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São José do Rio Preto, 6 de Março, 2010 - 3:03
Capacitação põe professor e secretaria em ‘pé de guerra’

Luciana Brunca

Thomaz Vita Neto
Celi Regina da Cruz: ‘os professores não foram consultados’
Professores municipais e a Secretaria Municipal de Educação de Rio Preto estão em pé de guerra. A maioria dos professores do ensino infantil e fundamental da rede não concorda com a realização de cursos de formação continuada no período noturno. Os cursos estão previstos para serem realizados até o final do mês e objetivam o aperfeiçoamento dos profissionais, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Ainda segundo a secretaria, os professores que não puderem fazer o curso no período noturno, têm a opção de fazêlo aos sábados.

De acordo com Celi Regina da Cruz, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Preto, os professores aceitam fazer o curso em outros horários que não o período noturno e aos sábados. “Os que dão aula pela manhã podem fazer o curso à tarde e vice-versa”, afirma. Os professores alegam que não foram consultados e que não tiveram tempo para se adequar aos horários propostos.

Segundo uma resolução da Secretaria de Educação, a cada 15 dias os professores deverão se reunir em cincos locais determinados para cursos de aperfeiçoamento e capacitação. A previsão é de que os cursos tenham início no final deste mês. “O curso faz parte da carga horária que o professor tem de cumprir. São 25 horas em sala de aula e 10 horas de estudo e atendimento à comunidade”, afirma a secretária de Educação, Telma Antônia Marques Vieira.

“Os professores recebem o salário pela carga horária trabalhada. Quem não cumprir os horários irá assumir essa responsabilidade”, disse Telma. O curso terá duas horas de duração. A mudança nas Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) e de preparo de material é um outro problema para os professores. A resolução prevê que as atividades devem ser organizadas preferencialmente no período noturno.

“Isso dificulta a vida da gente. Há professores que tem filhos pequenos, outros trabalham, estudam, enfim não podem fazer durante a noite. Antes isso era feito no horário em que os professores não estavam trabalhando”, disse a professora Izilda Silveira Collengui Lavandoski. Telma se defende e diz que se as escolas conseguirem se organizar e garantir a coletividade das tividades de outra forma, podem fazê-lo. “Cada escola pode se organizar da maneira que achar melhor, desde que o trabalho seja coletivo”, afirma.

Categoria vai até o prefeito

Para tentar modificar a resolução, o Sindicato dos Servidores Municipais irá entregar na manhã de hoje um abaixo-assinado para o prefeito Valdomiro Lopes. Entre os problemas apresentados pela categoria estão o fato de não ter com quem deixar os filhos pequenos, a dificuldade de transporte coletivo, professores que têm outro emprego, moram em outra cidade, entre outros. “A rede possui 963 professores, consegui 734 assinaturas”, afirma a presidente do sindicato, Celi Regina da Cruz.

A categoria reivindica que as Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) e o preparo de material, incluindo os cursos de aperfeiçoamento, sejam realizados no período inverso ao do trabalho. “Não estamos nos negando a trabalhar, mas não queremos fazer isso durante a noite nem aos sábados”, disse. A categoria afirma que essas mudanças estão gerando muitos transtornos. “Já estávamos com a vida organizada”, afirma a professora Izilda Silveira Collengui Lavandoski.

 
     
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