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Terremoto
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São José do Rio Preto, 6 de Março, 2010 - 3:33
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Réplicas assustam população do Chile
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AP
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Em Constitucion, voluntários constróem casas para desabrigados
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Seis dias depois do terremoto seguido de tsunamis que podem ter deixado entre 540 e 802 mortos, o Chile voltou a ser sacudido ontem por fortes réplicas, a maior delas de 6,6 graus na escala Richter, na cidade de Concepción. Enquanto o governo tentava justificar os graves erros cometidos na contagem do número de mortos e desaparecidos, moradores da costa central e centro-sul do país voltavam a fugir em pânico, temendo que novas ondas gigantes varressem o litoral.
Os novos tremores coincidiram com a chegada a Santiago do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que anunciou uma doação de US$ 10 milhões para ajudar na reconstrução, que pode levar entre três e quatro anos, de acordo com estimativas do governo. Numa tentativa de recuperar a credibilidade abalada por erros cometidos no desastre de sábado, a Marinha chilena anunciou ontem a demissão do militar responsável por monitorar o movimento da maré e emitir os alertas de tsunamis no Chile, o capitão Mariano Rojas Bustos.
Ele foi acusado de omissão e negligência por não ter fornecido informações claras e rápidas à Presidência, quando questionado sobre o risco de um tsunami arrasar a costa do Chile há seis dias. A grave falha contribuiu para aumentar consideravelmente o número de vítimas. Quase metade dos mortos estava na cidade litorânea de Constitución, onde uma onda gigante varreu a praia, pegando os moradores de surpresa. As autoridades chilenas ainda tentam determinar com precisão o número de vítimas.
Na noite anteontem, o ministro do Interior, Patricio Rosende, disse que as autoridades haviam identificado os corpos de 279 desaparecidos, um dia depois de ter dito que o número de mortos havia chegado a 802. N
No mesmo dia, a imprensa chilena afirmou que a presidente Michelle Bachelet corrigiu o número de mortos, de 587 para 316, somente na Região do Maule, a mais afetada. Fontes oficiais dizem que o governo errou ao incluir pessoas desaparecidas entre os mortos.
Com isso, a cifra poderia baixar a 540, mas autoridades locais asseguram que ainda há centenas de corpos em pequenas cidades e vilarejos costeiros que não foram contabilizados e, por isso, podem fazer aumentar, em vez de diminuir, a lista de mortos. As réplicas de ontem fizeram ranger as paredes do principal hospital de Concepción. Segundo a médica Patricia Correa, o local “está a ponto de desabar”. Dezenas de pacientes foram retirados às pressas e mandados de volta às suas casas.
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