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Financiamentos
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São José do Rio Preto, 7 de Fevereiro, 2010 - 2:26
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Bancos já oferecem crédito para pagar com o 13º salário
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Orlandeli/Editoria de Arte
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Financiamentos têm taxas mensais que variam de 2,11% a 2,95%, para desconto em parcela única
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Parece cedo, mas várias instituições financeiras já abriram linhas de crédito para trabalhadores que queiram antecipar o 13º salário, recebido normalmente no final do ano, em novembro e dezembro. A exceção são funcionários públicos, que recebem uma das parcelas na data de seu aniversário.
Pelo menos cinco bancos já disponibilizam financiamentos para esse tipo de antecipação. As taxas de juros mensais variam de 2,11% a 2,95% (28,48% a 41,74% ao ano, respectivamente) e, em geral, o pagamento é feito em parcela única, na data do recebimento do 13º salário. O valor a ser antecipado é diferente em cada banco. É importante lembrar que a operação está sujeita a análise e aprovação do crédito.
Na Caixa Econômica Federal, os juros são de 2,06% ao mês para clientes que já fizeram o empréstimo anteriormente e de 2,11% ao mês para novos clientes. É possível antecipar entre R$ 190 e R$ 20 mil. No Bradesco, os clientes pessoas físicas que recebem o salário pelo banco podem antecipar até 80% do valor do 13º salário. Os juros variam de 2,55% a 2,90% ao mês. Os aposentados podem antecipar até 50% do valor.
O Banco do Brasil oferece crédito de até 40% do valor do 13º. O pagamento é feito em parcela única, na data do recebimento ou no dia 15 de julho, o que acontecer primeiro. A taxa é de 2,59% ao mês. No ano passado, o volume contratado foi de R$ 574,3 milhões, representado mais de um milhão de operações.
Os clientes do grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, podem antecipar até 80% do valor bruto total do 13º salário. As taxas de juros são a partir de 2,95% ao mês com vencimento máximo até 18 de dezembro. O dinheiro é liberado na conta do cliente no momento da contratação.
Na Nossa Caixa, o valor mínimo que pode ser antecipado é de R$ 100, com pagamento em até 360 dias, em cota única, no dia do recebimento da parcela do 13º. A taxa de juros é a partir de 2,59% ao mês e até R$ 10 mil não é preciso apresentar avalista. Os clientes que recebem o salário extra em duas parcelas podem antecipar até 40% do salário bruto na primeira e 40% do salário líquido na segunda. Os que recebem em apenas uma parcela, podem antecipar até 80% do valor líquido a receber. O HSBC e o Itaú/Unibanco ainda não abriram linha de crédito para essa finalidade.
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Hamilton Pavam
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O penhor de joias pode ser realizado nas agências credenciadas da CEF
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Há outras opções mais caras
O trabalhador que esteja com orçamento apertado tem ainda outras opções, além da linha de crédito de antecipação do 13º salário, para conseguir um dinheiro emprestado. Cartão de crédito, empréstimo pessoal e o cheque especial são opções de crédito disponíveis, mas o consumidor deve ficar atento aos juros.
De acordo com a última pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), divulgada em janeiro, a taxa média dos cartões de crédito em dezembro ficou em 10,68% ao mês, equivalentes a 237,93% ao ano, de longe a taxa mais pesada praticada no mercado financeiro. Levantamento feito pelo Procon-SP em janeiro mostra uma variação de 0,01 ponto percentual na taxa média de juros do cheque especial em relação a dezembro do ano passado. Não houve nenhuma alteração na taxa média do empréstimo pessoal.
De acordo com a pesquisa, a taxa média para empréstimo pessoal manteve-se em 5,17% ao mês, sem alteração ao praticado no mês anterior. A taxa média do cheque especial foi de 8,79% ao mês, 0,01 ponto percentual a mais do que a taxa de dezembro, de 8,78% ao mês. A pesquisa envolveu dez instituições financeiras. A análise do Procon afirma que os bancos mantêm uma posição de cautela em relação aos juros.
Só é bom se for para pagar juro menor
A orientação dos especialistas é que o trabalhador recorra ao empréstimo apenas em caso de extrema necessidade. “O crédito só deve ser tomado para pagar uma prestação ou conta que tenha taxa de juros maior, como o cheque especial e o cartão de crédito”, afirma o economista Hipólito Martins Filho. A Fundação Procon orienta que, nesta época do ano, em que o bolso do consumidor está comprometido com taxas, matrículas e outras despesas, compras por impulso e a contratação de empréstimos desnecessários podem desequilibrar o orçamento.
A dica da entidade é que o trabalhador priorize o pagamento de dívidas, procure modalidades de crédito mais baratas e, se possível, use o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo.
Simulação
A pedido do Diário, o economista José Aparecido Firmino fez os cálculos sobre um hipotético empréstimo de R$ 2 mil. Ao considerar a taxa mensal de juros de 2,95%, ao final de 12 meses, isso representa 41,74%. Para o pagamento feito em cota única, com prazo de dez meses, o trabalhador terá de desembolsar R$ 647,81 a mais, o que representa um terço dos R$ 2 mil emprestados. “O trabalhador teria de economizar cerca de R$ 65 ao longo dos dez meses apenas para pagar os juros.”
Se os juros aplicados forem 2,11% ao mês, ao final de 12 meses eles representarão 28,48%. Depois de 10 meses, o trabalhador terá de pagar mais R$ 464,41. “É muito porque se considerarmos uma meta de inflação de 4,5%, estamos falando de juros reais (acima da inflação) de 18%”, disse. O economista Joelson Gonçalves de Carvalho alerta o consumidor para que entenda o eufemismo usado pelo sistema financeiro. “A antecipação de 13º é igual a empréstimo a juros altos, com baixo risco para quem empresta. Ele pode comprometer, em média, de 15% a 30% do valor.”
Penhor oferece a menor taxa
A Caixa Econômica Federal também disponibiliza uma opção de empréstimo para quem tem joias. O penhor tem juros que variam de 1,68% a 2,09% ao mês. Ao entregar o bem, como garantia, o tomador recebe o dinheiro emprestado. O pagamento do emprestimo é feito em amortização única, com a quitação do empréstimo e resgate do objeto penhorado. Os interessados em obter empréstimos devem apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência, originais, e a joia. Os prazos de contratação variam de 1 a 180 dias, podendo ser renovado.
O mínimo é de R$ 50 e o máximo de R$ 50 mil. Há ainda o micropenhor, destinado a quem não possui saldo médio mensal em conta corrente ou aplicação financeira acima de R$ 3 mil. O limite são R$ 1 mil.
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