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Friozinho difícil
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São José do Rio Preto, 18 de Junho, 2010 - 3:05
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Titulares do Brasil são poupados dos treinos mais duros
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Antonio Scorza/AFP
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Os titulares Robinho e Elano só participaram de um rachão ontem
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O alto comando da Seleção Brasileira decidiu guardar os 11 titulares para o jogo contra a Costa do Marfim. Eles foram poupados dos treinos mais duros com os reservas nos últimos dois dias e também não ficaram expostos ao frio intenso que toma conta da África do Sul. Há na comissão técnica a preocupação com possíveis baixas para a partida que pode definir a classificação do Brasil às oitavas de final. Por enquanto, só no “chinelinho”. Todo cuidado é pouco.
Entre o jogo de estreia contra a Coreia do Norte, na última terça-feira, e o segundo na Copa do Mundo diante de Costa do Marfim, no próximo domingo, os titulares só devem treinar duro hoje, na Randburg School. A expectativa é de um coletivo para Dunga reajustar as peças e avaliar melhor Kaká e Luís Fabiano.
Ontem, os 10 jogadores (o goleiro Julio Cesar trabalhou com Wendel e Taffarel) participaram apenas do aquecimento com os reservas numa improvisada brincadeira com a bola nas mãos, lembrando um jogo simulado de rúgbi. Depois, divididos em duplas, deram cinco voltas pelo campo da escola. Assim que terminaram a sessão, correram para o ônibus e foram levados ao hotel da concentração.
Embora a comissão técnica não tenha se manifestado sobre a proteção aos titulares, foi possível perceber no treinamento de ontem que todos os jogadores usavam uniformes pesados contra o frio. Alguns não dispensaram gorros e luvas. Médicos e preparadores físicos da Seleção temem que os atletas possam ficar gripados. A temperatura caiu muito nos últimos dias. O jogo contra a Costa do Marfim, às 20h30 (horário local), indica a previsão do tempo, será disputado sob 2ºC negativos no estádio Soccer City, em Johannesburgo.
Enquanto a “turma do chinelinho” se abrigava no hotel, protegida do frio - temperatura média de 5ºC -, os reservas disputavam um animado jogo-treino contra os garotos do time sub-19 do Birds, equipe amadora da região de Johannesburgo. Na vitória da Seleção por 5 a 0, em 50 minutos de bola rolando, Julio Baptista marcou dois gols, Ramires, Grafite e Nilmar fizeram um cada um. Após a partida, os jovens do Birds tiraram fotos ao lado dos jogadores do Brasil. Dunga fez questão de reunir os dois grupos e ele mesmo fotografar a turma. E depois se juntou aos atletas para também sair na moldura. O treinador estava sorridente, feliz da vida.
E Robinho tem a receita para superar a forte retranca que o Brasil deve ter pela frente contra a Costa do Marfim, assim como aconteceu na estreia, diante da Coreia do Norte. “O segredo é fazer um gol rápido, pois obriga o adversário a sair mais e abre espaços”, explicou o atacante. Robinho, porém, lembrou que a Coreia do Norte não saiu da defesa nem mesmo quando levou o primeiro gol do Brasil. “Aí, fica complicado. Tem que ter paciência, tocar a bola”, ensinou o atacante, que foi um dos destaques da vitória brasileira na estreia da Copa na África do Sul. “Estou vivendo um momento muito bom e quero continuar melhorando. Nos próximos jogos, quero ser igual ou melhor.”
Diante da Coreia do Norte, Robinho chegou a jogar os minutos finais mais recuado, no meio-de-campo, depois que o atacante Nilmar substituiu o meia Kaká. E ele revelou nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva na concentração da Seleção, que está pronto para exercer outras funções no time. “Para mim, não tem problema jogar na posição do Kaká. Estou à disposição do Dunga.”
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Fabrice Coffrini/AFP
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Nilmar participa do jogo-treino contra os garotos do time sub-19 do Birds, equipe amadora da região de Johannesburgo
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Brasil vê Espanha no caminho
A última vez que o Brasil foi eliminado de uma Copa do Mundo na fase de oitavas de final foi em 1990, na Itália, quando Dunga ainda era jogador do time. Ele estava naquela partida com a Argentina, contra Maradona, quando o craque limpou meia equipe e passou para Caniggia fazer o gol da vitória. Dunga e seus companheiros pareciam incrédulos com o tropeço prematuro, mas diante de um rival que todos na Seleção reconheciam a qualidade. Como doeu. Os argentinos chegaram à final contra a Alemanha, mas perderam por 1 a 0.
Dunga nunca assumiu aquele fracasso, nem poderia fazer isso sozinho, mas pesou sobre seus ombros tudo o que deu errado e a volta para casa mais cedo. Um oponente tão poderoso quanto era a Argentina de 1990 pode cruzar o caminho do Brasil nas oitavas do Mundial na África do Sul. Trata-se da Espanha. Com a derrota para a Suíça por 1 a 0 em sua primeira partida no Grupo H, os espanhóis correm risco de ficar em segundo lugar na chave e encontrar o Brasil nas oitavas, o que não seria bom para nenhum dos dois.
“Se isso acontecer, de eles cruzarem com o Brasil, será uma final antecipada”, adiantou o atacante Nilmar. “A derrota prova que em Copa tudo pode acontecer. Não há favoritismo. Mas isso não muda a minha opinião sobre a Espanha. Ainda é uma das favoritas e tem jogadores de muita qualidade ”.
Eriksson elogia a Seleção
O técnico da seleção da Costa do Marfim, o sueco Sven-Goran Eriksson jogou o favoritismo, na partida de domingo, para a Seleção Brasileira, e praticamente confirmou que vai privilegiar a defesa. “Não podemos deixar de atacar. Vencer o Brasil será fantástico, mas um empate não será ruim”.
Em seguida, disse que, em comparação com a partida de estreia contra Portugal, que não saiu do 0 a 0, “será preciso aproveitar melhor os contra-ataques”. Eriksson não confirmou, ontem, a escalação de Drobga desde o início. É isso, porém, que deverá fazer. “Não se surpreendam se jogar. Espero que comece. Vai ser muito bom para nós”, disse.
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