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Ensino fundamental
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São José do Rio Preto, 11 de Fevereiro, 2012 - 1:50
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Prefeitura atrasa entrega de material escolar
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Hamilton Pavam
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Maria José Santos e a neta Marieli, no Santa Clara: “O dinheiro acabou”, diz a avó, que comprou uma parte do material
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Uma semana após o início do ano letivo, a Prefeitura de Rio Preto ainda não entregou o material escolar para 18 mil alunos do ensino fundamental - da 1ª a 4ª séries. Incluindo os estudantes de 5ª a 8ª séries e os da Escola de Jovens e Adultos (EJA). A rede pública municipal atende 36 mil alunos. A secretária de Educação, Telma Vieira, foi procurada por telefone no período da manhã e da tarde e não foi localizada. Por meio de uma assistente, ela alegou que não poderia falar com a reportagem sem a autorização da assessoria de comunicação da Prefeitura.
O pedido de informação foi feito pela reportagem também à assessoria de comunicação desde o começo da semana, mas não obteve resposta. No início da noite, o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira, afirmou que a Prefeitura já tinha começado a distribuir o material, mas não informou para quantas escolas. Ele disse ainda que não sabe se a Prefeitura entrega o material apenas para os 18 mil alunos de 1ª a 4ª ou para todos os 36 mil da rede municipal. Até que a Prefeita resolva a questão, o pequeno Éric, 6 anos, vai ficar sem material escolar e ainda usará um velho uniforme do ano passado ou roupas de passeio. A família dele é de baixa renda e sequer tem dinheiro para compra uma borracha.
“Ele disse que está escrevendo em papéis fornecidos pelos professores. O pai dele faz alguns bicos e a mãe não pode trabalhar por problemas de saúde, por isso não têm dinheiro. Ele também tem poucas roupas para vir para escolar”, disse a avó Oscalina Rita de Almeida Gonçalves, 66 anos.
Quem também está preocupada com a ausência do material é a desempregada Naiara Cristina Fortunato Silva, 27 anos, mãe de quatro filhos, todos alunos do ensino fundamental. “Ganhei uma bolsa, cadernos e um estojo dos vizinhos, mas dois de meus filhos ficaram sem nada. Não tenho dinheiro para isso”, revelou. A família de Marieli, 10 anos, se esforçou para comprar três cadernos pequenos, dez lápis e uma borracha para que ela começasse o ano letivo. “Espero que ela ganhe mais coisas porque o dinheiro acabou”, disse a avó Maria José dos Santos, 60 anos.
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Hamilton Pavam
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Operários ainda trabalham para consertar a caixa d’água no Núcleo da Esperança da Vila Azul
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Até professor reclama dos núcleos
As escolas de ensino fundamental dos Núcleos da Esperança Engenheiro Schmitt/Santa Catarina, Vila Azul/Navarrete, Santa Clara/Bosque Verde, que deverão começar a funcionar em período integral só na próxima segunda-feira, gera reclamação de pais, alunos e até professores. Sem a infraestrutura dos núcleos concluída em sua totalidade, o que inclui as áreas de esportes e lazer, alguns professores temem que os alunos fiquem ociosos no período inverso ao das aulas, já que a proposta do novo conceito de educação do município é justamente fazer com que os alunos participem de atividades foram do horário de estudo.
“Nas escolas não existe o menor recurso para recreação, pois as unidades não receberam jogos nem brinquedos e áreas de lazer não estão prontas”, disse um professor que preferiu não se identificar com medo de represálias. No Santa Clara, o problema é a falta de água. No Santa Clara e no Vila Azul as salas de aula estão sem cortinas, portanto os alunos ficam no sol em alguns períodos.
A Prefeitura, que nega a falta de água, informou que as cortinas já foram compradas e começaram a ser instaladas a partir da próxima semana. Sobre uma informação sobre a falta de giz, giz de cera, lápis de cor e tinta guache, afirmou que os módulos pedagógicos que contêm esses materiais começaram a ser entregues nesta semana.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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COMENTÁRIOS
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Marta Ribeiro Scatolin
postado em
11/02/2012
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Que vergonha, gente como pode acontecer isto em uma cidade grande como Rio Preto, o que esta acontecendo com esta cidade ultimamente? ao invés de andar para frente, esta voltando para tras.
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Maria Lucia Viana da Silva
postado em
11/02/2012
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O prefeito só entregou esses nucleos correndo e inacabados pensando unicamente na REELEIÇÃO, se ocorrer algum acidente com alguma criança nesses canteiros de obras quem será responsabilizado? o pobre professor, os pais dos alunos, quem vai sair de santo é o prefeito com certeza.
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Rogério Andrade
postado em
11/02/2012
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COMO LEITOR DO JORNAL, ESTOU ME QUESTIONANDO E ACHO QUE A SOCIEDADE RIOPRETENSE MERECE JUSTIFICATIVAS
Atraso na entrega de material escolar, impasse no transporte escolar deixa alunos perderem aula e, mesmo com listas de espera no processo seletivo para substitutos e no concurso para efetivos – ambas seleções feitas no final de 2011, falta professores, falta de estagiárias nas creches infantis, falta de estagiários de informática nos laboratórios para atendimento de alunos e professores... Conselheiros tutelares admitem que não conseguem dar conta do números de casos na cidade. CENTRALISMO ADMINISTRATIVO DO PREFEITO GERA CAOS NA EDUCAÇÃO e NA ASSISTÊNCIA ÀS CRIANÇAS NESSE INÍCIO DE ANO, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Espero de vocês a iniciativa de buscar a verdade ainda mais a fundo. PARABÉNS PELAS REPORTAGENS ANTERIORES.
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