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São José do Rio Preto, 4 de Outubro, 2011 - 1:48
A evolução da moeda brasileira

Elcio C. Padovez - Especial para o Diário

Aquarela de Thomas Ender/Arquivo Nacional
Aquarela de Thomas Ender retrata a Casa da Moeda, na rua Direita do Rio de Janeiro, em 1828
O Brasil, até 1994, não sabia o que era ter uma moeda estável e minimamente competitiva. Desde a colonização dos portugueses, em 1500, até o lançamento do Plano Real, em 1° de setembro de 1994, o sistema monetário brasileiro era uma “bagunça”, com nove trocas de moedas a partir de 1833, ano da primeira moeda oficial no país. Antes disso, as trocas econômicas se baseavam no escambo e no uso do açúcar e do ouro como “dinheiro”. A colônia só podia fazer negócio com Portugal, a metrópole. Mas nas caravelas portuguesas, os lusitanos traziam na bagagem o real, unidade de medida que os portugueses usavam para trocas comerciais.

Esse complexo sistema monetário, que se dividia os produtos em outro, prata e cobre, foi adotado no Brasil e durou até o século 17, mesmo que muitas vezes o que tinha valor real eram a cana-de-açúcar e as terras. Quando Portugal foi dominado pela Espanha, de 1580 a 1640, chegaram ao Brasil os reales hispano-americanos, conjunto de oito moedas de prata que circularam no país por mais de 200 anos.

Quando a Holanda ocupou o Nordeste brasileiro em 1624, os invasores cunharam a primeira moeda que levava o nome do Brasil no entalhe. Mas foi somente em 1694 que as primeiras moedas brasileiras começaram a ser feitas no Brasil, na antiga Casa da Moeda da Bahia, em Salvador. Em 1699, a Casa da Moeda instalou-se no Rio de Janeiro. O primeiro Banco no país só foi aberto em 1808, com a fundação do Banco do Brasil por Dom João VI, que havia fugido com a corte portuguesa para o Brasil devido às invasões de Napoleão Bonaparte na Europa.

A partir de 1810, a corte portuguesa iniciou mudanças no dinheiro que circulava no Brasil.
Os oito reales foram substituídos pelas moedas conhecidas como patacas e os vinténs de ouro, que circularam apenas nas regiões auríferas de Minas Gerais. Essas moedas foram mantidas até 1831, ano em que Dom Pedro I deixou o poder, e o Brasil continuava sem um sistema econômico unificado.

A primeira moeda oficial do Brasil, o Padrão Real, circulou entre 1833 e 1888. Depois, vieram os Mil Reis (1888-1942), o Cruzeiro (1942-1967), o Cruzeiro Novo (1967-1970), a volta do Cruzeiro (1970-1986), o Cruzado (1986- 1989), o Cruzado Novo (1989- 1990) , outra fez o Cruzeiro (1990-1993), o Cruzeiro Real (1993) e, por fim, o Real (desde 1994).

Real permite obter acordos econômicos

Para a coordenadora do Curso de Ciências Econômicas do Instituto Toledo de Ensino Salete Rossini Lara, a melhor moeda do ponto de vista econômico no Brasil é o Real, pois ele está possibilitando estabilidade ao país e, para que se tenha mais oportunidades de melhores acordos econômicos, colocando o Brasil como um país interessante aos investimentos externos. Segundo a economista, apesar de o Real estar consolidado como sistema econômico nacional, ela acredita que a moeda brasileira ainda tem um longo caminho pela frente até se tornar forte e competitiva no mercado global.

“Ainda não temos uma ‘força’ adequada em relação a nossa moeda. O que temos de forte é nossa produção, que gera riqueza ao país e consequentemente, poder de barganha do nosso governo com os demais governos no mundo. Estamos nos fortalecendo por meio de produção, pela diplomacia e pela política para depois fazer com que nossa moeda seja reconhecida da forma que desejamos”, comenta.





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