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Grupo Arantes
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São José do Rio Preto, 1 de Maio, 2010 - 1:50
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Frango Sertanejo demite 1.459 funcionários
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Guilherme Baffi
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A unidade do Frango Sertanejo em Guapiaçu está sem atividade
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No início da tarde de ontem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Rio Preto e Região, Eurides Silva, reuniu os trabalhadores do Frango Sertanejo, em Guapiaçu, e anunciou a decisão da empresa em dar baixa na Carteira de Trabalho dos 1.459 empregados para que possam ingressar com pedido de recebimento do seguro desemprego e liberar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Mas a empresa não realizará o pagamento de qualquer direito trabalhista.
“A partir de segunda-feira, vamos fazer a baixa na carteira de trabalho com a ressalva de que os outros direitos não foram pagos. Os trabalhadores vão ter que recorrer à Justiça para receber.” O Frango Sertanejo pertence ao Grupo Arantes, que está em processo de Recuperação Judicial. Em dificuldades financeiras, a empresa busca desde aprovação pela assembleia dos credores do processo, capital de giro para permanecer em atividade.
No entanto, a postura do Grupo Arantes de não se comunicar com os empregados e nem com os outros segmentos da sociedade de Guapiaçu, onde está sediada a principal unidade do Sertanejo, contribuíu para agravar a crise. “Tinha gerente de unidade que não sabia das baixas na carteira”, afirmou, ontem, o presidente sindical.
Além da dívida para com os trabalhadores, a empresa também deixou de pagar fornecedores de matéria prima, prestadores de serviços e produtores integrados que foram obrigados a requerer na Justiça o direito de entregar as aves que já estavam acima do ponto de abate para outros frigoríficos avícolas. Os atrasos foram frequentes a ponto dos caminhoneiros que transportavam grãos para a elaboração de ração das aves só descarregarem a carga mediante confirmação pela empresa vendedora de que o pagamento tinha ocorrido.
O fornecimento de energia elétrica também estaria ameaçado de corte por falta de pagamento das contas. “Eles estão com um baita de um gerador para as câmaras poderem continuar funcionando se cortarem a energia”, disse um empregado que estima que cerca de 200 toneladas de frango ainda estejam estocadas. “Na sexta-feira passada, a ‘Rádio Peão’ disse que tinham 850 toneladas de frango”, disse Eurides Silva.
A assessoria de imprensa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) afirmou que não poderia dar qualquer informação sobre os clientes, confirmando ou não a possibilidade de corte da energia elétrica. Ontem, segundo vizinhos da unidade do Frango Sertanejo em Guapiaçu, ocorreu intensa movimentação de veículos que entravam e saiam pela portaria número três.
Atrasos consecutivos
Depois de meses de atrasos consecutivos nos pagamentos de salário, adiantamento, tíquetes alimentação, além do não pagamento de férias e do adicional de um terço do salário previsto pela legislação a empresa os empregados entraram em greve no dia 22 de março. Voltaram a trabalhar depois de promessa de pagamento feita dia 6 de abril no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. A nova data de pagamento seria dia 12 de abril. Foram pagos o adiantamento salarial e o tíquete alimentação, com promessa, novamente não cumprida, de que o salário sairia dia 20.
Na mesma semana, o Serviço de Inspeção Federal (SIF) teria autuado o Sertanejo por deixar caminhões com aves sem água e alimentação nas imediações da empresa. O órgão não se manifestou sobre as autuações. Os frangos foram destinados ao abate em frigorífico no município de Guarantã, vendidos a preços inferiores aos praticados em outras praças. No dia 26, foi a vez do Sertanejo paralisar as atividades. Alegando que os trabalhadores estavam batendo o cartão e ficando parados, não abriu os portões.
Segundo empregados, a empresa teria contratado mão de obra volante para retirar parte da produção estocada. O pessoal do setor administrativo foi o último a parar. Anteontem, o advogado trabalhista, Paulo Sequine, conformou a decisão de dar baixas nas carteiras e liberar o FGTS mas assegurou que a empresa não fecharia as portas e que se manteria em atividade, preservando, inclusive, a marca que é nacionalmente conhecida.
Sequine disse, em todos os contatos com o Diário, que não tinha autorização nem informações para falar sobre os outros setores da empresa. As unidades do Grupo Arantes em Pontes de Lacerda e em Monte Verde, no Mato Grosso, também estão fora de atividade, segundo o pecuarista e diretor da Federação da Agricultura do Mato Grosso (Famato). No Fórum de Rio Preto tramita pedido de falência contra a unidade de Pontes de Lacerda.
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COMENTÁRIOS
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Hercules Herculano
postado em
06/05/2010
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É terrivel e absolutamente vergonhoso o que esta ocorrendo na cidade de Guapiaçu, no que diz respeito a empresa Franco Sertanejo, atualmente pertencente ao grupo Arantes, que demosntrarão até o presente momento um total desrespeito para com a dignidade humano do trabalhar, causando um desastre na economia local e atingindo centenas de empresas que dependem indiretamente do exito em suas atividades. Deveriam ter mais respeito pela pessoa humano, pois é um absurdo que os trabalhadores e todos aqueles que de alguma maneira necessitavam do funcionamento correto dessa empresa para sobreviver, estejam desempregados e ainda por cima sem receber aquilo que lhe é devido, esperamos que tudo se resolva e que outro grupo adquira o Franco Sertanejo e continue com suas atividades e ratifcando o principio da conservação da empresa consagrado na nova lei de falência.
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