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São José do Rio Preto, 17 de Novembro, 2009 - 0:35
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Só 5 cidades da região ganham ‘selo’ verde
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Edvaldo Santos
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Rio Preto tirou nota 68,94, e não obteve o Protocolo
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Apenas cinco de 56 municípios da região de Rio Preto atingiram as metas previstas no Protocolo Verde, ranking da Secretaria de Estado do Meio Ambiente que avalia a procupação ambiental de cada cidade paulsita. O dado consta do “Painel da Qualidade Ambiental”, estudo inédito da pasta que avalia os avanços do Estado na proteção do meio ambiente.
Instituído pelo governo estadual em 2007, o Protocolo Verde estabelece dez critérios de avaliação ambiental: esgoto tratado, coleta e seleção do lixo. recuperação das matas ciliares, arborização urbana, educação ambiental, habitação sustentável, uso da água, poluição do ar, estrutura ambiental e a manutenção de um Conselho Municipal de Meio Ambiente. Só atinge a meta quem atinge 80 de nota mínima, em escala de zero a cem.
No último ano, apenas Riolândia e Aspásia, pela bacia do Turvo/Grande, e Santa Fé do Sul, Rubineia e Nova Canaã Paulista, pela bacia do rio São José dos Dourados, cumpriram as metas estabelecidas. Santa Fé ficou em primeiro lugar no Estado, com nota 94,96. As escolas da cidade têm a educação ambiental como disciplina obrigatória. Além disso, o município tem um Plano Diretor Ambiental, que direciona as ações na área. Rio Preto tirou nota 68,94, e não obteve o Protocolo.
Para o engenheiro ambiental e gestor do meio ambiente de Aspásia, João Paulo Viana, a principal explicação para o baixo índice de municípios contemplados com o protocolo na região é a falta de vontade política. “A maioria dos prefeitos considera bobagem essa questão ambiental. Preferem investir naquilo que dá visibilidade eleitoral”, afirma.
Além disso, diz o especialista, municípios maiores como Rio Preto, Votuporanga e Catanduva têm mais dificuldades para cumprir o protocolo porque têm problemas ambientais mais complexos. “Em cidades menores conseguimos mobilizar toda a comunidade com maior facilidade, como ocorreu em Aspásia a partir de 2007”, diz Viana.
Segundo ele, a coleta seletiva atinge 80% das 3,5 toneladas de lixo geradas na cidade. Além disso, o município tem 27 metros quadrados de área verde por habitante, pontos importantes na avaliação da secretaria estadual.
Para o prefeito de Riolândia, Sázio Nogueira Franco Neto (PSB), a tendência é de que mais municípios se interessem em aderir ao protocolo por pressão do próprio governo. “Quando vamos assinar convênios em São Paulo, o governo cobra se temos o protocolo. Caso contrário, relutam em liberar verbas”, diz.
Água ruim
No domingo, com base em números da pesquisa, o Diário revelou com exclusividade que os rios da bacia do Turvo/Grande, que cortam a maior parte do Noroeste Paulista, têm a água de pior qualidade do Estado, superando até mesmo o trecho do Tietê que passa pela Capital. A explicação da Cetesb e de especialistas é o esgoto jogado nos rios - 50% sem tratamento - e a concentração urbana e industrial do Noroeste Paulista nos últimos anos.
No ano passado, pesquisadores da Unesp encontraram cromo e níquel no rio Preto. O diretor de meio ambiente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Rio Preto, Artur Bastos, admite que fábricas clandestinas joguem metais pesados nos rios da região. “95% das fábricas da região são microempresas, cujos donos, em alguns casos, nem têm noção que a atividade deles danifica o meio ambiente.”
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COMENTÁRIOS
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ro junqueira
postado em
17/11/2009
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Prezado Alan,
Parabéns pela matéria! Sou interlocutora do projeto Municipio Verde Azul para vários municípios da nossa região, coloco-me à disposição para contriibuir na divulgação dessa grande iniciativa do Governo Estadual em favor do Meio Ambiente.
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