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Pecuária
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São José do Rio Preto, 29 de Agosto, 2010 - 3:02
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Evento vai propor aliança mercadológica no Estado
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Edvaldo Santos
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Sérgio Expressão: a ideia é continuar a discussão com os mesmos participantes que ajudaram a formular a planilha de custos de produção
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A diretoria de Agronegócios da Associação Comercial e Industrial (Acirp) e o Sindicato Rural de Rio Preto promovem, no próximo dia 15, reunião para organizar uma aliança mercadológica para a venda de carne bovina dos rebanhos de pecuaristas do interior de São Paulo, a exemplo do que ocorreu no Estado do Paraná, onde cinco alianças modificaram as regras impostas pelas indústrias frigoríficas e conseguiram valorização da arroba paga ao produtor.
Segundo Sylvio Di Jacintho, da diretoria de Agronegócios da Acirp, a formação de uma aliança mercadológica é uma proposta que vem sendo trabalhada pelo Núcleo de Pecuária da Acirp há dois anos e começou com estreitamento das ligações com os proprietários de açougues em Rio Preto, um canal de distribuição de carne que vem perdendo espaço para super e hipermercados.
O fortalecimento das casas de carne reduz a dependência que os pecuaristas e a indústria frigorífica têm das grandes redes atacadistas e assegura um canal de distribuição eficiente para o produto, possibilitando a criação de marcas, como ocorre com a Maria Macia, de Campo Mourão.
Jacintho afirmou que a ideia é reunir pecuaristas radicados no interior de São Paulo e também que tenham gado em outros Estados. Serão formados pequenos grupos, com cinco ou seis produtores, sempre com um que tenha um rebanho maior para assegurar a regularidade de abate, para sua terceirização. A carne disponibilizada seria de fêmeas nelore com idade entre 24 e 28 meses e padrão de acabamento.
Os sindicatos rurais de Araçatuba, Presidente Prudente e Ribeirão Preto já confirmaram a participação no evento, além do parceiro, Rio Preto. “Conversamos com o Antonio Carlos, do Siran, ele achou a ideia ótima”, afirmou Jacintho. O Núcleo de Pecuária de Corte da Acirp também entrou em contato com 52 churrascaria de alto padrão da Capital, apresentando a proposta. “Das 52, uma não mostrou interesse, uma disse que a carne a ser fornecida tem que ser meio sangue e 50 se interessaram pela ideia”.
Segundo Jacintho, os proprietários de churrascarias de alto padrão tem interesse em reduzir as oscilações de qualidade que ocorrem quando o mercado importador está aquecido. Como os pecuaristas do interior de São Paulo têm propriedades no Centro-Oeste e Norte do Brasil, a questão do abate está em consulta jurídica para verificar em que Estado o gado será abatido para usufruir de benefícios de crédito de ICMS. Outra vantagem da poposta é acabar com o problema de calote que os pecuaristas estão enfrentando com o pedido de recuperação judicial dos frigoríficos.
Custos seguem em discussão
O Sindicato Rural de Rio Preto e a diretoria de Agronegócios da Acirp vão dar continuidade às discussões sobre os custos de produção da arroba do boi gordo com os técnicos e pecuaristas que participaram, no último dia 24, de reunião com Gabriela Garcia Ribeiro, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o presidente do Sindicato Rural, Sérgio Expressão, a ideia é continuar a discussão com os mesmos participantes que ajudaram a formular a planilha de custos de produção que apontou que o preço da arroba do boi gordo na região de Rio Preto é de R$ 106,95.
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