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Terremoto
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São José do Rio Preto, 28 de Fevereiro, 2010 - 3:00
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Rio-pretense que vive no Chile fala sobre tremor
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AP
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Grande parte do país andino ficou sem energia, comunicação e transporte após o tremor, que matou mais de uma centena
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Subiu para 214 o número oficial de mortos no terremoto de 8,8 graus que atingiu o Chile na madrugada de sábado. Ondas de dois metros acima do normal atingiram a costa do país, de acordo com o serviço de pesquisa geológica do EUA. Testemunhas na região costeira de Maule, próxima ao epicentro do abalo, viram casas “simplesmente desaparecerem.” Fontes do governo disseram que em algumas áreas de Maule até 80% das cidades foram destruídas pelo terremoto e pelas ondas subsequentes. A maioria das mortes - ao menos 85 das 214 registradas pelo governo - ocorreu na região.
Ajuda
Esforços de ajuda estão a caminho e o governo disse que pode enviar tropas para garantir a segurança nas regiões mais afetadas. A mineradora nacional Codelco disse que não tem informação sobre o estado de sua mina de cobre El Teniente, localizada logo ao sul da capital. Um porta-voz disse que todas as principais minas do grupo no norte do país, que é o maior exportador de cobre do mundo, ficaram praticamente intactas.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, reuniu-se com autoridades emergenciais na manhã de ontem e voou em helicóptero do exército para a área mais atingida.
O governo não declarou emergência nacional, mas identificou as regiões atingidas no sul do país que irão receber fundos emergenciais. Segundo Bachelet, o Chile tem neste momento os recursos necessários para enfrentar as consequências do terremoto e não precisa de socorro internacional imediato.
Santiago mergulhou em trevas após o terremoto. Telefones foram cortados e o fornecimento de energia e gás, interrompido. O principal aeroporto e o metrô foram fechados. As autoridades tentam obter mais informação de Juan Fernandez e outras ilhas da costa do país que foram atingidas por ondas maiores logo após o sismo. Residentes do Havaí, enquanto isso, foram orientados a evacuar as áreas mais baixas ao longo da costa do arquipélago. Sirenes de tsunami foram disparadas às 13h (de Brasília), e ondas podem atingir as ilhas. As informações foram atualizadas até às 18 horas de ontem.
Alerta
A Rússia também passou a monitorar o risco de tsunami em suas regiões orientais, depois que um terremoto de 8,8 graus atingiu o Chile. O alerta de Tsunami vai até a Austrália e países do Pacífico. O governo dos EUA emitiu alertas de tsunami para todas as regiões do Pacífico após o tremor.
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Reprodução/Orkut
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Carlos Eduardo Rondini vive com a família a mais de três anos no Chile
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Rio-pretense vive momentos de desespero em Santiago
O rio-pretense Carlos Eduardo Rondini está no Chile há mais de três anos e presenciou o terremoto. Em conversa com a reportagem, pela internet, ele afirma que passou por momentos de desespero. Na ocasião, a família de Rondini estava dormindo. Ao sentir o tremor, as filhas tiveram medo. "Elas vieram correndo, para o quarto, querendo saber o que estava acontecendo. É como se estivéssemos sentindo a morte de perto."Rondini mora no 14º andar de um prédio, em Santiago, e, segundo ele, a estrutura do local manteve-se intacta. "As paredes de gesso sofreram rachaduras, mas não foi nada além disso."
Até às 16h de ontem, conforme o rio-pretense, tiveram 50 réplicas do tremor. Ele afirma que não há situação de pânico ou caos em Santiago, mas a corrida a postos de combustíveis e supermercados aumentou. "Nós deixamos o carro para fora do prédio, com comida e água suficientes para nos manter durante alguns dias. Por hora, vamos dormir na sala, vestidos, próximos a saída, para o caso de qualquer emergência." Perguntado sobre a intenção de voltar, Rondini afirma ser complicado. "Trabalho como engenheiro em uma multinacional. Não posso deixar assim, de repente. Minhas filhas estão no colégio, matriculadas. Talvez mudemos para uma casa térrea. Mas a vontade é de voltar para casa, em Rio Preto." A experiência, segundo ele, foi terrível. "Ninguém precisa passar por isso."
Colaborou: Helen Ventura
Fonte: AE
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