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Apostilas escolares
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São José do Rio Preto, 31 de Agosto, 2010 - 1:48
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Cidades abrem mão de material do governo
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Rubens Cardia
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Escola Lúcia Novais Brandão, em Cedral, tem material apostilado
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Sete municípios da região que utilizam apostilas de redes particulares de ensino em suas escolas públicas dispensaram livros de ensino fundamental do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2011, que serão entregues a partir de outubro. Foi a primeira vez que as secretarias municipais de educação puderam abrir mão do material. Até este ano, mesmo que os livros não fossem solicitados ao PNLD, todas as unidades de ensino recebiam o material.
Maria Luiza Oliveira Alves, diretora da escola Lúcia Novais Brandão, em Cedral, aprovou a mudança, que tem como objetivo evitar o desperdício do conteúdo didático. “Em 2005 e 2006 recebemos grande quantidade de livros do governo e não sabíamos o que fazer com eles”, diz. “Precisei ligar para várias escolas da região que não tinham recebido livros suficientes e aceitavam nossa doação.”
Vantagens
Em Monte Azul Paulista, o método de apostilas começou a ser usado no ano passado e já permitiu melhorias no ensino, segundo a secretária de Educação Regina Del’arco. “Nossa nota da Prova Brasil (avaliação nacional do ensino fundamental) passou de 4,9, em 2007, para 6,1, no ano passado”, afirma.
O investimento na compra do material foi grande. “Gastamos cerca de R$ 200 com cada aluno, totalizando aproximadamente R$ 500 mil em um ano, para 2.800 alunos dos ensinos infantil e fundamental”, diz. Além das apostilas, o valor também inclui o treinamento de professores a cada dois meses. Alunos e docentes também podem tirar dúvidas em um site, mantido pelo fornecedor do material.
Em Potirendaba, os alunos das escolas muncipais utilizam as apostilas desde 1998. Atualmente, o investimento é de R$ 180 por estudante. A secretaria de Educação do município cita exemplos de atividades e ilustrações como diferenciais em relação aos livros didáticos. As outras cidades da região que optaram por investir em acervo próprio foram Adolfo, Orindiúva, Santa Fé do Sul e Tanabi.
Professor
Para a professora do Departamento de Educação da Universidade de São Paulo (USP), na área de Metodologia do Ensino, Núria Hanglei, as redes municipais deveriam privilegiar a capacitação de professores. “Geralmete não há tanta diferença entre o conteúdo dos livros e das apostilas”, afirma. “A figura do professor é que é a grande responsável pela aprendizagem. A formação continuada dos profissionais deve ser a prioridade, sempre.”
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