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Rede estadual
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São José do Rio Preto, 10 de Março, 2010 - 6:00
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Apeoesp fala que greve paralisa 23 escolas
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Edvaldo Santos
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Professores da Monsenhor Gonçalves aderiram à greve: Estado diz que paralisação é política
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A greve dos professores estaduais já atinge 23 das 115 escolas da região de Rio Preto, que estão sob a jurisdição do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp). Segundo a entidade, 2 mil professores pararam as atividades, o que deixou 20 mil alunos sem aulas. A Apeoesp abrange 29 cidades e as diretorias de ensino de Rio Preto, José Bonifácio e Votuporanga. A maior concentração de escolas paralisadas é em Rio Preto: das 35 instituições de ensino, 16 estão totalmente paradas e outras três aderiram parcialmente ao movimento.
Além dessas, duas escolas de Mirassol, uma em Bady Bassitt e outra em José Bonifácio também suspenderam as aulas, afirma a coordenadora da Apeoesp de Rio Preto, Vera Lúcia de Campos Araújo. A paralisação, por tempo indeterminado, teve início na última segunda-feira. A categoria reivindica reajuste salarial imediato de 27,5% e reposição de 6%, além de melhorias no plano de carreira, incorporação das gratificações e extensão aos aposentados e concurso público classificatório, considerando o tempo de serviço.
Outro lado
A paralisação dos professores não é reconhecida pelo governo estadual, que classificou o movimento como político e afirmou que dos 220 mil professores em todo o Estado, apenas 1% aderiu à paralisação. O governo afirma ainda que é inviável o reajuste de quase 34% pedido pelos professores, já que isso custaria R$ 3,5 bilhões e desorganizaria as finanças da educação no Estado. Para tentar mobilizar ainda mais professores, o sindicato está visitando as escolas de Rio Preto e região.
A estimativa é que até o final da semana 80% das escolas estaduais da região estejam com as atividades suspensas. “O movimento está crescendo. Estamos mobilizando cada vez mais colegas. Várias escolas já decidiram que irão iniciar a greve até o final desta semana”, afirma Vera.
A preocupação dos alunos é em relação a reposição das aulas perdidas. “O duro da greve é que depois a gente vai ter que repor aos sábados. Além disso, fico preocupada com o vestibular”, afirma a estudante Natália Cordeiro Mendes, 16 anos, que cursa o segundo ano do ensino médio no Justino Jerry de Faria. Uma nova assembléia para avaliar e definir os rumos da paralisação está marcada para a próxima sexta-feira em São Paulo.
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COMENTÁRIOS
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kerolin villas boas
postado em
10/03/2010
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A paralização tem como finalidade interesse ao professor e aluno. É tempo de mobilização e união.
Valorização do profissional e salário digno são os parametros para o desenvolvimento educacional e propriamente do país.
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