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Rubens Cardia
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No grupo alimentação, o tomate teve aumento de 22,17%
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Os alimentos e a saúde exerceram as duas maiores pressões sobre o custo de vida do rio-pretense e, com isso, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Rio Preto (IPC-RP) em fevereiro fechou com alta de 0,43% contra 0,83% em janeiro. Apesar de um ligeiro recuo, o índice pegou especialistas de surpresa pois esperavam uma queda bem maior. O resultado foi o maior registrado para o mês na série histórica iniciada em 2004. No ano, a inflação acumula alta de 1,26% e de 3,41% nos últimos 12 meses.
Os consecutivos aumentos levam o economista Hipólito Martins Filho, das Faculdades Dom Pedro 2º a acreditar em novos aumentos em março e que a inflação feche o ano próximo dos 5%, contra um acumulado de 3,12% no ano passado. “O índice de fevereiro já causa preocupação porque os alimentos estão pressionando e o aumento na demanda são os principais responsáveis”, disse a economista Emília de Toledo Leme, assistente da Secretaria Municipal de Planejamento.
O aumento no grupo dos alimentos chegou a 1,42% em fevereiro movido por altas nos preços do leite (5,08%), acém bovino (6,27%), arroz (5,76%) e tomate (22,17%). A alta só não foi maior por causa de reduções nos preços da alcatra bovina (13,53%), abatidos (3,20%), linguiça fresca (3,66%) e biscoito (2,65%). Esse é o grupo que tem maior participação na composição da inflação em Rio Preto (33,665) e sozinho, no mês passado, contribui com 0,47% do índice.
Outro fator que contribuiu para a alta no preço dos alimentos em fevereiro, na opinião de Emília Leme é o clima. “As chuvas comprometeram a oferta de produtos”, disse. O segundo maior peso no IPC-RP de fevereiro veio do grupo da saúde, que subiu 1,37% naquele mês. O grupo contribui com 6,04% na composição da inflação. Houve também alta de 0,24% no transporte, apesar de uma queda de 5,92% no preço do álcool combustível e de 14,21% na passagem do ônibus interestadual. A alta foi motivada por aumentos nos preços do automóvel novo (1,87%), diesel (2,89%), gasolina (0,77%), pneus e mão de obra (3,14%). O grupo é o que tem o terceiro maior peso na inflação da cidade: 17,32%.
O grupo da educação, que contribui com 8,2% do índice, subiu 0,15%. A inflação só não subiu mais em fevereiro por conta de quedas nos grupos o vestuário (1,29%) que contribui com 5,36% na composição do IPC-RP e de 0,58% no grupo da habitação que tem o segundo maior peso na formação do índice: 26,12%. A principal razão foi a queda no valor dos aluguéis de 3,16%. O IPC-RP, divulgado ontem, é calculado pelas Faculdades Dom Pedro 2º e Secretaria Municipal de Planejamento, em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Terceira idade
E com a alta da inflação em fevereiro, os rio-pretenses que têm mais de 60 anos novamente sofreram mais o impacto dos preços no bolso. O aumento no mês foi de 0,58% e o acumulado já chega a 1,71% no ano. Nos últimos 12 meses a inflação subiu 3,70%. Fevereiro registrou também o maior índice neste mês desde que foi iniciada a série histórica em dezembro de 2007.
Os alimentos mais uma vez foram os principais responsáveis pela alta porque têm um peso maior na composição da inflação (44,84%). O grupo da saúde que apresentou aumento no mês passado também tem peso maior na composição da inflação dessa camada da população 8,91%. O índice só não foi maior porque houve deflação no grupo da habitação que também tem peso maior no IPC-RP da terceira idade: 28,22%.
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