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Represa Municipal
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São José do Rio Preto, 1 de Dezembro, 2009 - 2:05
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PF planta 400 árvores para compensar CO2
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Raul Marques e Helen Ventura
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Sérgio Menezes
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Plantio de árvores em área da Represa Municipal: Polícia Federal compensa emissão de CO2
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A Polícia Federal de Rio Preto plantou ontem 400 mudas de árvores nativas e frutíferas no Lago 3 da Represa Municipal. A ação faz parte do programa Carbono Neutro, desenvolvido pelo departamento policial em todo o Brasil. A meta é compensar as emissões de gás carbônico emitidos pelo combustível de viaturas e aeronaves, além do uso de energia elétrica e papel. A emissão de gás carbônico contribui para o aquecimento global.
As 400 árvores representam o que foi consumido em 2007 na delegacia da PF na cidade. A polícia também assinou um termo de cooperação com a prefeitura. A Secretaria de Meio Ambiente vai acompanhar o crescimento das mudas, doadas pela Polícia Ambiental e Ibama. O plantio foi realizado por atiradores do Tiro de Guerra e 80 alunos da escolas Arlindo dos Santos, Cleophas Beltran e Guiomar Maia, todas de ensino fundamental. O local que abrigou as árvores fica entre a rodovia BR-153 e o Damha 1.
O delegado-chefe da PF em Rio Preto, José Eduardo Pereira de Paula, afirma que o projeto é coerente com ações desenvolvidas pela própria instituição ao longo dos anos. “Nós temos uma divisão de combate ao crime ambiental. Ou seja, estamos preocupados com o tema. A ação pode até inspirar outros órgãos públicos”.
O administrador do Parque da Represa, Nelson Lóis, afirma que o Lago 3 foi escolhido para receber as mudas devido a um plano de médio e longo prazos. “Queremos transformar esse local em um pulmão verde de Rio Preto, uma espécie de bosque. Em três anos, o rio-pretense vai notar grande diferença”.
Lóis explica que foram plantadas mudas de angico, ipê-rosa e amarelo, embaúba, jatobá, jacarandá mimoso e ingá. “Vamos fazer todo o acompanhamento necessário para o crescimento das árvores. Esse tipo de iniciativa é importante não só ao município, mas ao planeta.”
Os amigos Mateus Carlos Ferreira, Everton Siqueira, ambos de 9 anos, e Nelson Bruno da Silva, 8 anos, ficaram felizes com o plantio. Eles fizeram questão de colocar a mão na terra. “Achei muito legal. Espero plantar outras árvores no futuro”, afirma Silva. Já Mateus diz que plantar árvore é uma atitude bonita. O Programa Carbono Neutro prevê o plantio de 30 mil árvores no País. O objetivo é compensar 17 mil toneladas de gases emitidos no ano de 2007.
Obras
O Lago 3 da Represa será urbanizado em 2010. A Prefeitura abriu a licitação. No local, será construída a primeira ciclovia da cidade, com quatro quilômetros de extensão. O projeto prevê também uma pista para caminhada, com dois quilômetros de extensão, uma ponte de eucalipto e 210 vagas de estacionamento.Quatro mil árvores de 12 espécies diferentes serão plantadas.
O investimento será de R$ 1,6 milhão - R$ 1 milhão é proveniente do Ministério do Turismo. A Prefeitura vai investir R$ 600 mil. A Secretaria de Meio Ambiente estima que a obra vai começar em janeiro e terá duração de seis meses.
Rotary anuncia projeto para nascentes
O Rotary Clube Alvorada, de Rio Preto, pretende recuperar pelo menos 70 nascentes na região. O trabalho vai começar em três pontos. O projeto começou há quatro meses, a partir de um levantamento feito pelos rotarianos. Foi constatada a falta de vegetação nativa na beira de rios e córregos. O projeto chama-se Clube Verde. O trabalho vai começar na nascente dos córregos Borá, Piedadinha e Cobertinho. De acordo com o presidente do Rotary Clube Alvorada, Sebastião Dias Filho, há situações muito críticas, como é o caso do córrego Piedadinha, em que a vegetação inexiste.
“Em alguns deles, como é o caso do Borá, será necessário apenas um trabalho de enriquecimento de árvores. No Piedadinha teremos de plantar em toda a área.” No Borá, porém, serão necessárias obras de correção da prefeitura, antes do plantio, por causa de uma erosão no local. A obra já foi solicitada pelo Rotary, a partir de um ofício encaminhado à Câmara.
Parceria
O projeto rotariano contará com a parceria de órgãos públicos, como a Polícia Ambiental, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN). “Também vamos pedir a colaboração das escolas da rede pública. Queremos que os alunos vivenciem os problemas ambientais da nossa região.”
O levantamento técnico do projeto rotariano estipula as necessidades de cada uma das áreas a serem recuperadas, a exemplo dos tipos de árvores, espécies e quantidade que será plantada. De acordo com o estudo “Painel da Qualidade Ambiental”, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Noroeste Paulista tem a menor cobertura vegetal nativa do Estado de São Paulo.
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