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Escolas
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São José do Rio Preto, 25 de Maio, 2010 - 1:45
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Copa se mescla a matérias em sala de aula
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Edvaldo Santos
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Garotada de escola particular no Alto Alegre aproveitou o dia ontem para pintar muro da instituição com temas do mundial
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Copa do Mundo também se aprende na escola. Aproveitando o entusiasmo de crianças e adolescentes com o mundial de futebol, que começa no próximo dia 11, escolas públicas e particulares de Rio Preto transformam situações cotidianas do esporte em problemas matemáticos, exploram a cultura dos países participantes e aproveitam as aulas de arte para decorar salas, corredores e pátios. “Queremos resgatar a magia de torcer pelo Brasil. Nosso país tem tradição nas copas, e queremos ensinar isso aos nossos alunos”, afirma a coordenadora pedagógica Rosana Fernandes, do colégio Pártenon, no Jardim Alto Alegre.
Na escola onde Rosana trabalha, os alunos do 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio se lambuzaram para pintar um muro com cerca de 100 metros de comprimento com as cores do Brasil, ontem à tarde. “A escola está bonita por dentro, mas queríamos que quem passa pela rua também entrasse no clima do mundial”, diz a estudante Thaís Baroni, 14, com tinta azul esparramada na blusa, no pescoço e nos braços. “Hoje não há problema em ficar suja. Pelo Brasil, vale a pena”, afirma a amiga, Nathália Paolom, 15.
Segundo a professora Ana Cristina Salles, a abordagem do tema em diferentes disciplinas muda a percepção dos alunos sobre a competição. “Eles descobrem que o mundial envolve muito mais que as partidas entre uma seleção e outra. Existem as culturas de cada país, as manifestações das torcidas, as histórias do que o mundo e o país viveram no ano de cada copa. Tudo isso é discutido dentro da sala, e eles adoram.”
Competição
Em cinco escolas de ensino fundamental da rede municipal, uma competição de futsal está mexendo com a expectativa dos estudantes. A disputa ocorre todos os anos, mas desta vez cada time representará um país que disputará o torneio na África do Sul. “Iremos promover desfiles de abertura com as bandeiras de cada seleção representada, tudo para fazer com que eles entrem ainda mais no clima”, afirma a professora de educação física Simone Cerqueira, que organiza o campeonato.
Figurinhas
Se durante as aulas a Copa do Mundo é assunto constante, no recreio não é diferente. É durante o intervalo que os adolescentes tiram da mochila o álbum de figurinhas com fotos de jogadores e estádios e fazem trocas com os colegas.
Em único dia, Lucas Restivo, 8, conseguiu trocar 34 cromos repetidos por outros que não ainda não possuía. “Todo mundo traz o álbum na escola. Se não tivesse como trocar as repetidas, não conseguiria completar a coleção”, diz o aluno, que ficou decepcionado com a ausência de Ronaldinho Gaúcho na convocação de Dunga.
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