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5º ENCONTRO PEDAGÓGICO
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São José do Rio Preto, 20 de Agosto, 2011 - 15:00
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ENSINO DE LEITURA POR MEIO DA TUTORIA
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ANDRÉA MACHADO PALESTRANTE 5º ENCONTRO
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RTI – Resposta à intervenção é um modelo educacional de multietapas, onde as atividades são fornecidas a todas as crianças como uma instrução de leitura de alta qualidade baseada em pesquisas dentro da própria sala de aula. A resposta das crianças a essa instrução é avaliada por meio de instrumentos de triagem, que são administrados, periodicamente, durante todo ano letivo. Com as crianças identificadas como de risco, na base desta seleção, é realizada uma intervenção de curto prazo suplementar. Esta intervenção pode evoluir a partir de pequenos grupos para aulas individuais com base nas necessidades da criança. O progresso do monitoramento é usado para medir a resposta das crianças à intervenção. Aqueles que não respondem à intervenção suplementar são considerados como de risco para distúrbios de aprendizagem e podem beneficiar-se de um ensino mais especializado fornecido dentro de um contexto de educação especial.
Nessa direção há um amplo conjunto de investigações sobre modalidade e procedimentos instrucionais oferecidos fora da sala de aula regular para auxiliar crianças que apresentam dificuldade para adquirirem os conhecimentos e habilidades iniciais de leitura e escrita. A tutoria é uma modalidade na qual o tutor oferece um acompanhamento individual ao aluno buscando melhorar resultados positivos quanto à evolução das habilidades envolvidas.
Partindo-se da hipótese de que programas que utilizam procedimentos instrucionais ou tutoria envolvendo o ensino de estratégias de leitura e escrita intensivas, ou seja, um ensino no qual dá-se importância ás trocas de experiências entre a crianças e o tutor com sessões frequentes e que tenham como ponto central o contato direto com a leitura de textos variados, certamente poderiam levar à diminuição dos problemas de aprendizagem apresentados na sala de aula.
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Guilherme Baffi
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Estudantes da Sylvio Benito Martins, no Santo Antônio, com trabalhos feitos a pa
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Método
No início da aula, os professores leem a manchete do jornal e as chamadas que têm destaque na capa. Dessa forma, expõem aos alunos notícias de todos os campos de conhecimento: política, esportes, cultura, economia e cidades. Cada aluno escolhe a notícia que traz mais interesse. Eles a recortam e colam no papel.
A sala fica em silêncio para que todos possam ler. Ao terminar, eles escrevem, com as próprias palavras, a reportagem escolhida. Em seguida, cada um resume para a sala o que acabou de ler, e todos discutem a informação.“É uma forma de todos os alunos participarem. Eles ficam mais desinibidos e passam a contextualizar a notícia de acordo com o meio em que vivem”, afirma a professora da 3ª série E do período da tarde, Ivete Terezinha Gregoleti dos Santos.
O conteúdo é trabalhado de maneira interdisciplinar. “Procuramos envolver todas as matérias dentro desse projeto.” Segundo ela, a escola deve trabalhar todos os gêneros textuais, como narração, poesia e crônicas. “O jornal tem um pouco de todos, além de trazer o texto jornalístico.”
Informantes
Os alunos destacam que, além de conhecerem melhor o que acontece na cidade e na região, eles podem informar os familiares. “Quando chego em casa, conto para minha mãe o que está acontecendo na cidade”, afirma Gabriel Vinícius Ribeiro, 10 anos. O mesmo acontece com Jennifer. “Todos querem saber o que aprendi.”
Segundo Lea, os estudantes já tinham contato com o noticiário de televisão e internet, mas, com a leitura de um jornal impresso, passam a conhecer a notícia de forma mais detalhada. “Por isso o projeto tem sido um sucesso e esperamos implantá-lo para as outras séries.” As notícias preferidas dos alunos são esportes, charges e acidentes. “O mais legal é que podemos ler todos os dias. Dá para acompanhar o campeonato de futebol”, diz Leandro.
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Edvaldo Santos
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A escola Ruy Malachias Ferreira também adotou o Diário
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Riolândia adota a leitura
Em Riolândia, o Diário também é instrumento de aprendizado para alunos da 4ª série D da escola Ruy Malachias Ferreira. A ideia foi da professora Maria Próbio, que acredita na informação como instrumento de transformação social.
Maria passou a recolher exemplares antigos na Câmara Municipal, delegacia e comércios que assinam o Diário e distribuía aos alunos durante as aulas. Encantados com a quantidade de informações contidas em cada página do jornal, os estudantes também começaram a recolher exemplares na cidade.
“O jornal precisa fazer parte do cotidiano da criança, pois é fonte de informação, estimula a leitura e traz todo o tipo de gênero textual”, diz. Ela dá aulas para 30 alunos. Eles chegam às 12h40 e leem até as 14h. “Chego à sala de aula e eles já perguntam pelo jornal.”
Maria acredita que as escolas só tem a ganhar introduzindo o informativo na sala de aula. Segundo ela, é possível sistematizar o conteúdo trazido nos livros didáticos. “É difícil para os alunos entenderem o que é um editorial, um artigo de opinião. Muitos adultos não sabem isso. Com o uso do jornal, eles aprendem a identificar os textos.”
Na classe de Maria, os exemplares ficam fixados em painéis na parede e dentro de caixas. A professora, no início da aula, seleciona alguns textos para os alunos. No fim do período, eles levam alguns exemplares para a casa, para praticar a leitura. “Todas as escolas deveriam utilizar o jornal em sala. Só assim formaremos cidadãos.”
No próximo ano, a prefeitura da cidade vai assinar o jornal para facilitar o acesso dos alunos à leitura.
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