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Rio Turvo
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São José do Rio Preto, 7 de Janeiro, 2010 - 0:05
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Mata em regeneração corresponde a 649 Teixeirões
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Divulgação/Policia Ambiental
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Área de mata ciliar do rio Turvo, que deixou de servir de pastagem ou para cultivo de outras culturas
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A mata ciliar em fase de recuperação já ocupa pelo menos 5,5 milhões de metros quadrados em trecho da margem esquerda do rio Turvo no município de Onda Verde. A área corresponde a aproximadamente 649 campos de futebol como o Teixeirão. Desse total, 1,3 milhão de metro quadrado está em estágio inicial de regeneração (capim e alguns arbustos) e os outros 4,2 milhões estão em estágio médio e avançado.
Segundo o tenente Alessandro Daleck Moreira, da Polícia Ambiental de Rio Preto, a regeneração da vegetação se deve ao trabalho de fiscalização do órgão. “Essas áreas já foram afetadas, no passado, por alguma atividade humana. Com o trabalho da polícia, seja ele direto ou indireto, os proprietários foram desocupando os espaços.”
Os dados fazem parte de um levantamento detalhado que está sendo desenvolvido pela Polícia Ambiental de Rio Preto. O objetivo é diagnosticar de forma exata a qualidade ambiental da bacia do rio Turvo. Sete municípios que são cortados pelo curso d’água serão mapeados.
O trabalho será realizado, em um primeiro momento, na margem esquerda do rio. A primeira cidade a ser diagnosticada foi Onda Verde. Foram percorridos cerca de 14 quilômetros de rio. Nova Granada, Orindiúva, Paulo de Faria, Pontes Gestal, Riolândia e Cardoso também vão receber o mapeamento. “Nosso interesse é fazer um diagnóstico das Áreas de Preservação Permanente (APP) para conhecer o que precisa ser melhorado”, afirma Daleck.
Em Onda Verde, apesar dos bons índices de recuperação das matas ciliares, ainda há problemas a serem resolvidos. Segundo o tenente, algumas áreas precisam de reflorestamento. “Às vezes, a regeneração natural não é suficiente. Alguns proprietários simplesmente abandonam a área. É preciso inserir novas vegetações para que a recuperação ocorra. Espécies frutíferas, por exemplo, são importantes para abrigar os animais.”
Outro problema grave é a ausência de vegetação nativa em APP. Pelo menos 27 mil metros quadrados estão devastados e outros 7 mil foram invadidos pela cana-de-açúcar. Há ainda o cultivo de laranja e outros produtos agrícolas onde deveria existir apenas mata. Cada município vai gerar um relatório, que será encaminhado ao Ministério Público. De acordo com o promotor do Meio Ambiente em Rio Preto, Sérgio Clementino, o MP pode fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com cada proprietário para exigir a recuperação das áreas.
As matas ciliares servem para evitar desbarrancamentos e o consequente assoreamento dos cursos d’água. Algumas espécies de peixes se alimentam dos frutos que caem das árvores à beira de rios e córregos.
Culturas causaram desmate
O diagnóstico detalhado é uma continuidade do levantamento concluído em março de 2009, que identificou seis milhões de metros de área degradada no entorno de todo o rio, o que corresponde a cerca de 600 campos de futebol. O cultivo da cana-de-açúcar, a pecuária e a construção de ranchos estão entre as principais causas do desmatamento em todo o percurso do rio.
O mapeamento é realizado por dois policiais, munidos de um sistema de GPS. Eles visitam todas as propriedades que fazem divisa com o rio. Eles elaboram plantas que permitem detalhar de forma exata a ocupação da área.
O próximo município a ser mapeado será Nova Granada. Além das APPs, os policiais vão diagnosticar a situação das reservas legais, trabalho inédito na região. A reserva legal é uma área localizada dentro da propriedade rural, diferente da APP, necessária à utilização sustentável dos recursos naturais, que deve ser averbada em cartório.
Córregos são avaliados
A Polícia Ambiental de Rio Preto concluiu o diagnóstico dos rios São Domingos, no trecho de Santa Adélia, e do córrego Cerradão, principal curso d’água de José Bonifácio. No São Domingos, é preciso reflorestar uma área de aproxidamente 1 milhão de metros quadrados, o que corresponde a 117 campos de futebol.
Já no Cerradão, há poucos problemas provocados pela intervenção humana. Há aproximadamente 47 mil metros quadrados de área de vegetação avançada e outros 42 mil em recuperação.
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