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Eleição municipal
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São José do Rio Preto, 15 de Setembro, 2012 - 2:30
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Ela vai decidir o novo prefeito de Rio Preto
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Hamilton Pavam
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Heloísa Flor está no grupo majoritário do eleitorado de Rio Preto nas eleições de outubro
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Mulher com idade entre 25 e 44 anos, solteira e sem curso superior vai decidir a eleição deste ano em Rio Preto. O perfil do eleitorado produzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que a massa de eleitores de Rio Preto, 87% no total, tem no máximo ensino médio concluído.
A maior fatia (88.366 pessoas ou 29,2%) nem concluiu o ensino fundamental, que vai até o nono ano. A eleição de 7 de outubro vai escolher prefeito e 17 vereadores. Preocupante é que 3.486 são analfabetos e 14.886, o mesmo que uma cidade do porte de Bady Bassitt, são analfabetos funcionais, ou seja, têm dificuldade para ler ou escrever.
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Edvaldo Santos
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Jair de Souza, 71, faz questão de votar mesmo sem ser obrigado: “É costume antigo”
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Apenas 13% do eleitorado conseguiu frequentar a faculdade: 14.036 têm superior incompleto e 25.313 completo. Além da questão educacional, outro recorte que chama a atenção no perfil é o estado civil. Em Rio Preto, 169.742 rio-pretenses são solteiros, o que representa 56,1%. Os casados são 110.498 (36,5%). Viúvos, separados judicialmente e divorciados completam o quadro.
O eleitorado feminino também domina. São 19.133 mulheres a mais do que os homens. Elas somam 160.356 votantes e eles, 141.223. O cartório eleitoral 267 é o maior de Rio Preto, com 130.047 eleitores (43%). Ele é responsável por toda a zona norte e bairros como Boa Vista, Alto Rio Preto e Tarraf. O 268, com votantes dos condomínios Damha e do distrito de Engenheiro Schmitt, aparece em seguida, com 81.233.
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Edvaldo Santos
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Diego Batista de Souza tem só 17 anos, mas decidiu tirar o título de eleitor antes dos 18
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Heloísa Flor, 31 anos, já definiu os dois candidatos que vão levar seus votos. Ela é solteira e terminou o ensino médio. Ainda não decidiu buscar o ensino superior. “Escolho o candidato pela simplicidade. Se for simples, tenho certeza que fará mais pela cidade.” Ela diz que não tem tempo para acompanhar a propaganda eleitoral.
O especialista em marketing político Sidney Kuntz, da Unidade de Pesquisa (UP), não vê como fator negativo a formação educacional limitada. Para ele, a falha não facilita a vida de candidatos mal intencionados que pretendem levar vantagem deste universo da população. “Não tem muito problema, desde que a pessoa tenha consciência política, independentemente do grau de formação e estado civil.” O especialista afirma ainda que a eleitora deve ficar atenta aos problemas da cidade e promessas feitas pelos políticos.
Assim, terá facilidade para escolher, fiscalizar e cobrar. Na opinião de Kuntz, hoje em dia há grande quantidade de informação disponível. Desta forma, dificilmente a pessoa se deixa ludibriar com promessas absurdas. “É uma parcela importante do eleitorado que nenhum político deve desprezar. São fundamentais e terão peso na eleição.”
Éder Wires Garcia tem 30 anos, é solteiro e terminou o ensino médio. Para se informar e escolher seus candidatos, tornou-se telespectador assíduo dos debates e programas eleitorais. “Analiso as promessas, principalmente de saúde e educação. São questões primordiais.”
Ele já escolheu o candidato a prefeito. Já para vereador ainda está na dúvida. Para o especialista em marketing político, o candidato é que deve mudar a postura. Ao falar com o eleitor para explicar os projetos e suas ideias, deve usar linguagem de fácil assimilação e ser didático. “Não adianta falar um monte de números. Tem que explicar melhor.”
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
Fonte: (Colaborou Franklin Catan)
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