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São José do Rio Preto, 20 de Julho, 2010 - 1:50
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Fernandópolis tem melhor nota do Enem 2009 na região
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Bruno Xavier e Michelle Berti
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Edvaldo Santos
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Pedro Acquaroni Netto: ensino individualizado é privilegiado
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 colocou o Colégio Coopere, de Fernandópolis, entre as melhores instituições da região de Rio Preto. A escola teve nota 680,9, conforme resultado divulgado ontem, e alcançou a 41ª posição no ranking de desempenho do Estado de São Paulo, e a 167ª posição entre as melhores notas do Brasil. Em Rio Preto, o Colégio London conseguiu nota (665,86) e lidera a lista de melhor desempenho, entre instituições privadas e estaduais. Dentre as escolas públicas, a Escola Técnica (Etec) Philadelpho Gouvêa Netto é a que obteve melhor desempenho, com nota de 629,26, ocupando o quinto lugar.
No ranking nacional, o London ficou na 362ª posição, com 83,84 pontos a menos que o Colégio Vértice, de São Paulo - primeiro colocado na lista de melhor desempenho do Enem 2009, com 749,7 pontos. “Privilegiamos o ensino individualizado. Pela manhã, o aluno frequenta a sala de aula, como nas outras escolas. Mas à tarde, ele também permanece no colégio, frequentando grupos de estudo e tirando suas dúvidas diretamente com os professores”, afirma Pedro Acquaroni Netto, o Pedrinho, diretor da escola.
A escola Philadelpho ocupou o 1.367º lugar no ranking nacional, 105,4 pontos atrás do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, sétimo na relação geral entre os melhores colocados de escolas públicas do País, que somou 734,66 pontos. Entre as escolas de Rio Preto, o Philadelpho ocupa a 5ª posição, ou seja, está à frente de 14 instituições particulares.
A diretora Valéria Donatoni Anguera atribui o bom resultado a um portal educacional utilizado por alunos e professores. “No ambiente escolar e fora dele, os estudantes conseguem tirar dúvidas e organizar seus estudos por meio dessa ferramenta. Além disso, a qualidade dos professores da instituição e a própria dedicação dos alunos são diferenciais”, diz.
Estaduais
Das 23 escolas estaduais regulares de Rio Preto avaliadas no Enem, cinco tiveram desempenho inferior a média nacional, de 500 pontos. São elas: Alzira Valle Rolemberg (498,43), Darcy Federici Pacheco (496,16), Maria Galante Nora (494,68), Waldemiro Naffah (490,54) e Cardeal Leme (444,23). A escola estadual de Rio Preto melhor avaliada no exame foi a Alberto Andaló, com nota de 560,21 pontos.
Ontem à tarde, a reportagem do Diário tentou ouvir a dirigente regional de ensino de Rio Preto, Maria Silvia Zangrando Nakaoski, mas seu celular estava desligado. O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de dezembro de 2009 e avaliou quatro áreas do conhecimento: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, e Matemática, além da Redação. As provas de cada área tinham, cada uma, 45 questões de múltipla escolha. Cerca de 2,6 milhões de pessoas fizeram a prova. O Enem 2010, que já teve as inscrições encerradas, será realizado nos dias 6 e 7 de novembro.
Formação
Para a professora Fátima Furlanetti, do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente, a classificação das escolas no Enem não deve ser o único - nem o principal - critério na hora de escolher um colégio. “O Enem é uma avaliação importante, mas os pais não podem se basear somente nesta nota para decidir onde o filho vai estudar”, afirma. “A escola ideal é aquela bem avaliada pelo exame e que também colabore para a formação humana do adolescente, tão pressionado nesta fase pré-vestibular.”
Escolas privadas ficam entre as melhores
As dez escolas da região de Rio Preto que apresentaram melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 são particulares. O Colégio Coopere, de Fernandópolis, aparece em 41º lugar entre todas as instituições do Estado, e na posição 167ª no ranking de todo o País. O Centro Educacional de Olímpia e o Colégio João de Melo Macedo, de Tanabi, também se destacaram na região.
