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São José do Rio Preto, 27 de Outubro, 2009 - 8:53
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Jornalistas lançam livro sobre água em Rio Preto
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Divulgação
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Trabalho fala sobre tratamento e abastecimento ao longo de 115 anos
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É só abrir a torneira e ela simplesmente escorre, transparente e límpida. Até chegar à casa dos rio-pretenses, no entanto, a água percorre um trajeto desconhecido por muitos. Mais ainda, até ter o tratamento que recebe hoje, o precioso líquido oferecido aos moradores de Rio Preto escorreu por mais de 115 anos de história que é contada pelos jornalistas Lelé Arantes e Mário Soler, no livro “Memória da Água de São José do Rio Preto”, lançado hoje, às 20 horas, no saguão da Biblioteca Municipal “Dr. Fernando Costa”.
O livro é resultado de mais de um ano de pesquisa e uma vida de trabalho dos escritores. Isso porque contam a história que viram se desenrolar ao longo dos anos e trabalharam com o tratamento de água da cidade de forma direta e indireta, seja pela atuação na imprensa da cidade, seja pelo trabalho na instituição que hoje é a responsável pelo tratamento e distribuição de água em Rio Preto. “Quisemos trazer para as páginas do livro a história da água de Rio Preto, desde as primeiras leis que regulamentaram o abastecimento e tratamento, até a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto da cidade, no ano passado”, explica o jornalista Lelé Arantes.
O autor diz ainda que as pesquisas realizadas a partir de documentos datados de 1894 até a implantação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio Preto (Semae) foram feitas e escritas por ele. Desde a implantação do Semae até a inauguração da ETE, o livro ficou sob os cuidados do jornalista Mário Soler, que atuou na assessoria do órgão por sete anos. Assim, o livro fica dividido em duas partes: “Da água de cisterna à criação do DAE” e “Da instalação do Semae à ETE”. “Procuramos resgatar um pouco da história. No meu caso, do ponto de vista de quem esteve dentro do Semae desde a fundação, pois colaborei durante esse período inicial até o ano ano passado”, diz o jornalista Mário Soler.
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Rubens Cardia/Thomaz Vita Neto
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Soler: “É uma forma de documentar a história”; Lelé: “Livro facilita até mesmo f
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Justiça
Nomes relevantes na história da evolução do tratamento e abastecimento estão distribuídos pelas páginas escritas por Lelé Arantes e Mário Soler. Imagens históricas como as da Usina de Elevação da empresa “Melhoramentos de Água e Esgoto de São José do Rio Preto”, de 1929, estão entre as que ilustram “Memória da Água”. “É uma forma de documentar a história e fazer justiça a pessoas que tiveram papel fundamental na recuperação do sistema de tratamento de água e esgoto de Rio Preto”, diz Soler.
Fotos, reprodução de documentos e matérias publicadas nos jornais de Rio Preto estão no livro que tem 122 páginas. “A obra tem capa dura e páginas coloridas. Optamos pela reprodução das imagens dos jornais e documentos, que têm um caráter de arquivo histórico da maneira como a água é tratada e abastece as casas e estabelecimentos da cidade. Muitas das matérias que ilustram as páginas dos livros foram escritas, inclusive, por mim, quando trabalhei no Diário da Região”, diz Arantes.
Mais do que abordar a trajetória do abastecimento e tratamento de água da cidade, o livro busca abordar também a história de Rio Preto. De acordo com o jornalista Lelé Arantes, a evolução das formas de tratamento e de elaboração das leis ao longo dos anos retrata o desenvolvimento da própria infraestrutura da cidade e a evolução da sociedade. “Tentamos trabalhar e reunir as informações de maneira a facilitar futuras pesquisas a serem feitas sobre o tema”, explica o jornalista Mário Soler.
Serviço:
Lançamento do livro “Memória da Água de São José do Rio Preto, hoje, às 20 horas, no saguão da Biblioteca Municipal “Dr. Fernando Costa”
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