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Assunção
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São José do Rio Preto, 11 de Março, 2010 - 3:01
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São Paulo enfrenta o Nacional no Paraguai
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Gaspar Nóbrega/Vipcomm
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Contra o Nacional, Alex Silva começa a reescrever uma história que não teve um final feliz em 2008
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A possibilidade de escalar três atacantes não passou de despiste por parte de Ricardo Gomes. Ele não colocará Fernandinho, Dagoberto e Washington desde o início para enfrentar o Nacional, do Paraguai, no Defensores del Chaco, em Assunção. O São Paulo, porém, será agressivo. A necessidade de vencer fez o treinador armar um esquema para pressionar o adversário ainda no campo de defesa, mesmo jogando fora de casa.
A marcação começará na saída de bola com os atacantes e também com uma aproximação dos meias e volantes. A intenção é bem clara: induzir os paraguaios ao erro ou que essa bola seja rifada sem passar pelos homens de criação, facilitando o trabalho dos zagueiros Alex Silva e Miranda lá atrás. De posse da bola, Ricardo Gomes pede inteligência aos jogadores. Em alguns momentos, o time terá de usar velocidade para aproveitar os espaços deixados pelo Nacional. Em outros precisará cadenciar, à espera do melhor momento.
“Acredito que teremos um jogo aberto, bem diferente do que seria normalmente pela necessidade das duas equipes”, afirmou o goleiro Rogério Ceni, que espera um rival agressivo, assim como o time pretende ser. “Se marcaram pressão no México (na derrota para o Monterrey), por que seria diferente no Paraguai? Eles vão vir com tudo para cima, mas vamos tentar nos impor. O problema é que, às vezes, o adversário não deixa você repetir o que trabalhou.”
Mistério
Com todos os jogadores do elenco à disposição, Ricardo Gomes não deu qualquer pista do time que colocará em campo. Segundo Rogério Ceni, ele treinou duas formações. “O que posso dizer é que não trabalhou com três atacantes de ofício.” A tendência, no entanto, é que Cicinho atue como lateral direito na primeira linha de quatro do 4-4-2, e não adiantado como meia. Richarlyson ficaria mais fixo na esquerda, possibilitando assim os avanços de Cicinho.
O meio de campo teria Jean e Rodrigo Souto na proteção da defesa formada por Alex Silva e Miranda, com Hernanes e Cléber Santana atuando na ligação com o ataque. Marcelinho Paraíba ficaria como segunda opção. “A ajuda dos homens de meio é muito importante. Às vezes, fico sozinho para levar essa bola, o que dificulta um pouco”, disse Dagoberto, que, porém, vê com cautela um possível esquema com três atacantes. Ele seria usado em caso de emergência. “Não é tão simples assim. Você precisa trabalhar para não dar errado. Os atacantes precisam voltar para mais marcar.”
Ficha técnica:
Nacional - PAR
Caffa; Peralta, Piris, Miranda e Mazacote; Melgarejo, Bordón, Riveros e Cáceres; Bogado e Aquino. Técnico: Ever Almeida.
São Paulo
Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Jean, Rodrigo Souto, Cléber Santana e Hernanes (Marcelinho Paraíba); Dagoberto e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
Árbitro: Enrique Osses (CHI). Local: estádio Defensores del Chaco, em Assunção (PAR), hoje, às 19 horas, com transmissão ao vivo pelo canal por assinatura SporTV (NET, SKY e Globosat).
Alex Silva entra mais confiante
Uma cirurgia no joelho ninguém esquece. Duas então. Após viver o drama pela segunda vez na carreira, Alex Silva atuou 90 minutos nos últimos três jogos e já se vê pronto para ser novamente o zagueiro que brilhou no São Paulo, chegou à Seleção Brasileira e realizou o sonho de jogar na Europa. “Não tenho mais tempo. A partir de agora sei que não posso errar. Tive três partidas para me preparar. A Libertadores está aí. É hora de mostrar o Alex Silva dos anos anteriores.”
Contra o Nacional, o zagueiro começa a reescrever uma história que não teve um final feliz da última vez. Em 2008, Alex Silva, perdeu de cabeça para Washington, então no Fluminense, no gol que eliminou o São Paulo nas quartas de final da Libertadores. “Essa jogo será especial porque me faz lembrar 2008. Naquela ocasião, eu também havia ficado seis meses parado por causa de uma cirurgia no joelho, fiquei no banco contra o Audax e voltei contra o Nacional, só que do Uruguai. Fiz o gol e conseguimos nossa classificação.”
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