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Divulgação / Polícia Ambiental
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Alguns dos peixes que foram apreendidos com os acusados
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A Polícia Ambiental de Rio Preto apreendeu anteontem, por volta de 22h, no Rio Grande, 52 quilos de peixes, capturados através de redes por dois pescadores amadores, a cerca de 1.500 metros da barragem de Furnas, local de pesca proibida por lei. O caminheiro W.T., 55 anos, e o lavrador E.S., 31 anos, foram surpreendidos pelos policiais, que faziam uma fiscalização de rotina. Com eles, foram encontrados pintados, barbados, cascudos, piaparas, corimbas, mandis, corvinas e piaus.
Além de pescarem em local proibido, ambos são amadores, portanto não possuem autorização para pesca com rede. Eles foram presos em flagrante, autuados por pesca predatória e enquadrados também na lei da piracema, que tem como objetivo a preservação de espécies nativas e proibir a pesca artesanal e em embarcações até o dia 28, data em que termina a reprodução dos peixes. Os criminosos foram encaminhados para a delegacia de Icém, onde pagaram fiança R$ 350 cada um e foram liberados. Eles também foram autuados no valor de R$ 1.870 cada um. Todos os pescados foram doados para a instituição Madre Tereza de Calcutá de São José do Rio Preto.
Piracema
No período da piracema, que vai de novembro até fevereiro, época em que os peixes sobem até a cabeceira dos rios para reprodução, é proibida a pesca embarcada e uso de redes e tarrafas nos rios, segundo a lei 7.879 de 1988. A lei priva a preservação de espécies nativas como piau, pacu, lambari, piapara, jaú e pintado. Fica permitida somente a pesca dos peixes considerados exóticos, como tucunaré, tilápia, bagre africano, corvina e o porquinho.
Apreensões
No ano passado, segundo estatísticas do 4º Batalhão de Polícia Ambiental, responsável pelo policiamento ambiental da região de Rio Preto, que compreende os rios Tietê, Turvo, Preto e Grande, foram apreendidos 1.762,4 quilos de peixes, uma média de 146 quilos por mês. Só neste ano, até dia 2 de fevereiro, foram apreendidos 198 quilos de pescado.
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