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São José do Rio Preto, 10 de Agosto, 2010 - 8:00
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Rio Preto precisa triplicar número atual de árvores
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Edvaldo Santos
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Oitis, como os da rua Itália, representam 64% das árvores da cidade
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Rio Preto precisa triplicar o número atual de 240 mil árvores caso queira atingir a meta do programa Município Verde Azul, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que preconiza 100 metros quadrados de arborização por habitante. A média no município é de apenas 31 metros quadrados de “verde” por morador.
A expectativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente é atingir a meta em 12 anos com o plantio de 40 mil mudas a cada ano, em média. Para isso, a pasta reuniu ontem representantes de várias secretarias da Prefeitura, além do Ministério Público, iniciativa privada e sociedade para discutir o Plano Diretor de Arborização Urbana.
A proposta prevê, além do plantio, ações que viabilizem a manutenção das espécies, capacitação de profissionais, envolvimento da população, criação de leis e integração das secretarias de governo. O primeiro passo será plantar, até o final do ano, 15 mil mudas de árvores.
Ausência de critério
A falta de um plano diretor já levou, por exemplo, ao plantio exagerado de oitis. Levantamento realizado pela secretaria verificou que, da totalidade de árvores no município, 64% são dessa espécie frutífera. Segundo o engenheiro agrônomo Érico Ferreira Trindade, assessor técnico da pasta, se uma praga acomete os oitis, a arborização ficará totalmente comprometida.
A primeira medida, segundo Trindade, seria a elaboração de uma lei que proíba a comercialização e a doação da espécie. Além disso, haverá capacitação da mão-de-obra. “É preciso haver criatividade em alguns casos. Nem sempre a árvore precisa ser podada drasticamente ou de maneira grosseira, muito menos erradicada. Antes de erradicar, precisam ser pensadas todas as possibilidades.”
A falta de critério e de capacitação causou a mutilação de 100 árvores nos bairros Jardim Vivendas, Jardim Urano e São Francisco há três semanas. Naquela ocasião, homens do serviço de tapa-buraco da prefeitura fizeram a poda drástica das espécies sob alegação de abrir caminho para as máquinas. Para casos assim o poder público estuda aumentar o valor da multa, hoje entre R$ 50 e R$ 100.
O promotor de Meio Ambiente Sérgio Clementino sugere que, em casos de erradicação, seja feita a reposição da árvore. “Para cada uma suprimida poderiam ser plantadas outras cinco, por exemplo.” Para o biólogo Arif Cais, todo o estudo é válido, desde que o bom exemplo seja dado pela prefeitura. “O que não pode é o poder público dar mau exemplo, como tem feito. É preciso parar de conversar e agir”, diz o professor.
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