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Bullying
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São José do Rio Preto, 23 de Outubro, 2009 - 1:06
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Adolescentes agridem estudante de 12 anos
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Edvaldo Santos
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Menor diz que foi agredida por colegas da escola Darcy Ribeiro
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Uma estudante de 12 anos afirma que ela e seus irmãos de 4 e 7 anos foram agredidos no início da noite de anteontem no Jardim Arroyo, em Rio Preto. A família da adolescente registrou boletim de ocorrência relatando o fato e apontando duas colegas de escola da menor, como sendo as autoras da agressão. As meninas têm 12 e 13 anos. As vítimas teriam sido agredidas também por um menino desconhecido. A garota conta que foi buscar os irmãos em uma escola no bairro Santo Antônio. Na volta, foi seguida até o Jardim Arroyo pelos agressores. A agressão ocorreu, segundo ela, quando chegava em casa. “Eles deram empurrões e tapas.”
Uma das meninas apontadas como autoras da agressão, negou a agressão. “Discutimos algumas vezes, mas nunca chegou ao ponto da agressão.” A mãe da aluna, Natália dos Santos Carvalho, 30 anos, afirma que a filha já foi agredida outras três vezes - duas dentro da escola municipal Darcy Ribeiro, no Santo Antônio, e outra na saída da escola. Natália conta que a filha chegou à escola Darcy Ribeiro em maio deste ano. De lá para cá enfrenta problemas com alguns estudantes. “Acham que a minha filha é metida. Mas a gente é humilde.” “Eu não quis fazer parte de um grupo de meninas. Não gosto de grupinhos. E elas falam que eu sou metida”, diz a adolescente.
A mãe da menina tenta agora a transferência dos filhos para outras escolas. Até conseguir uma nova instituição, o sentimento é de apreensão. Ela tem medo de novas agressões, mas não quer que as crianças faltem às aulas. “Eu sei a falta que o estudo faz. Não é solução deixar a criança fora da escola.” A Secretaria de Educação de Rio Preto afirma que a direção da escola Darcy Ribeiro conversou e orientou os pais e alunos envolvidos no caso de agressão. Ainda de acordo com a secretaria, a escola desenvolve trabalhos voltados para valores humanos e éticos com ênfase ao respeito ao próximo. Realiza também atividades culturais em horário diverso das aulas e conscientiza os alunos sobre o bullying (todo tipo de agressão sem motivação evidente, praticado de forma repetitiva por um estudante contra outro).
A secretaria quer implantar no próximo ano o programa de “Mediação de Conflitos”, para melhorar as relações interpessoais nas escolas. Com relação à transferência dos alunos, a Educação informa que os pais devem primeiro procurar uma nova escola de interesse. Se houve vaga nesta instituição, a unidade dará à estudante uma declaração de vaga. De posse dessa declaração, os pais da aluna devem ir à escola onde ela está atualmente matriculada e informar sobre a transferência.
Mas a mãe da vítima diz que já encontra dificuldades. “Procurei algumas escolas, que disseram que não podem recebê-la agora, no final do ano.” Como as vítimas registraram boletim de ocorrência, o caso será remetido à Promotoria da Infância e Juventude. “Quando o caso chegar a mim vou ouvir as partes e depois ver quais providências serão tomadas. Preciso saber qual foi a gravidade das lesões e se a agressão foi algo esporádico ou é rotineira”, diz o promotor da Infância, Cláudio Santos de Moraes.
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