A Polícia Federal prendeu o fazendeiro Marco Antônio França de Paula, de Fernandópolis, em uma megaoperação que deteve 64 pessoas em cinco Estados acusadas de integrar um esquema de desmatamento ilegal, fraude na concessão de licenças para cortes de árvores e também comércio ilegal de madeira no Mato Grosso. Ao todo a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de 91 pessoas, entre elas uma de Rio Preto, que está foragida.
Os danos ambientais causados pelo grupo somam R$ 900 milhões, de acordo com perícia do setor técnico-científico da Polícia Federal. De acordo com a Polícia Federal, França de Paula tem fazendas no Mato Grosso, e seria beneficiário direto de Planos de Manejo Florestal fraudulentos emitidos por engenheiros florestais e servidores públicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
De acordo com a PF, o desmate ilegal atingiu 68 propriedades rurais no Estado, além de terras indígenas. A madeira era processada em serralherias e comercializada no centro-sul do Brasil. O fazendeiro de Fernandópolis também tem propriedades rurais na região. Ele foi preso ontem pela manhã em Fernandópolis, e encaminhado para a Cadeia Pública de Indiaporã. O advogado dele não foi localizado pela reportagem. A identidade do rio-pretense não foi revelada, nem detalhes de sua participação no esquema.
Entre os presos na Operação, batizada de Jurupari, estão o chefe de gabinete do governador Blairo Maggi, Sílvio Cézar Correa de Araújo, e Janete Riva, mulher do presidente da Assembleia Legislativa de MT, José Riva (PP). No Estado de São Paulo, também houve detenções em Araçatuba, Ourinhos e Salto Grande.
Segundo a PF, o grupo será indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva, furto, grilagem de terras e falsidade ideológica, além de crimes contra o meio ambiente. Os servidores do governo estadual de Mato Grosso também irão responder pelo crime de inserção de dados em sistema de informática.
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