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Ranking do Enem
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São José do Rio Preto, 13 de Setembro, 2011 - 1:50
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Só uma escola pública entre as 50 melhores
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Raul Marques e Maria Stella Calças
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Thomaz Vita Neto
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Guilherme conquistou 740 pontos e se empenha para melhorar a colocação no exame deste ano
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O colégio London, de Rio Preto, obteve a maior nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de 2010, entre as instituições de ensino das dez maiores cidades da região Noroeste. O índice, que leva em conta a prova objetiva e redação, foi de 672,83. Das 50 escolas com melhor desempenho, há apenas uma pública: a Escola Técnica Estadual (Etec) Philadelpho Gouveia Neto, também de Rio Preto, cuja média de 629,87 foi superior ao de 21 colégios da rede particular. Das 50 escolas privadas aferidas em ranking elaborado pelo Diário, 46 tiraram índices superiores a 600 - ou seja, bem acima da média nacional (537) e estadual (561), conforme média elaborada pela Folha de S. Paulo. O Ministério da Educação (MEC) não divulgou o dado.
O Enem foi criado em 1998 pelo MEC para avaliar habilidades e competências dos estudantes que estão no final do ensino médio. Em 2009, o exame foi reformulado e passou a ser usado como processo seletivo para universidades. As escolas têm até 30 dias para recorrer das notas obtidas. A coordenadora do London, Sônia Maria Antonieto Kavamoto, comemora o primeiro lugar pelo terceiro ano seguido. O desempenho, afirma, é fruto da ação conjunta de alunos e professores. “O trabalho pedagógico feito na escola tem um papel importante. O objetivo dos estudantes é conquistar uma boa faculdade, e isso passa pelo Enem.”
A escola Carlos Drumond de Andrade, de Barretos, ficou em segundo lugar na região. Para a diretora pedagógica, Patrícia Cristina Gazetti Bonfim, isso é reflexo do trabalho pedagógico adotado pelo colégio desde sua fundação e da adoção das notas do exame pelas grandes universidades do País. “Assim, os alunos passaram a valorizar mais a prova.” Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a divulgação das médias por escola é um elemento de mobilização pela melhoria da qualidade do ensino, por auxiliar professores, diretores e demais dirigentes educacionais na reflexão crítica sobre o processo educacional da escola, além de subsidiar políticas educacionais.
Para a pesquisadora Paula Louzano, da Fundação Lemann, o Enem é um sistema injusto que escancara a desigualdade social entre os alunos. “Cada instituição tem a sua característica e um número de participantes na prova. As escolas particulares recebem estudantes mais preparados e com estrutura em casa. Algumas públicas abrigam jovens em situação de vulnerabilidade, com histórico de repetência e dificuldade na estrutura familiar.”
Paula afirma que o Enem só pode ser usado para aferir a qualidade das escolas se todos os alunos estivessem na mesma condição educacional. Segundo a pesquisadora, é necessário um esforço concentrado nas escolas públicas com piores resultados. “Instalar um currículo mais rigoroso, com melhor preparado dos professores, é a primeira atitude. É importante o repasse de mais verba. Tem aluno sem condição de comprar um livro.” Das cem escolas aferidas pelo Diário, só duas - Seta (Rio Preto) e Dinâmica (Votuporanga) - registraram participação de todos os alunos no exame.
Aluno do London estuda 10h por dia
Determinado a cursar medicina em uma boa faculdade, o estudante Guilherme Marum Olmedo, 19 anos, foi um dos melhores colocados dentre os alunos do London - a escola com o melhor desempenho da região no Enem 2010. O jovem conquistou 740 pontos no exame e ajudou a escola a garantir uma média geral de 627,83 pontos. Contente com o resultado de tanto esforço, Olmedo estuda agora para melhorar sua colocação e garantir vaga em uma boa faculdade de medicina. “A redação me prejudicou, mas vou fazer o Enem desse ano com mais carinho. Quero medicina e, para conseguir vaga em uma faculdade top, preciso atingir pelo menos 800 pontos”, diz o jovem, que estuda dez horas por dia.
