahmar (PSB) foi favorável ao pedido de mais 120 dias para que a investigação fosse concluída. Com o desfecho da votação no plenário, a CPI da Habitação está extinta, conforme prevê o artigo do regimento interno do Legislativo, sobre a obrigatoriedade do plenário conceder mais tempo para o término da investigação.
Mesmo sem a conclusão, Rillo afirmou ontem que irá concluir os trabalhos e encaminhar o relatório do caso ao Ministério Público. O petista antecipou que as investigações apuraram uma série de possíveis irregularidades, como a distribuição de lotes em conjuntos habitacionais no município. “Fizeram uma política rasteira. Isso é coisa de gangue”, afirmou o petista contra a base governista que não concedeu novo prazo para a continuidade da CPI.
De acordo com Pedro, mais de 20 pessoas prestaram depoimentos à comissão. “Nós vamos terminar o trabalho e mostrar como foi feita a contemplação de terrenos, o mau uso da máquina (administrativa). Houve uma forma baixa na seleção das pessoas”, disse. “Existe na Câmara um grupo do mal, que faz uma política rasteira”, disse o vereador do Psol, que revelou que todos os depoimentos foram gravados.
Atrasado
Durante a sessão de ontem estava prevista uma sabatina ao secretário de Trânsito, Aparecido Capello. Ele iria responder a questionamentos sobre a implantação de novos radares e semáforos, além do trânsito nas ruas da cidade. Como chegou atrasado, na segunda parte da sessão, o secretário foi impedido de participar da sessão. “Vão me enviar um novo convite”, afirmou Capello.
Foi adiado também a votação da moção de aplauso proposta por Rillo ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. A votação foi adiada porque o petista estava atendendo a imprensa fora do plenário no momento em que a proposta seria analisada pelo plenário.
O projeto de lei que prevê a regularização dos “puxadinhos” - imóveis irregulares perante a Prefeitura - teve sua votação adiada a pedido do autor da proposta Nilson Silva (PSDB), que não consegue os 11 votos necessários para aprovar a matéria.
Foi arquivado proposta de Dinho Alahmar (PSB) que obrigava o município de adquirir veículos movidos a álcool ou do tipo flex - bicombustível. Os parlamentares aprovaram, no entanto, projeto de lei de Carlão dos Santos (PTB) que institui corredores de ônibus nas principais ruas e avenidas da cidade.
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Maurin lidera ranking de gastos com telefone
Nos dez primeiros meses da atual legislatura os vereadores de Rio Preto gastaram R$ 51,8 mil com as despesas das contas de telefone de seus gabinetes. O vereador Maurin Ribeiro (PC do B) lidera o ranking dos parlamentares que mais gastaram dinheiro público para custear as despesas telefônicas. Ele torrou sozinho mais de R$ 4 mil. Nos dois últimos meses Maurin ultrapassou a cota mensal de R$ 436 estabelecida pela Câmara, para ser utilizada em gastos com telefone.
Em setembro, o gabinete do vereador consumiu mais de R$ 461. Em outubro foram gastos R$ 442. “Tenho uma equipe que trabalha o dia inteiro. Todas as nossas ligações (telefônicas) são sérias. O telefone do meu gabinete é usado para atender problemas da comunidade”, afirmou Maurin ao justificar a primeira colocação no ranking dos gastos com ligações telefônicas.
O parlamentar do PC do B é alvo de investigação do Ministério Público (MP), que abriu inquérito para apurar indícios de irregularidades no uso da estrutura do gabinete do vereador para fins particulares, como para alugar brinquedos para festas e eventos. O agendamento do aluguel era feito por uma assessora de Maurin no próprio gabinete do vereador na Câmara.
O vereador Nilson Silva (PSDB) aparece na segunda colocação do ranking com gastos de telefone. Nos dez primeiros meses da atual legislatura o tucano gastou mais de R$ 3,7 mil com as contas de telefone de seu gabinete na Câmara. Na sequência, na terceira posição do ranking, aparece o vereador Oscarzinho Pimentel (PPS), com gastos que também ultrapassam R$ 3,7 mil. Dinho Alahmar (PSB) ocupa a quarta colocação do ranking e seus gastos também superam a casa dos R$ 3,7 mil.
Com gastos de aproximadamente R$ 3,6 mil, o vereador Marco Rillo (PT) é o quinto vereador que mais gastou dinheiro público para o pagamento das contas telefônicas de seu gabinete. O petista é seguido por Gerson Furquim (PP), que registrou gastos de R$ 3,5 mil com as despesas de telefone de seu gabinete. Furquim também é investigado pelo MP por indícios de uso irregular da estrutura da Câmara. O gabinete de Furquim era utilizado por seus assessores para agendar o aluguel de um salão de festas do vereador. O Conselho de Ética da Câmara de Rio Preto também pediu explicações ao vereadores sobre o assunto.
Na outra ponto do ranking aparece Manoel Conceição (PPS) com o vereador que menos gastou dinheiro público para bancar as despesas telefônicas de seu gabinete. Em dez meses o vereador do PPS consumiu pouco mais de R$ 2 mil. O valor corresponde à metade do dinheiro gasto por Maurin.
Pedro Roberto (Psol) e Alessandra Trigo (PSDB), gastaram R$ 2,4 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente também ocupam posições na parte de baixo do ranking. Além das contas de telefone, a Câmara paga também as despesas com materiais de escritório. cópias e selos dos gabinetes dos 17 vereadores da Câmara de Rio Preto.
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COMENTÁRIOS
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José Carlos
postado em
18/11/2009
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Porque será que a Cãmara Municipal não quis apurar o que de fato ocorreu com o empréstimo feito pela CEF e cujo serviço não foi devidamente prestado? Será porque o Superintendte da CEf na época éhoje secretario da Prefeitura e o vereador Abdenur era o secretário de obras do municipio? Que aí tem, tem. Coisa grossa e feia. Será que essa cpi não iria terminar em pizza e por isso resolveram sumir com ela, antes que desse muita dor de cabeça para gente grande. Depois não querem que digam por aí que rio preto é a cidade mais corrupta do Brasil.
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