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Combustíveis
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São José do Rio Preto, 2 de Fevereiro, 2012 - 1:50
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Etanol perde competitividade em todo País
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Hamilton Pavam
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Em média, o rendimento do etanol é 70% menor ao da gasolina
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Pesquisa divulgada ontem Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) constatou que o etanol perdeu competitividade em todos os Estados brasileiros em relação à gasolina. O estudo é baseado nos preços praticados semana compreendida entre os dias 22 e 28 de janeiro últimos. Em Rio Preto, os preços também são desfavoráveis ao emprego do derivado da cana nos veículos com motorização flex. A perda de competitividade ocorre porque, apesar do litro do etanol ser mais barato que o da gasolina, o rendimento do etanol é em média 70% inferior ao do derivado do petróleo. Assim, o álcool só compensa para o motorista se seu preço representar até 70% do praticado, na bomba, para sua rival.
De acordo com a ANP, em São Paulo, onde o litro do etanol apresentou o menor valor médio (R$ 1,869) entre todos os Estados, o percentual chega a 71,0%. Já em Goiás foi observada a relação de preços (70,6%) mais próxima da relação de competitividade (o preço médio do litro do álcool ficou em R$ 2,003 e o da gasolina a R$ 2,839). O Roraima foi o Estado onde a pior relação de preços foi observada: 89,5%, o litro médio do álcool ficou em R$ 2,518 e o da gasolina, R$ 2,812.
Em Rio Preto
Abastecer com etanol nos postos de Rio Preto também não é vantajoso. De acordo com a ANP, o preço médio do etanol era R$ 1,980 e o da gasolina, R$ 2,769, para o período de 22 a 28 de janeiro. Nessa base de comparação, o etanol deveria custar, no máximo, R$ 1,930. Quando se pegam os preços mínimos, R$ 1,929 para o etanol e R$ 2,739 para o derivado de petróleo, o derivado de cana-de-açúcar deveria custar até R$ 1,910. Já quando se consideram os valores máximos, R$ 1,999 (etanol) e R$ 2,799 (gasolina), o primeiro deveria custar até R$ 1,950.
No atacado
O etanol hidratado encerrou janeiro negociado a R$ 1.126,50 o metro cúbico, leve queda de 0,88% ante os R$ 1.137,00 o metro cúbico (mil litros) na última segunda-feira, de acordo com o indicador diário do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Com a nova baixa, o etanol segue com o menor valor desde os R$ 1.109,00 o metro cúbico de 8 de junho de 2011.
A série de quedas do preço médio pago pelas distribuidoras permanece desde o dia 10 de janeiro, quando o metro cúbico do etanol custava R$ 1.266,50. Desde então, há uma baixa acumulada de 11,05% no preço. O valor do indicador diário para o hidratado do Cepea considera a média aritmética dos preços praticados nos negócios feitos no dia com o combustível produzido em destilarias do Centro-Sul do Brasil e entregue em distribuidoras de Paulínia (SP), com o frete incluso.
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Divulgação
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A moagem de cana está 11,53% menor que na safra passada
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Moagem atinge 492,7 milhões de toneladas
A União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) informou que o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da Região Centro-Sul do País, desde o início da safra 2011/2012 até 16 de janeiro de 2012, atingiu 492,70 milhões de toneladas. O número representa queda de 11,53% ante as 556,95 milhões de toneladas registradas na safra 2010/2011.
Na primeira quinzena de janeiro, o volume processado foi de apenas 465,37 mil toneladas, já que apenas 10 unidades produtoras estavam em operação, sendo três no Estado do Espírito Santo, quatro no Mato Grosso do Sul, duas em Minas Gerais e uma no Paraná. O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, afirmou que “conforme já havíamos adiantado no último informe à imprensa, o volume de cana a ser processado neste início de ano é residual.” Diferente do observado em outros anos, apenas cinco unidades produtoras devem continuar moendo cana na segunda quinzena de janeiro, acrescentou o executivo.
A produção acumulada de açúcar desde o início da safra até 16 de janeiro de 2012 somou 31,19 milhões de toneladas, contra 33,50 milhões de toneladas no final da última safra, uma redução de 6,91%. Já o volume total de etanol hidratado alcançou 12,71 bilhões de litros, queda de 29,30%, ante os 17,97 bilhões de litros produzidos na safra 2010/2011. Já a produção de etanol anidro apresentou crescimento de 6,29% quando comparado à safra passada: até 16 de janeiro de 2012 foram produzidos 7,88 bilhões de litros do produto, total superior aos 7,41 bilhões de litros na safra anterior.
Rodrigues afirmou que foram importados 790,38 milhões de litros de etanol anidro pela região Centro-Sul desde o início da safra, em abril, até a primeira quinzena de janeiro, aumentando a oferta do combustível ao mercado interno. Ainda de acordo com o diretor técnico, as vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul totalizaram 627,06 milhões de litros nos primeiros quinze dias de janeiro. Desse total, 619,02 milhões de litros foram destinados ao mercado interno, e apenas 8,04 milhões foram exportados.
Para o diretor técnico, “os primeiros 15 dias de janeiro apresentaram vendas de etanol no mercado interno dentro do esperado; a retração observada em relação ao volume vendido em dezembro é natural devido à sazonalidade do consumo de combustíveis, com menor demanda nos meses de janeiro e fevereiro.”
As vendas de etanol anidro para o mercado interno, nos primeiros quinze dias de janeiro, totalizaram 255,64 milhões de litros, abaixo dos 277,76 milhões de litros comercializados nos últimos 15 dias de dezembro. Já as vendas de hidratado totalizaram 363,38 milhões de litros na primeira quinzena de janeiro, contra 410,04 milhões de litros observados na segunda quinzena de dezembro.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
Fonte: Colaborou Agência Estado
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