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Reformulação
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São José do Rio Preto, 10 de Fevereiro, 2012 - 6:52
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América dispensa sete atletas
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Guilherme Baffi
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Guilherme Patriarca ficou 17 dias no clube e só jogou o derby
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Um dia após perder por 3 a 1 para o Barbarense, no Teixeirão, pela quinta rodada do Paulista A-2, o América anunciou a dispensa de sete jogadores. Dois foram titulares na derrota de quarta-feira: o zagueiro Diego Padilha e o lateral esquerdo Hadson Nery. Os dois farão companhias ao volante Tiago Melo, os meias Guilherme Patriarca e Malco, e os atacante Jonatas e Agnaldo. As demissões são provocadas pela fraca campanha e pela reformulação que a diretoria pretende fazer no elenco, após a queda do técnico Vilson Tadei. O atual treinador Paulo Roberto Santos assumiu a equipe e já anunciou mudanças.
O clube segue procurando por reforços e, enfim, tentar brigar por uma vaga na elite estadual. Até agora a equipe não engrenou e, no máximo, luta para fugir das últimas colocações. Dos 15 pontos disputados, somou apenas cinco. Há pressa para fechar com dois laterais, um direito e outro esquerdo, além de dois atacantes. Um deles pode ser Osny, dispensado ontem pelo Catanduvense.
O meia Guilherme Patriarca, contratado por indicação do antigo técnico Vilson Tadei, não escondeu a sua insatisfação com a decisão. “Eu tive muito azar, cheguei ao clube em uma segunda-feira, chamado pelo Tadei, e na outra segunda o Tadei caiu. Já com o Paulo, a convivência é complicada e não tive oportunidade”, disparou o meia, que se apresentou no dia 23 de janeiro e só atuou no derby - derrota por 3 a 0 para o Rio Preto, no dia 29. “Eu fico triste, estava esperançoso, o grupo é bom, antes de escolher o América tinha mais duas propostas. Além de tudo, estou com a minha esposa grávida de sete meses.”
Para o técnico Paulo Roberto, as dispensas são naturais. “O treinador analisa os atletas durante os treinos e jogos e os avalia de acordo com a forma como cada um trabalha. Os que não se encaixam, obviamente, são dispensados e aproveitados em outros clubes”, diz. Já o presidente Alcides Zanirato garante que, as rescisões e as novas contratações, conforme quer a comissão técnica, não afetarão as finanças do clube. “Estamos em processo de reformulação, com a chegada de jogadores é natural a saída de outros”, afirma o cartola, que não descartou novos cortes. Ontem, os jogadores reservas, que não atuaram contra o Barbarense na quarta-feira, fizeram um jogo treino contra um selecionado de Bady Bassitt e golearam por 5 a 2.
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Advogado cobra R$ 24 mil de ex-parceiro do Vermelhinho
Luiz Carlos Tonin, advogado do América, entrou com processo no Juizado Especial Cível para receber por serviços prestados à empresa Direct Rio Marketing e Gestão Esportiva, que administrou o clube por 329 dias, entre agosto de 2010 e julho de 2011. O valor da causa é de R$ 24.880,00, referente aos honorários prestados a empresa, enquanto gestora do clube. Tonin entrou com ação de execução de título extrajudicial. “É uma dívida de contrato, é o mesmo que um cheque sem fundos”, explicou o advogado.
O juiz Cristiano de Castro Jarreta Coelho determinou, em despacho do dia 19 de janeiro, que em três dias úteis a Direct Rio quitasse o débito com Tonin, o que não aconteceu. Dessa forma, uma oficial de justiça foi à sede da empresa no dia 20 de janeiro, conforme o endereço registrado no CNPJ da Direct Rio, para execução de bens e encontrou o imóvel fechado. “A empresa sumiu. Agora, eu é quem preciso informar o endereço da empresa”, disse Tonin.
Lafaiete Libânio de Azevedo, dono da Direct Rio, afirmou desconhecer o processo e muito menos que tenha firmado contrato com Tonin. “A minha empresa apenas era gestora do departamento de futebol, não tenho nenhum contrato com o Tonin, que já era advogado do América. O advogado da Direct Rio é o Ricardo Antoniazzi. Se tem (contrato com o Tonin) anexado no processo, te garanto que não foi assinado por mim e, sim, pelo América. Então, que cobre do América”, rebateu Lafaiete, que também falou sobre o endereço. “O imóvel está lá, é da minha família, mas estou fazendo um trabalho fora de Rio Preto, e não tenho que dar satisfações sobre isso. Eu resido nesse imóvel desde 1984.” O advogado Ricardo Antoniazzi não quis comentar o caso. O presidente do América, Alcides Zanirato, foi objetivo. “O contrato é entre o advogado e a empresa, não compete ao América.”
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