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Investigação
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São José do Rio Preto, 4 de Novembro, 2009 - 3:10
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MP vê improbidade de Maurin e Furquim
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Sérgio Menezes
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Sérgio Clementino considerou “denúncia séria” e deverá requisitar gravações
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O uso irregular da estrutura dos gabinetes pelos vereadores de Rio Preto Gerson Furquim (PP) e Maurin Ribeiro (PC do B) para fins particulares, em tese, caracteriza ato de improbidade administrativa. O Ministério Público anunciou ontem que vai instaurar inquérito civil para investigar os dois parlamentares que usam seus respectivos gabinetes na Câmara para negociarem aluguel de salão de festas e de brinquedos infantis.
Segundo o promotor de Justiça Sérgio Clementino, a lei 8.429/92 prevê ser improbidade “utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no artigo 1º desta lei (estrutura do Legislativo), bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.” O caso será sorteado entre Clementino e os outros promotores da Cidadania no município - Aparecido Donizeti dos Santos ou Carlos Romani.
“Trata-se de uma denúncia séria. O caso pode gerar improbidade porque o uso particular da estrutura da Câmara pelos vereadores não é possível. O que me chama a atenção são as gravações das negociações junto aos gabinetes do vereadores”, afirmou Clementino. “Essas gravações serão provavelmente requisitadas”, disse ele, sobre a reportagem publicada pelo Diário no último domingo.
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Thomaz Vita Neto
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Maurin e Furquim foram flagrados utilizando estrutura pública para fins privados
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Ontem, os parlamentares tiveram reações diferentes ao tomar conhecimento da análise do episódio pelo Ministério Público. Enquanto Furquim afirmou que não tinha nada a declarar, Maurin afirmou que irá “aguardar as solicitações do promotor.”
Funcionários da Câmara esperavam que o assessor Dirceu Félix - de Furquim - fosse exonerado do cargo após a publicação da reportagem do Diário no último domingo. O vereador do PP, no entanto, afirmou que, “a princípio” não iria demitir o assessor. Para Clementino, mesmo com a possível exoneração o vereador teria de responder pelo possível ato de improbidade. “Isso não amenizaria em nada a situação do vereador”, disse o promotor.
Maurin afirmou ontem que não aluga os brinquedos, mas os empresta às escolas. “Não alugo brinquedos. O dinheiro é para o monitor que cuida dos brinquedos”, disse. Durante a semana passada, a reportagem negociou o aluguel de um salão de festas no gabinete de Furquim e de brinquedos infantis na sala do comunista. Félix, assessor do vereador, chegou a ir até o bairro Duas Vendas, na região norte da cidade, para mostrar o salão a suposta cliente. A sua ida até o local ocorreu durante o horário de expediente.
O presidente do PP, Paulo Pauléra, “desaprovou” a conduta de Furquim na Câmara. “O prédio do Legislativo não pode se tornar em um balcão de negócios particulares. Desaprovo totalmente essa atitude, já que é errado. Esse tipo de conduta foge a qualquer orientação partidária”, afirmou ele, que descartou, porém, qualquer punição em nível partidário ao vereador. “De repente, o vereador sequer estava sabendo”, afirmou.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Marco Rillo (PT), afirmou que vai apresentar denúncia ao colegiado. Para ser aberto procedimento ético contra os vereadores, o caso deve ser analisado pelos integrantes do Conselho de Ética. Rillo disse que vai reunir o grupo para avaliar a abertura de investigação de suposta quebra de decoro parlamentar por Furquim e Maurin. O encontro deve acontecer até a próxima semana.
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COMENTÁRIOS
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Maryah Cydah Abrantes Martiniano Ferreira
postado em
04/11/2009
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Na política brasileira não passa uma semana sem estourar um escândalo.
Esses dias o presidente Lula desabafou: Qualquer técnico embarga obra do governo federal querem mandam mais que o presidente. Não querem só mandar. Querem ocupar o seu lugar. Tem Judas babando por todo lado. O senador foi cassado por compra de voto e abuso de poder econômico e o presidente do senado não acata a decisão do Supremo. E ainda fez piadinha. A Câmara de Rio Preto e um vexame atrás do outro. Dois vereadores flagrados utilizando a estrutura publica para fins privados.
Espero que a justiça tome posição severa em relação a estes desmandos.
O presidente do Conselho de Ética da Câmara vereador Marco Rillo não pode fazer quase nada, pois a base aliada boicota tudo. Nem por isso desanime. Estou de olho no seu trabalho. Dificilmente conseguira instaurar a ética, mas não deixe de denunciar e investigar.
Quando chegarem os carros novos da câmara convidem a Lady Kate para dizer: To paganooooooooooooooooooooo.
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