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Greve na educação
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São José do Rio Preto, 11 de Março, 2010 - 5:40
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Estado reage e fala em chamar substitutos
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Guilherme Baffi
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Professores estaduais em greve: Estado diz que paralisação é porque alunos não vão às aulas
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Em resposta à paralisação dos educadores, a Secretaria de Estado da Educação autorizou a contratação de professores eventuais em resposta à greve da categoria. Segundo o coordenador de ensino na região, Rubens Mandetta, dirigentes e diretores estão autorizados a providenciar os substitutos para que não haja prejuízo aos alunos. Estima-se em 20 mil os alunos sem aula em Rio Preto.
Mandetta contesta informações do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) segundo as quais a maioria dos professores teria aderido à paralisação. Segundo ele, apenas duas escolas estão totalmente paradas em Rio Preto. As outras unidades estariam abertas, com professores. “Porém, como há informação de greve, os alunos não vão.”
Segundo a Apeoesp, o número de escolas sem aulas em Rio Preto saltou de 16 para 19. De acordo com a coordenadora regional do sindicato, Vera Lúcia de Campos Araújo, a adesão de mais professores se deve a uma liminar aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira que reconhece o direito de greve da categoria.
Das 35 instituições da rede estadual, segundo a coordenadora, apenas cinco continuam funcionando normalmente: Daud Jorge Simão, Maria Galante Nora, Maria de Lourdes Camargo, Oscar Salgado Bueno e Padre Clemente Marton Segura. “O restante está com até 90% de professores parados.” A professora Selma Simas diz que os professores estão sofrendo há anos com a desvalorização da classe. “O governo não oferece condições de trabalho e ainda nos culpa pela má qualidade de ensino. As propostas que o Estado coloca servem apenas para fins estatísticos, mas não ajudam as crianças.”
O diretor da escola Justino Jerry Faria, José João Domingues, confirma a necessidade da paralisação. No local, os alunos estão sem aula desde terça-feira e não há previsão de retorno. Aluno do terceiro ano do ensino médio na escola Amira Homsi Chalella, Vinicius de Souza Santos, 16 anos, diz que a paralisação prejudica os alunos. Segundo ele, os professores deveriam encontrar outra forma para reivindicar os direitos.
Região
De acordo com Vera, a região também ganhou mais adeptos à paralisação. “Não podemos ainda mensurar a quantidade de professores em greve. Mas sabemos que ultrapassa os 2 mil.” A expectativa da coordenadoria regional da Apeoesp é de 90% de adesão nas 115 escolas da região.
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