A cooperativa de Fernandópolis obteve média 680,9. Ela está 68,8 pontos abaixo do primeiro lugar do Estado (Colégio Vértice, de São Paulo, com 749,7), que é também a maior média do País. A nota foi calculada a partir do desempenho de cada aluno na prova objetiva e redação. Na região, 468 escolas participaram do Enem. Deste total, 58 ficaram abaixo da média nacional de 500 pontos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Outras 173 não tiveram conceito, pois menos de 10 alunos realizaram a prova.
As escolas públicas mais bem colocadas são técnicas. A Philadelpho Gouveia Neto, de Rio Preto, aparece na 29ª posição, seguida da Elias Nechar, de Catanduva, em 48º lugar, e da Coronel Raphael Brandão, de Barretos, na 52ª posição. Para a pedagoga Andreia Ferraz, da Universidade de Rio Preto (Unirp), os resultados do Enem refletem, de maneira geral, a condição do ensino médio no País. “Cada escola tem uma característica, mas, no geral, o Enem traça um perfil do ensino médio. O resultado deve ser um indicador para professores e diretores refletirem sobre o ensino, e traçarem metas para manter ou melhorar o resultado dos alunos.”
O baixo desempenho das escolas estaduais em relação às particulares, segundo ela, se deve à diferença entre os investimentos. “Não há projetos de incentivo ao estudo em escolas públicas, em que o aluno aproxima a teoria da prática e se intessa em aprender. Isso ocorre nas escolas técnicas, mas elas selecionam os estudantes.” Outro ponto determinante para o bom desempenho no Enem é a interpretação. “As questões são longas e interdisciplinares. O aluno que não sabe interpretar tem dificuldade em fazer a prova.”
União
A diretora pedagógica do Colégio Coopere, de Fernandópolis, Dirce Vieira Machado de Oliveira, afirma que o resultado é reflexo da união de pais, alunos e professores. “Temos um excelente material, mas os recursos humanos são o nosso diferencial. Os professores conhecem detalhamente os alunos, e os pais participam do processo de aprendizado. Todos sabem que é preciso levar a educação a sério.”
A consolidação do ensino fundamental também é destacado pela diretora. “O bom aluno do ensino médio é aquele que tem uma base sólida do ensino fundamental. Nós investimos nisso. Não usamos, por exemplo, apostilas nessa etapa. Os professores usam livros didáticos justamente para permitir que os alunos cresçam e se desenvolvam de maneira livre.”
Em Olímpia, o mantenedor do Centro Educacional, Alcebíades de Freitas Filho, acredita que o bom desempenho se deve principalmente à equipe de professores. “Quase não há rotatividade. Eles conhecem a capacidade individual de cada aluno, e por isso sabem trabalhar exatamente o que precisam melhorar.” Segundo ele, a escola ficou entre as sete melhores da região em 2007 e entre as seis de 2008. “O salto que demos foi muito bom. Nosso trabalho é sempre manter os bons resultados.” Para isso, o colégio está investindo em tecnologia. As salas de aula, por exemplo, já ganharam lousas digitais.
Em Tanabi, o segredo para alcançar o terceiro melhor resultado da região é o desenvolvimento de um projeto a longo prazo. “O que conseguimos neste ano é resultado de um trabalho de 20 anos”, diz o coordenador do Ensino Médio, João Paulo Vargas Schinagawa.
Fernandópolis tem a pior nota
A escola estadual Professora Maria Conceição Aparecida Basso, de Fernandópolis, obteve o menor desempenho entre as escolas da região de Rio Preto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pontuação foi 416,89, o que rendeu à instituição a 19ª pior nota no Estado. Para o vice-diretor da instituição, Silvanei Anderson Santana e Silva, não há uma explicação para o baixo desempenho. “A escola oferece toda a estrutura necessária para o aprendizado. O que varia, sempre, é o interesse dos alunos. Dessa turma que prestou o Enem, poucos continuaram os estudos em faculdades ou cursos técnicos.”
A segunda nota mais baixa da região foi da escola Professora Enny Tereza Longo Fracaro, de Votuporanga, para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O motivo alegado pela direção é a baixa frequência. “Eles se matriculam, mas vem pouco à aula. Sem participar, não há mesmo como aprender”, afirma a diretora Maderli Padovezi Rocha. Entre os estudantes do ensino médio, a nota da escola foi de 534,75, a terceira maior da cidade. A reportagem tentou contato nas escolas estaduais Professora Dinorah Silveira Borges e Jardim Imperial, de Catanduva, mas ninguém atendeu as ligações.
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