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São José do Rio Preto, 12 de Fevereiro, 2012 - 1:48
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Aproveite a alta e lucre na bolsa
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Ibovespa acumula resultado positivo no ano
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O Ibovespa, índice que mede o desempenho dos principais papéis negociados na BM&FBovespa, a bolsa de valores brasileira, encerrou a semana com o nível bastante positivo, apontando um resultado acumulado no ano de 12,76%, Estaria melhor, não fosse o resultado negativo do último dia de negócios da semana (-2,34%), provocado pela crise na Grécia e pelo balanço negativo da Petrobras.
O movimento de sobe e desce da bolsa esconde boas oportunidades de ganho. O comportamento positivo, resultado de sucessivas altas no início do ano, deixa os investidores animados com perspectivas de fortes ganhos. Especialistas no mercado financeiro afirmam que as perspectivas para o ano são positivas, com encerramento de ciclo de baixas e início de ciclo de altas, mas lembram que aplicar na bolsa é um investimento de longo prazo e quer requer cautela.
Quem neste ano apostou no papel certo se deu bem. Em janeiro, por exemplo, o Ibovespa encerrou o mês aos 63.072 pontos, com alta de 11,10%. As ações que obtiveram as maiores altas foram Cia Hering ON (+29,39%), MRV ON (+25,70%), Hypermarcas ON (+24,94%), Brookfield ON (+24,04%), MMX Miner ON (+23,09%).
Mesmo que não estejam entre as mais rentáveis no período, as ações da Petrobras e da Vale são as principais e mais importantes. Na última sexta-feira, por exemplo, foi a realização de lucros que fez a Bolsa fechar em queda. Ao mesmo tempo, foi a Petrobras que conduziu a Bolsa dos 57,8 mil pontos, em 2 de janeiro, aos 65,8 mil pontos, na quinta-feira.
No lado oposto, as perdas acumuladas foram menos expressivas. As maiores baixas até o fim de janeiro foram Telemar ON (-7,22%), Marfrig ON (-6,09%), Telef Brasil PN (-5,23%), BR Foods ON (-5,00%) e Ambev PN (-4,90%). O mercado acionário está sempre sujeito a altas e baixas. As oscilações são inevitáveis, o que coloca esta modalidade de investimento de capital entre as chamadas “aplicações de risco”. O segredo está em, ao longo de um período, colecionar mais altas do que baixas, proporcionando lucro. Para o pequeno e médio investidor, é recomendável destinar a esta carteira parte do dinheiro que não será necessário a curto prazo e que não é essencial para cobrir as contas domésticas.
O agente de investimentos Demival Vasques Filho recomenda ao pequeno e médio investidor investir na Bolsa focado no longo prazo, período para mais de três ou cinco anos. “O investimento em ações é o que melhor apresenta retorno, mas a orientação é buscar conhecimento em cursos, palestras e livros, além de ajuda profissional, inclusive nos momentos de otimismo.”
Investimento deve respeitar perfil
A escolha da modalidade para aplicar o dinheiro depende, inicialmente, do perfil do investidor. São três os tipos: conservador, moderado e arrojado, segundo o economista Walter Vieira. “Não vejo a existência de pequeno ou grande investidor. Cada pessoa deve procurar e identificar seu perfil.”
Para o investidor conservador, aquele que não deseja correr riscos, a melhor opção é a caderneta de poupança ou um Certificado de Depósito Bancário (CDB) pré-fixado, no máximo, para proteger seu capital de flutuações do mercado. O moderado divide seu capital entre a caderneta de poupança, CDB e fundos de investimento. Já o considerado arrojado, que prefere correr riscos, escolhe a Bolsa. “É preciso conhecer o mercado e saber qual o momento exato de entrar ou sair de aplicações financeiras que terá na Bolsa.”
Mercado aposta em períodos de otimismo
O agente de investimentos Demival Vasques Filho, da Lucra Investimentos, afirma que o momento atual é bem diferente do vivido desde a crise financeira de 2008, com indicadores técnicos que apontam que a tendência de baixa se encerrou e já se forma um período de altas. “O Brasil cresce com solidez e vemos redução na taxa básica de juros sem o problema de aumento da inflação, o que é importantíssimo para a continuidade do desenvolvimento econômico do País”, disse.
