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Público e particular
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São José do Rio Preto, 11 de Novembro, 2009 - 3:10
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Ética exige explicações de vereadores
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Edvaldo Santos
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Maurin utiliza gabinete da Câmara para negociar brinquedos
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Os vereadores de Rio Preto Gerson Furquim (PP) e Maurin Ribeiro (PC do B) terão prazo de 15 dias para tentar explicar o uso de seus respectivos gabinetes na Câmara para negociarem o aluguel de salão de festas e de brinquedos infantis. Ontem, por unanimidade, os membros do Conselho de Ética decidiram cobrar explicações dos dois parlamentares sobre o uso da estrutura pública para fins particulares, o que pode caracterizar quebra do decoro parlamentar.
Segundo o presidente do conselho, Marco Rillo (PT), foram favoráveis à abertura do procedimento contra Furquim e Maurin os vereadores Eduardo Piacenti (PPS), Carlão dos Santos (PTB), Manoel Conceição (PPS), Nilson Silva (PSDB) e Pedro Roberto (Psol). Rillo só vota em caso de empate e Sebastião Santos (PRB) não compareceu à reunião do conselho realizada ontem no prédio da Casa.
“Foi aberto um processo preliminar de investigação contra os vereadores. Eles serão notificados e terão 15 dias para apresentar suas defesas”, afirmou o petista. Após o fim do prazo os membros do conselho voltarão a se reunir para decidir se formam ou não uma comissão de inquérito para investigar o caso.
Reportagem do Diário no início deste mês revelou que Furquim utiliza seus assessores e o seu gabinete para negociar o aluguel de um salão de festas no bairro Duas Vendas, localizado na região norte da cidade. A reportagem negociou e um dos assessores do vereador do PP chegou até a ir no local para mostrar o salão para uma suposta cliente durante o horário de expediente.
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Edvaldo Santos
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Assessor de Furquim deixou expediente para mostrar salão particular
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O Ministério Público também investiga a possível irregularidade, o que pode caracterizar em ato de improbidade administrativa. Já no gabinete de Maurin, a assessora agendou o uso de brinquedos infantis e, ainda, ofereceu monitores para cuidar do equipamento por R$ 30 por um período de quatro horas.
Ontem, os integrantes do Conselho de Ética evitaram comentar a decisão do grupo contra os colegas. “Não posso comentar nada sobre a decisão do conselho”, afirmou Piacenti. O Diário apurou, no entanto, que Furquim não teria digerido a decisão do conselho. A sua expectativa era de que a representação feita por Rillo fosse arquivada já ontem.
O vereador do PP, antes do início da sessão, teria cobrado no plenário Piacenti, Nilson e Conceição. Durante a reunião do conselho Nilson afirmou que as fotografias de um dos assessores de Furquim levando extintores de incêndio para o interior do salão não dava margem para o arquivamento imediato do caso.
Furquim explicou o caso ainda ao presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM), durante a sessão. “Ele (Furquim) me disse que está tranquilo. Vai se defender e explicar o que aconteceu”, afirmou Menezes. Rillo afirmou que uma das estratégias de defesa que poderá ser utilizada por Furquim é que o seu assessor foi “praticamente coagido” a ir até o salão de festas. “Essa é uma das possibilidades de defesa que já ouvi dos vereadores sobre o caso”, afirmou o presidente do conselho.
Ohno denuncia Marco Rillo
O vereador Nelson Ohno (PSB) protocolou ontem junto a presidência da Câmara representação contra o presidente do Conselho de Ética, Marco Rillo (PT). Ele acusou o petista de quebra do decoro parlamentar durante as últimas sessões da Casa.
Ohno afirmou que se sentiu ofendido com supostas acusações feitas por Rillo durante as reuniões. Ele afirmou que já pediu cópia da ata da sessão para embasar a representação contra o vereador do PT. “Me senti ofendido, quando ele fez uma série de acusações e me questionou se eu vesti a carapuça”, disse. “Em uma das sessões, acho que ele chegou a se dirigir aos vereadores como um bando de ladrões”, afirmou.
Rillo disse que vai deixar o cargo de presidente do conselho temporariamente para poder se defender das acusações de Ohno. “Vou passar a presidência do conselho a quem for de direito. Ele (Ohno) vai ter de provar a acusação”, disse o petista.
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COMENTÁRIOS
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Waldemar Schisbelgs Netto
postado em
11/11/2009
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Acho que estes "nobres" vereadores deveriam pensar mais no que fazer, ao invés de fazerem de seus gabinetes um trampolim de particularidades. Ficam criando projetinhos grotescos, sem fundamento, totalmente fora daquilo que os munícipes estão esperando. Eu ando nos quatro cantos da cidade, e o que vejo é que ´precisaria ser mais fiscalizado a quantidade de veículos que é estacionado sobre as calçadas, forçando os transeuntes ter que passar sobre o asfalto para contornar os veículos estacionados. É uma vergonha! Agora o que se observa é que são carros luxuosos, pagadores de alto valor de IPVA. Outra coisa: Ausência de PM nas ruas para efetuar as multas nestes veículos estacionados de forma irregular. Acho que estes veículos pertencem à proprietários com sobrenome de peso na cidade, e quando o militar puxa a placa no Sistema, deve ser ignorado tal veículo.
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