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Antônio Carlos Tozzo diz que um dos motivos da inadimplência é a crise internacional iniciada em 2008
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O calote nas escolas particulares de educação infantil e níveis fundamental e médio da região de Rio Preto foi o maior do Estado de São Paulo no ano passado. Com índice de 10,9%, a inadim-plência superou o resultado de 12 regiões e a média estadual, de 8,21% em 2009. Levantamento do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), divulgado ontem em Rio Preto, mostra uma evolução do índice de inadimplência em 2009 em relação ao ano anterior, quando fechou em 6,54%, inferior ao número estadual, que foi de 9,47% em 2008.
O índice regional abrange 317 escolas e 55,5 mil estudantes em 96 municípios da região administrativa de Rio Preto. Em segundo lugar no ranking dos maiores índices aparece Bauru, que fechou o ano com 10,43%. Na terceira colocação ficou São José dos Campos, com 10,03%. “A questão da inadimplência é um problema endêmico. Mesmo tendo caído a média estadual, o índice ainda é muito alto”, afirmou o presidente do sindicato em São Paulo, Benjamin Ribeiro da Silva.
Silva também atribui à lei do calote, que permite ao aluno permanecer na escola um ano sem pagar, o aumento dos índices. “Quem acaba pagando são os pais dos bons alunos.” Os menores índices no Estado foram registrados por Araçatuba, que fechou 2009 com 6,42%, Presidente Prudente, com 6,66%, e Campinas, com 6,71%.
Ao longo do ano passado, a curva da inadimplência apresentou quatro altas acima dos 10%. O pico foi em novembro, quando atingiu 10,57%. Em maio, o índice ficou em 10,56%. Nos meses de agosto e outubro, os índices foram de 10,07% e 10,6%, respectivamente. Já os menores índices foram observados em fevereiro (7,8%) e março (7,7%).
Segundo Antônio Carlos Tozzo, diretor regional do sindicato em Rio Preto, um dos motivos que explicam o aumento da inadimplência na região é a crise internacional iniciada em 2008. “Ainda é um reflexo dessa crise”, afirmou. Em Rio Preto, os dados do Sieesp apontam a existência de 152 escolas particulares de ensino infantil, fundamental e médio, com 27,5 mil estudantes. No Estado são 9,8 mil escolas, com 1,8 milhão de alunos.
Para Cenira Blanco Fernandes Lujan, diretora pedagógica dos Colégios Arte & Manha e Coeso, atualmente, a inadimplência está em torno de 7%, abaixo do nível estadual, mas considerada alta, o que influencia na composição do preço da mensalidade. “Os custos incluem impostos, pagamentos de funcionários, manutenção da escola”, disse.
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