Cento e duas árvores, a maioria aroeiras, foram cortadas sem autorização na fazenda Barreirinho, em Paulo de Faria, a 103 quilômetros de Rio Preto. O dono da propriedade, que não teve o nome divulgado, foi advertido pela Polícia Ambiental e será obrigado a procurar a Secretaria de Estado do Meio Ambiente para regularizar a situação. Poderá ser multado, caso descumpra as determinações.
Para os policiais, ele disse que o corte das árvores foi necessário para ampliar a área de pasto para o gado. Ele não foi encontrado ontem para comentar o assunto. Além disso, os policiais descobriraram na propriedade o uso indevido de meio hectare de área de preservação permanente. O local, que deveria ficar intacto segundo a lei, era utilizado pelo gado.
“O trânsito dos animais dificulta a regeneração natural da vegetação ali existente”, afirma o tenente Alessandro Daleck Moreira. A ocorrência foi registrada na delegacia de Paulo de Faria. Não é a primeira vez que o dono da fazenda comete crime ambiental. “Após consulta, verificamos 11 autuações ambientais em nome dele. Por esse motivo, encaminharemos a documentação do caso ao Ministério Público”, diz o tenente.
Prisão
Duas pessoas foram presas e um menor apreendido em Icém, nas proximidades de Paulo de Faria. Eles foram flagrados pela Polícia Ambiental com dois quilos de peixe, uma rede de nylon e duas bóias. Até o próximo dia 28, a pesca predatória está proibida devido ao período de reprodução dos peixes, também conhecido como piracema.
Os três foram conduzidos ao distrito policial da cidade. Os adultos foram presos em flagrante. Já o menor foi liberado. Foi arbitrada fiança no valor de R$ 350 para que os acusados respondam o crime em liberdade. Até o fechamento da edição, eles ainda não haviam pago a fiança. Todos foram autuados administrativamente no valor de R$ 1,2 mil. Os peixes apreendidos foram doados para uma instituição de caridade que funciona em Icém.