A empresa Novas Técnicas de Asfalto (NTA), de São Paulo, fabricante da emulsão asfáltica (asfalto diluído em água) que foi derramada no córrego dos Macacos, em Rio Preto, estima que 80% da parte contaminante do produto (60% do total) foi retirada do local no fim de semana. O resultado da operação, que contou com a ajuda de um caminhão com bomba de sucção, foi divulgado ontem. O asfalto líquido caiu no córrego depois de um acidente envolvendo um caminhão-tanque e um Gol na rodovia Washington Luís, sexta-feira.
“Descobrimos que grande parte da emulsão estava concentrada no ponto do córrego mais próximo do local do acidente e retiramos dali 40 mil litros de uma mistura formada pelo produto, lodo e água”, afirma Gerson Pereira, engenheiro químico da NTA. Estima-se que cerca de 20 mil litros da emulsão tenham caído no córrego. Outros 10 mil litros foram contidos por barreiras construídas na marginal da rodovia.
O resultado das análises da contaminação da água feitas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do laboratório Bioagri - contratado pela transportadora do material -, de Piracicaba, deve ficar pronto até o final desta semana. O Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) permanecerá sem captar água do lago 3 da Represa até a conclusão dos laudos.
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