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Paisagismo
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São José do Rio Preto, 26 de Novembro, 2009 - 0:30
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Doença misteriosa seca folhas de árvores
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Thomaz Vita Neto
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Saboneteiras à margem da Juscelino Kubitschek: fruto (destaque) é usado para lavar roupa
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Árvores da espécie Sapindus saponácea, conhecida popularmente como saboneteira ou sabão-de-soldado e usadas no paisagismo urbano de Rio Preto, estão doentes. As plantas são nativas do Brasil, têm cerca de oito metros de altura e, em média, 12 anos de idade e estão com a folhagem amarelada.
A maioria das saboneteiras está plantada às margens do Córrego Borá, na Juscelino Kubitschek. Outras podem ser encontradas às margens da Represa Municipal e nos bairros Distrito Industrial, Roseiral e Jardim Estrela. De acordo com o biólogo Arif Cais, este foi um ano atípico de chuvas e elevadas temperaturas, o que pode ter influenciado a manifestação da doença.
“A umidade favorece a proliferação de fungos, e a gente começa a perceber como as questões climáticas estão interferindo nas espécies.” Em 2009, segundo o Posto de Sementes, o indíce pluviométrico atingiu 1.244,3 milímetros. A medição foi feita até o último dia 23. Os meses de junho e julho, por exemplo, registraram ocorrências de chuva, o que não ocorre normalmente. No ano passado, nos mesmos meses, praticamente não choveu.
‘Em massa’
O engenheiro agrônomo Érico Ferreira Trindade, responsável pela arborização urbana de Rio Preto durante 15 anos, foi quem plantou as saboneteiras na cidade. A doença que acomete as árvores, segundo ele, é um problema cíclico. Trindade disse que, em anos anteriores, algumas saboneteiras haviam apresentado o mesmo problema, porém, em menor quantidade. “Desta vez é diferente. A doença atingiu as árvores em massa.”
Inicialmente, levantou-se a suspeita de envenenamento, hipótese descartada por Arif Cais. “O processo de envenenamento é muito complicado. Ninguém faria isso em todas as árvores de uma mesma espécie, não há motivos para isso.” As árvores, segundo o biólogo, recuperam-se sozinhas, mas o processo demora alguns meses. “Eu sugiro que as árvores que não revegetarem sejam retiradas e que, no lugar, sejam colocadas mudas de outras espécies.”
Amostras
Segundo ele, árvores de uma mesma espécie podem ocasionar problemas quando surgem doenças. Cais disse que deverá ser feita uma coleta com amostras do solo, da raiz e das folhas dessas árvores. O material será encaminhado ao Instituto Biológico de São Paulo, para análise.
As saboneteiras recebem esse nome por causa do seu fruto amarelado, de onde é extraída a substância saponina (com propriedades similares às do sabão), usada para lavar roupas. Elas florescem entre os meses de abril e junho. Os frutos, muito consumidos por morcegos, chegam a atingir 1,5 centímetro. O fruto pode ser tóxico para alguns animais, dentre eles os humanos.
Medicina popular
Apesar disso, a casca, a raiz e o fruto são utilizados na medicina popular como calmante, diurético, expectorante, depurativo do sangue e contra a tosse. O fruto também funciona como inseticida natural e, atualmente, é utilizado no combate ao Aedes aegypti, o mosquito da dengue.
É indicado, ainda, no combate à asma brônquica, cólica uterina, epilepsia, catarata,psoríase e pelagra. Outros nomes comuns para a espécie, além de saboneteira e sabão-de-soldado são pau-de-sabão, sabão-de-macaco, jequitinhaçu e também fruta-de-sabão.
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COMENTÁRIOS
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
26/11/2009
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Normalmente e por força do hábito ao longo do tempo se percebe preferência por espécies que oferecem melhor desenvolvimento. A arborização deve ocorrer de forma heterogênea, uma vez que a homogeneidade diminui a resistência.
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