O sonho de Olmedo é a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), cujas vagas são preenchidas pelo processo seletivo da Unicamp, que não usa o Enem. Porém, outras boas faculdades aderiram à nota, parcial ou integralmente, a seus processos seletivos. “No ano passado, eu conseguiria uma vaga nas universidades estaduais de Tocantins e Roraima, mas era muito longe e não quis”, afirma.
Mesmo assim, ele enxerga o exame como importante. “Grandes faculdades como a Unifesp usam as notas do Enem na primeira fase. Então, ir bem é uma forma de garantir a vaga na segunda fase. Além disso, é bom porque testa nossos conhecimentos. Este ano vou fazer a prova com mais carinho e espero conseguir uma vaga numa boa faculdade”, diz Olmedo.
Mensalidades podem variar até 400%
As mensalidades para o 3º ano do ensino médio nas escolas da região que ficaram entre as dez melhores colocadas no Enem 2010 variam de R$ 400 a R$ 1,6 mil. A variação de valores é tão grande porque depende da cidade onde o estudante vive e os valores são referentes ao ano letivo de 2011. Em Rio Preto, a variação é menor e os preços são bem mais altos do que nas outras cidades da região. As escolas que estão entre as 10 melhores colocadas no Enem do ano passado têm mensalidades entre R$ 972 e R$ 1,6 mil. O colégio com as mensalidades mais caras da cidade é o London, que conquistou pelo terceiro ano seguido o primeiro lugar no ranking do Enem.
A mensalidade mais barata, dentre as escolas que conseguiram as melhores colocações, é a do Colégio São José. No 3º ano do ensino médio, os pais pagam, em média, R$ 927 mensalmente para manter seus filhos matriculados. Além do bom desempenho, o tradicional colégio teve a maior participação de alunos dentre as melhores colocadas. Ao todo, 91,3% dos matriculados no 3º colegial participaram do exame. “Aqui a gente não manda só o filé mignon, manda todos os alunos e fomos bem porque os professores se dedicam e fazem um bom trabalho. E também conta a vontade do aluno. Não tem outro segredo, é isso”, afirma o diretor pedagógico Jesus Martinez Pineiro.
Na região, os valores das mensalidades são bem menores. Em Barretos, para manter o filho na escola Carlos Drumond de Andrade, a melhor colocada do município e a segunda melhor colocada da região, os pais pagam, em média, R$ 400 mensais. Nas outras escolas da região que obtiverem os melhores desempenhos, os valores das mensalidades variam de R$ 478, em Fernandópolis, a R$ 760, em Bebedouro.
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Estado: objetivo é melhorar
A Secretaria de Estado da Educação, em nota oficial enviada ao Diário, reconhece a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas ressalta que seu objetivo, conforme o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), não é avaliar escolas ou sistemas de ensino, mas sim o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica.
Segundo a pasta, com o objetivo de aprimorar a qualidade de ensino, o governador Geraldo Alckmin adotou medidas voltadas ao aumento do número de professores efetivos na rede estadual, de modo a reduzir a rotatividade de docentes em salas. No início deste ano, o governador nomeou 9.304 professores e, em seguida, autorizou a contratação de outros 25 mil, dos quais 16 mil já foram convocados e deram início ao curso de formação específica. No que diz respeito às áreas pedagógica e de infraestrutura, a Secretaria da Educação informa que o Estado anunciará em breve um plano de ações para fazer com que a rede estadual de ensino paulista figure entre os melhores sistemas educacionais do mundo.
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Sérgio Menezes
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Estudantes durante aula na Etec Philadelpho Gouveia Neto
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Philadelpho lidera dentre as públicas
A Escola Técnica Estadual (Etec) Philadelpho Gouveia Neto, de Rio Preto, é a primeira colocada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, entre os colégios públicos das dez mais importantes cidades da região Noroeste. A média foi de 629,87, ou seja, melhor do que 21 escolas da rede particular. No ranking das escolas públicas elaborado pelo Diário, as três primeiras colocadas da região são Etecs. Além da Philadelpho, as melhores são Fernandópolis, com 594,12, e Catanduva, 587,7.
