Depois de apresentar uma leve melhora no amistoso contra a Tanzânia, no qual marcou um gol no último duelo de preparação para a Copa do Mundo, Kaká voltou a mostrar, nesta terça-feira, contra a Coreia do Norte, que está longe de atingir a condição física e técnica que um dia o fez ser eleito o melhor jogador do planeta pela Fifa.Após o jogo de estreia em seu terceiro Mundial - foi campeão como reserva em 2002 e atuou como uma das referências da seleção em 2006 -, o craque do Real Madrid deixou o campo conformado pelo fato de o Brasil ter vencido os norte-coreanos. Otimista, ele afirmou que está em evolução e acredita que irá melhorar gradativamente durante a competição na África do Sul.
"Foi muito positivo esse primeiro jogo. Fui muito melhor do que nos outros jogos (amistosos de preparação). Nas próximas partidas eu espero poder jogar mais (tempo) e ir melhorando", analisou Kaká, que vê como um processo natural essa demora para atingir a melhor forma, pois ele vem de uma temporada na qual foi atrapalhado por contusões e não conseguiu ter uma boa sequência de partidas.
O meio-campista ainda lembrou que a dificuldade de mostrar o seu melhor futebol foi elevada pelo fato de a Coreia do Norte ter atuado de forma bastante defensiva. "Fui me soltando, fui melhorando. Coletivamente, não é fácil jogar o tempo todo contra uma seleção que fecha tão rápido a marcação, mas no segundo tempo eles cansaram e não conseguiram marcar da mesma forma", analisou.
Kaká ainda admitiu que não tinha condições físicas de atuar durante os 90 minutos, fato que obrigou Dunga a substituí-lo na etapa final. Ele deu lugar a Nilmar e viu Robinho ser recuado ao meio-campo para ajudar a armar as jogadas de ataque. "Fiquei feliz com a minha atuação porque não sabia o que poderia acontecer nessa estreia. No começo do jogo ainda me sentia um pouco temeroso, mas depois me soltei", repetiu.