Para Fernando Penteado, da Vijay Investimentos, o mercado vive um bom momento porque há medidas de controle da crise europeia sendo adotadas. Outro fator positivo é a melhora na economia norte-americana. “Isso vem trazendo um alento ao mercado e, consequentemente, a volta do dinheiro ao mercado acionário.”
Penteado acredita, no entanto, que o mercado ainda sofrerá, nos próximos meses, com a volatilidade em função dos problemas na Europa, mas o investidor deve fazer aplicações mensais, como se fosse uma poupança e com as metas de longo prazo. “Ou seja, se o investidor realiza aportes mensais, estará sempre com um preço na carteira de ações melhor do que o mercado”, afirma.
O agente de investimentos Luiz Antônio de Oliveira, da Bull Invest, também recomenda prudência, já que se trata de renda variável, e acredita que o momento não é ideal para o investidor menos arrojado entrar para esse tipo de mercado. Para esse perfil, o ideal é aguardar uma melhor definição do cenário externo ou uma realização de lucros. “Em um mês, a Bolsa já recuperou quase toda a perda do ano passado. O restante deve acontecer no médio prazo.”
Que papéis escolher
Ainda que a assessoria profissional seja necessária para que esse tipo de aplicação seja feito de forma mais tranquila, mesmo o investidor mais leigo quer saber quais papeis recomendados como os melhores para ter em sua carteira de ações. De qualquer forma, a orientação geral é que haja um mix de opções. Oliveira afirma que, em função das incertezas no mercado externo, o investidor mais conservador deve optar por papéis menos atrelados a essas economias e escolher títulos ligados à economia interna. “Setores de energia, telecomunicações, varejo e infraestrutura devem ser melhor observados.”
Vasques Filho completa que papéis ligados ao setor de petróleo são interessantes em função do início das explorações do pré-sal. Os de varejo se beneficiam do aquecimento do consumo interno, enquanto os da indústria têm a favor o crescimento da produção industrial, especialmente com a redução da taxa Selic. Os do segmento de transporte vão se desenvolver nos próximos anos com as privatizações e os eventos esportivos que o País vai receber.
Tendência
A expectativa do mercado para o fechamento da bolsa neste ano ainda é variado, mas prevalece a expectativa positiva. “As intempéries na Europa ainda rondam o mercado e podem trazer grandes problemas se as medidas de austeridade não forem tomadas”, diz Penteado.
Oliveira também espera um ano de fechamento em alta, apesar da volatilidade. Segundo Vasques Filho, a tendência para o ano é de alta. “O índice Bovespa deve superar uma alta de 40% no ano, rompendo a máxima histórica de 2008.”
Simulador ensina a investir na Bolsa
Quem quer aprender a investir na Bolsa, mas tem medo de arriscar, pode começar brincando, por meio do simulador da BM&F Bovespa. Trata-se de uma ferramenta virtual em que o investidor aprende, na prática, como investir e monta sua carteira de ações. A pessoa compra e vende ações listadas na Bolsa e concorre a prêmios.
O primeiro passo é se cadastrar no serviço, informando dados pessoais, de contato, escolaridade e a razão pela qual vai participar do simulador. Ao fazer sua inscrição, o investidor recebe um crédito hipotético de R$ 100 mil para formar sua carteira de ações. No serviço são negociadas apenas as ações do IBrX (Índice Brasil), composto pelas 100 ações mais negociadas. Os interessados em conhecer o programa podem acessar o site www.simulacaobmfbovespa.com.br.
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COMENTÁRIOS
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
12/02/2012
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Eu quero aproveitar o artigo para dar sugestão aos bancos que ligam para os clientes sugerindo conta corrente/poupança. Nessa modalidade, ao usar cartão ou cheque, o dinheiro sairá da poupança. O problema é que oferecem apenas 0,5% de juros. Considerando o grande número de correntistas, logo se prevê que o valor conta corrente/poupança deixa de ser pequeno. O banco por sua vez faz empréstimos, mas os juros a serem cobrados serão bem maiores que os 0,5% oferecidos. Os bancos não estão errados, vez que o negócio é empreender para crescer. Mas se os bancos oferecessem, por exemplo 2.5% aos clientes, certamente, a grande maioria concordaria com conta corrente/poupança. Concluindo, o banco que adotar esse comportamento, simplesmente, multiplicaria "N" vezes o número de clientes, bem como de depósitos. Obs.: será que o Banco Central não permite?
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