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Queimadas
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São José do Rio Preto, 19 de Agosto, 2010 - 8:02
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12 Teixeirões viram fumaça
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Ferdinando Ramos
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Área queimada fica na Fazenda Santa Cruz, zona norte de Rio Preto
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Um incêndio ontem à tarde destruiu 96 mil metros quadrados de área de pastagem - o mesmo que 12 estádios de futebol como o Teixeirão - na Fazenda Santa Cruz, no bairro Doca Vetorasso, zona norte de Rio Preto. A fazenda e o terreno ao lado, onde funciona um spa, pertencem à família de Quirino Mendes Neto e Elza Vetorasso. O prejuízo aos proprietários da fazenda chegou a R$ 10 mil.
O fogo começou por volta das 16h e chegou a quatro metros de altura. Os bombeiros levaram duas horas para conter as chamas. Segundo o segundo sargento Clodoaldo Antônio da Silva, foram utilizados cinco mil litros de água e dois caminhões-pipa. “Nós usamos uma técnica de abafamento para que o incêndio não chegasse ao curral da fazenda ou ao spa, que fica a 50 metros daqui.”
A administradora do spa, Cristina Vetorasso Mendes diz que o maior medo foi de o fogo chegar ao estabelecimento. “A fumaça não incomodou tanto, mas ficamos receosos com a possibilidade de o incêndio se alastrar. Sorte que isso não aconteceu. Foi o primeiro susto que passamos aqui.”
De acordo com o segundo sargento, apesar da situação ter sido contornada houve muita dificuldade na operação. “O vento, o capim seco, a baixa umidade do ar, o calor. Tudo isso torna o nosso serviço mais difícil. Precisamos de seis homens para fazer o trabalho.”
Seca
A umidade relativa do ar chegou a 19% às 17h de ontem, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O índice, segundo o meteorologista Giovanni Dolif, indica que a população deve ficar em estado de alerta. “Até 20% é preciso haver atenção. Abaixo disso, até 12%, já começa o alerta. O ideal seria que a umidade relativa se mantivesse entre 50% e 60%.”
A baixa umidade do ar, segundo Dolif, faz com que o fogo se propague de maneira rápida e dificulta o controle. As causas do incêndio estão sendo investigadas, mas, de acordo com os bombeiros, a maioria das ocorrências começa com uma bituca de cigarro jogada às margens das estradas - onde há capim -, ou com pessoas que, ao fazer a limpeza de terrenos, põem fogo no lixo.
Prejuízo
O administrador da fazenda, Edison Missio Júnior, 47 anos, diz que toda a cerca no entorno da área foi destruída. “Vamos ter de contratar mão-de-obra para fazer o conserto e comprar arame, grampo e cerca. Isso vai dar uns R$ 10 mil. Todo ano, nesta época, tem fogo por aqui, mas nunca tinha atingido uma área desse tamanho.” O administrador afirma que na semana passada havia retirado o gado do local e colocado em outro pasto. “Foi muita sorte, parecia que estava pressentindo o que iria acontecer.”
Outros casos
Este é o terceiro incêndio em área de pastagem registrado nesta semana na região de Rio Preto. A primeira ocorrência foi na segunda-feira, quando uma área de 33 hectares foi destruída pelo fogo próximo ao bairro Jardim Alvorada, na zona rural de Rio Preto. Também na segunda-feira, o fogo destruiu uma área de pastagem na vicinal de Talhado, próximo à entrada da cidade.
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