|
|
|
|
|
›
Greve
|
|
São José do Rio Preto, 12 de Março, 2010 - 3:03
|
|
Estado fala em descontar salários de professores
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Guilherme Baffi
|
|
|
Professores de Rio Preto durante manifestação: Estado ameaça descontar dias parados
|
Depois de autorizar os dirigentes e diretores de escolas a providenciar professores substitutos, o governo estadual também resolveu cortar os salários dos professores em greve. De acordo com nota da Secretaria de Educação, os grevistas “terão desconto salarial relativo às faltas e estão perdendo condições de participarem do recebimento de bônus e do Programa de Valorização pelo Mérito”.
A medida não surpreendeu os professores, que afirmaram que já esperavam por isso. “Toda vez o governo desconta os dias parados, mas isso não vai nos amedrontar”, afirma Vera Lúcia de Campos Araújo, coordenadora regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Rio Preto.
Após realizarem uma assembleia na Câmara Municipal de Rio Preto, pelos menos 150 professores estaduais participaram na tarde de ontem, de uma manifestação pública na praça Dom José Marcondes, região central. O movimento teve o objetivo de chamar a atenção da população para as reivindicações da categoria, que está em greve por tempo indeterminado desde a última segunda-feira.
“Discutimos questões pontuais da paralisação e depois saímos às ruas para mobilizar os moradores”, afirmou Vera. Segundo dados do sindicato, das 35 escolas da rede estadual em Rio Preto, apenas cinco continuam funcionando normalmente. Desse total, 19 estão totalmente paradas e o restante, parcialmente. A estimativa é de que 20 mil alunos estejam sem aulas na cidade. “A expectativa é que o movimento continue crescendo. Vamos continuar visitando as escolas para mobilizar ainda mais colegas”, disse a coordenadora regional.
O governo estadual não reconhece os números apresentados pelo sindicato e afirma que não há nenhum escola totalmente paralisada em Rio Preto. O órgão diz ainda que alguns professores estão paralisados, mas que as escolas funcionam normalmente. “O governo está ignorando o nosso movimento. A intenção é colocar a população contra a categoria”, afirma a professora de geografia Lilian Rocha.
Representantes de entidades ligadas à Educação e Política estiveram presentes na manifestação. O vereador Pedro Roberto (Psol) apoia a categoria e disse que os professores estão agindo em legítima defesa. “As condições salariais e de trabalho dos professores estaduais são péssimas. O governo precisa enxergar essa categoria com outros olhos, pois o País só vai mudar pela educação”, afirmou. Pessoas que circulavam pela praça também pararam para ouvir as queixas da categoria. “É uma vergonha o que o governo faz com os professores. Eles ganham muito pouco”, afirma o comerciante Aírton Rocha.
Região
Segundo a Apeoesp, o movimento também tem crescido na região. A estimativa é de que mais de 2 mil professores estejam com as atividades suspensas. “Já temos cerca de 70% de paralisação nas 115 escolas da região”, disse Vera. Na tarde de hoje, será realizada na avenida Paulista em São Paulo, uma nova assembleia com os professores de todo o Estado para avaliar e definir os rumos da paralisação.
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
|
Nenhum comentário cadastrado.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|