A diretora do colégio Philadelpho, Valéria Regina Donatoni Anguera, afirma que o primeiro lugar entre as escolas públicas não é surpresa. “Há vários anos conseguimos essa posição. Nossos alunos são estimulados a participar do exame. A nossa proposta pedagógica é diferenciada. O forte da nossa escola sempre foi e será uma equipe de professores qualificada e comprometida.”
Além do bom desempenho, a Etec de Rio Preto também teve boa participação no exame: 90,3% dos estudantes participaram. “A gente incentiva o aluno a estudar bastante e prestar a prova do Enem e de todos os sistemas de avaliação. Assim, conseguem pontuação e apoio para inserção nas faculdades, que é o grande objetivo de quem está terminando o ensino médio”, afirma Valéria.
Primeira vez
Instalada em 2006, a ETEC de Fernandópolis participou da prova pela primeira vez no ano passado e já conquistou um bom resultado. O diretor Fernando José Pereira afirma que a instituição trabalha a prova com o aluno de forma reiterada, com direcionamento das disciplinas e realização de simulados. “Também demostramos a importância de ir bem nessa prova.”
Pereira afirma que 70 dos 80 dos alunos participaram. Os resultados foram visíveis. Há casos de jovens que ingressaram na Unesp, Unicamp e outras universidades importantes do País. “É uma honra para a escola.” Sete de cada dez alunos de ensino médio da escola cursaram, no horário inverso ao da aula, cursos técnicos, entre outros, de informática, administração, marketing e negócios jurídicos. Para Regina Maura Adami, diretora da ETEC de Catanduva, a nota é resultado do esforço dos estudantes e professores, que se esforçaram para passar o conteúdo adequado. “O trabalho realizado em conjunto traz sempre ótimos resultados.” Na escola, 140 alunos participaram da prova.
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Thomaz Vita Neto
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Raiza é uma das alunas da Philadelpho que tiveram direito à bolsa no ProUni pelo desempenho individual
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Boa posição garante bolsa a aluna da Philadelpho
A estudante Raiza Fernandes Bessa de Oliveira, 17 anos, concluiu o ensino médio na Escola Técnica Estadual (Etec) Philadelpho Gouveia Neto em 2010. Ela foi uma das alunas que ajudou a instituição a obter o primeiro lugar entre as escolas estaduais da região com melhor desempenho no Enem 2010. Além disso, conquistou bolsa no ProUni pelo bom desempenho individual. “Minha média geral foi 671. Consegui bolsa integral pelo ProUni para o curso de pedagogia em uma faculdade particular de Rio Preto, mas também passei na Unesp. Por isso, não utilizei o ProUni. Mas foi muito importante, pois caso não tivesse passado, faria faculdade de graça”, afirma.
Ela diz que foi incentivada a prestar a prova. “Os professores sempre usaram as questões do Enem como exemplo em sala de aula, então faziam a gente se interessar pela prova.” Raiza acredita que poderia ter ido melhor, mas ficou satisfeita com o desempenho. “Eu nunca estudei por fora para o Enem. Eu estudava para as provas e trabalhos da escola, mas como os professores sempre usaram exemplos do exame, a gente acabava estudando por tabela e consegui o bom resultado.”
Incentivo
Para a diretora da escola, a vontade dos alunos, além do bom preparo dos professores, é fundamental para conquistas como a de Raiza. “Quando os alunos chegam até nós, sabem que vieram para uma boa escola e que terão que estudar para conquistarem seus objetivos. E é isso que acontece. Mesmo os que fazem nosso ensino técnico junto com o colegial são estimulados a continuarem os estudos e partirem para um ensino superior”, afirma Valéria Regina Donatoni Anguera.
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COMENTÁRIOS
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CARLOS DA SILVA JUNIOR
postado em
15/09/2011
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Gostaria de saber aonde está o Colégio Dinâmica, da cidade de Nova Granada, nesta relação das melhores da região? No jornal do dia 14 foi falado que eles tiveram nota superior ao Colégio LONDON. Porque não saíram neste ranking do dia 13?
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valdirene dionisio ribeiro
postado em
13/09/2011
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Achei o maximo,pois temos o direito de saber, se o nosso investimento,esta sendo bem aplicado,porque para nos pais esse seria o maior investimento a longo prazo,Obrigado diario!! entre,varias reportagens boas esta foi exelente,espetacular!!!!
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