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Terremoto
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São José do Rio Preto, 2 de Março, 2010 - 3:04
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Missionários da região desaparecem no Chile
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Álbum de Família
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José João da Costa, a mulher, Maria, a filha, Eila, o genro, e o filho, Rafael
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Uma família de missionários de Novo Horizonte, que mudou-se para o Chile em dezembro do ano passado, está sem contato com parentes no Brasil desde a última sexta-feira, véspera do terremoto que atingiu o país vizinho. José João da Costa, 47 anos, sua mulher Maria Angélica, 44, e o filho Rafael, 15, moram na cidade de Concepción, uma das mais afetadas pelo tremor de 8,8 graus na escala Richter.
“Tenho esperança de que eles estão vivos. O que me faz acreditar nisso é a fé em Jesus”, disse a filha do casal, Eila Gabriela da Costa, 18. Ela ficou em Novo Horizonte com o marido, Daniel Maximiano, 27. Eila ainda estava grávida de Raquel, de apenas um mês, quando seus pais e o irmão viajaram para o Chile. Eles viajaram com a finalidade de montar um campo missionário para receber seminaristas do Brasil.
Ela disse que a última vez que teve contato com a família foi na sexta-feira pela manhã. “Eles estavam gostando do país, mas nada preenchia o fato de estarem longe do Brasil. Meu irmão já aprendeu a língua, mas minha mãe estava com um pouco de dificuldade.” Eila disse que entrou em contato com a Defesa Civil do Chile. O órgão informou que as notícias de seus pais e irmão serão repassadas ao Itamaraty. A jovem planejava viajar ao Chile em janeiro de 2011 para apresentar a neta aos avós. A família Costa ficaria dez anos no país vizinho. Pela programação, voltaria ao Brasil daqui a cinco anos, para passar um mês de férias.
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AP
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Milhares de pessoas estão desabrigadas em razão dos desabamentos ocorridos no Chile
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Situação
Equipes de resgate encontraram sinais de vida nos escombros de um prédio de 15 andares ontem na cidade chilena de Concepción. O número total de vítimas subiu para 723 e há 19 desaparecidos. Soldados e policiais detiveram dezenas de pessoas por violarem o toque de recolher instituído com o objetivo de evitar saques. Em Concepción, a maior cidade perto do epicentro do tremor de 8,8 graus, equipes de resgate ouviram sons emitidos por vítimas presas nos escombros de um prédio de 70 apartamentos e começaram a perfurar as grossas paredes para chegarem a eles, disse o comandante dos bombeiros Juan Carlos Subercaseux.
A prefeita Jacqueline van Rysselberghe disse que carregamentos de comida estavam chegando à cidade ontem para distribuição. O local está sem eletricidade e a água é escassa. Estima-se que aproximadamente dois milhões de chilenos, ou um oitavo da população total do país, tenham sido afetados pelo terremoto do sábado. O pior tremor a atingir o Chile em 50 anos danificou importantes rodovias, causando muitas fissuras, além de afetar pontes e outras passagens. Funcionários disseram que 1,5 milhão de casas e edifícios foram destruídos ou danificados seriamente. Noventa por cento do centro histórico da cidade de Curico foi destruído.
População não sabia de tsunami
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, admitiu que o governo errou ao não advertir sobre o risco de tsunami após o terremoto de magnitude 8,8 no sábado. As ondas gigantes atingiram cidades e vilas da costa, afogando moradores, levando casas inteiras e causando desespero entre os moradores. Dados oficiais de especialistas do Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, dos Estados Unidos, afirmaram que a maior onda foi de 2,6 metros.
Muitos não sabiam sobre a possibilidade da formação das ondas, sendo pegos de surpresa pelo fenômeno. “Foi um erro”, reconheceu o ministro da Defesa, Francisco Vidal. A Marinha “cometeu um erro ao não emitir um alerta de tsunami.” A presidente Michelle Bachelet, que entregará o poder a seu sucessor, Sebastián Piñera, no dia 11, disse que a Aeronáutica começou a realizar voos para entregar comida e outros tipos de auxílio vital para as áreas mais atingidas.
Diferentemente do Haiti, que sofreu um forte terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter em 12 de janeiro que matou 217 mil pessoas, o Chile é um dos países mais ricos da região e está mais preparado para situações do tipo, desde o violento terremoto de 1960. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem a Santiago para a primeira visita de um chefe de Estado à presidente chilena desde o terremoto. Lula disse que a situação no Chile era mais grave do que se pensava.
O presidente afirmou que o Brasil fará o que puder para ajudar o Chile. Quatro equipes de busca dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal, participarão do socorro às vítimas do terremoto no Chile. “O Brasil estará disposto a dar uma ajuda financeira, se o Chile precisar”, afirma o presidente Lula.
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