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Fernandópolis
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São José do Rio Preto, 27 de Julho, 2010 - 1:48
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Juiz da infância implanta ‘toque escolar’
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Thomaz Vita Neto
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Evandro Pelarin anunciou a medida na sua conta do Twitter
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Depois de implantar o “toque de recolher”, o juiz da Infância e Juventude de Fernandópolis, Evandro Pelarin, irá implantar o “toque escolar”. A partir do dia 10 de agosto, todo aluno que for surpreendido pela polícia fora da escola, durante o período de aula, será apreendido e devolvido à instituição de ensino. De acordo com o juiz, em caso de reincidência, os pais poderão responder judicialmente por negligência nos deveres do exercício do poder familiar.
O crime é previsto no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena, nesse caso, é de multa de três a vinte salários de referência, sendo aplicado o dobro em caso de reincidência. “Aluno fora da sala de aula contraria a lei, no nosso entendimento, e vamos combater isso”, afirma o juiz, que anunciou a nova medida por meio de sua conta no microblog Twitter.
Segundo o juiz, policiais civis e militares e conselheiros tutelares terão mandado judicial para interrogar e reconduzir à escola toda criança e adolescente encontrados na rua durante o período de aula. “A ocorrência será anotada e no caso de reincidência as causas serão analisadas.” Ele disse que antes de a medida entrar em prática, os policiais receberão orientações sobre a forma de agir com os alunos.
Pelarin afirma que tomou a decisão depois de percorrer escolas da cidade e perceber que muitos alunos trocam a sala de aula por lan houses. Ele disse que já notificou dois estabelecimentos próximos a escolas alertando os proprietários para que não recebam alunos em horários escolar. “Eles podem ser penalizados com multa e até o fechamento do estabelecimento”, diz o juiz.
No dia 10 de agosto, Pelarin realiza uma audiência a partir das 13h30 no salão do júri do Fórum de Fernandópolis para apresentar o projeto. Deverão participar diretores de escolas das redes estadual e municipal, representantes da Diretoria Regional de Ensino e da Secretaria Estadual de Educação. Na ocasião, também será apresentado o projeto “Professor Mediador”, da Secretaria de Estado da Educação, que irá funcionar em seis escolas de Fernandópolis.
Pioneiro
O “toque escolar” não será o primeiro com que as crianças e adolescentes de de Fernandópolis irão conviver. Desde agosto de 2005, existe na cidade o “toque de recolher”, que o juiz prefere chamar de “toque de acolher”. A medida estabelece as 23 horas como prazo para que os adolescentes fiquem na rua sem os pais e tem o objetivo de evitar a exposição dos menores de 18 anos ao álcool, drogas e prostituição.
Depois que foi implantado o “toque de recolher”, os casos de atos infracionais envolvendo adolescentes caíram 37% em Fernandópolis. Enquanto em 2005 (quando a medida entrou em vigor) foram 378 os processos relativos aos crimes cometidos por menores, em 2009 foram 236 registros na cidade. O crime no qual a redução da participação de menores foi mais expressiva no período foi o furto. As ocorrências de furto passaram de 123 em 2005 para 40 casos em 2009, uma queda de 67%.
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COMENTÁRIOS
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leonice sereia
postado em
27/07/2010
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gostaria de dar a ideia de fazer uma enquete a respeito de rio preto tambem ter o toque de recolher. numa cidade tão grande como aqui, onde a violencia esta cada vez pior já deveria ter. para proteger nosso joven da criminalidade e das drogas.esta e minha opinião a repeito desta materia aqui ja deveria ter a muito tempo.
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MELL BRASIL
postado em
27/07/2010
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Parabéns ao jornaleiro que madruga para os assinantes se informarem antes do sol raiar. Li a matéria do Juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis que implantou o “TOQUE ESCOLAR”. Conheço esse método, foi aplicado na cidade de POPULINA-SP, por um Policial Militar. Ele foi criado na cidade, estudou na Escola EE LESBINO DE SOUZA ALKIMIN, jogava no time da cidade, muito conhecido em toda região. Muito jovem ingressou na carreira militar e foi trabalhar justamente na cidade onde todos o conhecem, até os cachorros balança a calda quando ele passa. Disse a ele: Você vai prender amigos de infância, pais dos seus amigos.. Ele respondeu: Cumpro a lei, se precisar prendo meu pai. Não sei se ele tinha consciência que estava implantando o “TOQUE ESCOLAR”. O jovem policial não queria estudante na rua na hora da aula. No plantão dele, os alunos que ficavam na frente da escola ou na praça da belíssima cidade de Populina era levado para Delegacia e os pais tinham que ir buscar os filhos gazeteiros. Eu, e um tenente aqui de Rio Preto ouvimos esse relato da boca de um estudante, na minha casa no sitio, há 12 quilômetros de POPULINA-SP. Ele não sabia que eu, e o sargento O.S. somos amigos de infância. O jovem, casado e pai, sempre morou no na zona rural. Foi flagrado pelo sargento de uniforme na frente da escola com amigos, todos foram levados para delegacia. Os pais já sabiam, se o filho não chegasse no ônibus escolar, tinha que arriar o cavalo e ir buscá-lo na delegacia. A regra era básica ou fica em casa ou na escola, na rua o sargento não deixava. E não tinha conversa, filho de fazendeiro, de político, se estivesse fora da escola era levado para delegacia, para o pai ir buscar e corrigir. O jovem que relatou essa historia disse: O sargento O.S. é o cão chupando manga. Estive na Escola EE LESBINO DE SOUZA ALKIMIN na cidade de POPULINA-SP, divulgando meus livros. Parabenizo os alunos, professores, direção e os funcionários. Os alunos levantam para receber o visitante, se portam silenciosamente para ouvir, levantam a mão para fazer perguntas, agradecem pela visita e aplaudem o visitante na saída. O sargento O.S, sorridente, brincalhão, jogador, pescador, mas extremamente zeloso com as crianças e adolescentes. Um policial apaixonado pela carreira militar. Cumpriu seu tempo de serviço com muito empenho e amor. Quando fala do seu trabalho, fica emocionado. Um grande ser humano, um grande policial. Um homem do coração de ouro. “Lendo a matéria sobre o trabalho do Juiz Evando Pelarin que admiro e respeito, lembrei do meu amigo que implantou o “TOQUE ESCOLAR” e deu certo. Espero que o próximo governador aumente o efetivo da Policia Militar para que mais policiais possam ser disponibilizados para a ronda escolar. Lugar de criança e adolescentes é na escola ou na companhia dos pais. Espero que o governo, pague um salário justo para a Policia Militar. Sou absolutamente contra policial fazer bico. O sargento O.S. nunca fez bico, ligado dentro e fora do plantão, 24 horas a serviço da população. Nas cidades de pequeno porte, o povo bate na porta do policial qualquer hora do dia e da noite. Os pais, professores, policia militar, juízes, promotores da Vara da Infância e a sociedade devem caminhar de mãos dadas para salvar as crianças e adolescentes das drogas e da criminalidade.
JOGO NESSE TIME COM MUITO ORGULHO.
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