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Trabalho
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São José do Rio Preto, 27 de Agosto, 2010 - 3:10
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Total da população ocupada é recorde
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Divulgação/Sérgio Andrade
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A taxa de desemprego entre paulistanos foi de 7,2% em julho
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A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu de 7% em junho para 6,90% em julho, o menor nível para meses de julho da série histórica e a segunda menor da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em março de 2002. Segundo Cimar Azeredo, gerente da pesquisa, o total da população ocupada em julho nas seis principais regiões foi de 22 milhões, o maior nível de pessoas com trabalho da série histórica.
De acordo com ele, foram criadas 141 mil vagas entre os meses de junho e julho. Na comparação com julho do ano passado, o mês de julho deste ano apresentou um acréscimo de 687 mil postos de trabalho. A principal contribuição para esse crescimento veio da indústria de São Paulo, que representa 48% do total da população ocupada nas seis regiões metropolitanas. No total da população ocupada, a participação dos trabalhadores de São Paulo é de 40%.
“A indústria de São Paulo foi a que mais sofreu com a crise, com a eliminação de postos de trabalho nas fábricas”, lembrou o economista, acrescentando que o cenário mostrado pela região metropolitana em julho refletiu basicamente o cenário nacional, tendo em vista o peso da região no cálculo de dados sobre mercado de trabalho. “São Paulo tem um ‘efeito farol’: o que acontece ali, acaba por direcionar o cenário nacional. O mercado de trabalho em São Paulo está vigoroso.”
A taxa de desemprego em São Paulo recuou de 7,4% para 7,2% de junho para julho. O número de trabalhadores na região metropolitana paulista cresceu 1,1%, no período, para 9,29 milhões - um acréscimo de 104 mil novas vagas. De acordo com Azeredo, na indústria em São Paulo, a população ocupada cresceu 4,1% no mês passado ante o mês anterior, para 1,9 milhão de pessoas, ou seja, um adicional de 76 mil vagas.
Em relação aos números totais das seis regiões metropolitanas, ele lembrou que, nos primeiros meses deste ano, o patamar de população ocupada sempre registrava níveis em torno de 21 milhões de pessoas. “Foi a primeira vez, em julho, que atingimos este patamar de 22 milhões”, disse. Segundo o economista, o nível de população desocupada (sem emprego procurando trabalho) em julho, de 1,644 milhão, foi o menor da série.
A população desocupada (desempregada e procurando emprego) foi de 1,6 milhão em julho, volume considerado estável. Mas, na comparação com julho do ano passado, a população desocupada caiu 11,3% em julho deste ano. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 10,2 milhões em julho, estável na comparação com junho, mas 5,9% acima do apurado em julho de 2009.
A massa de renda real habitual da população ocupada somou R$ 32,3 bilhões e subiu 3% em julho em relação a junho. Segundo o IBGE, na comparação com julho do ano passado, a massa de renda habitual avançou 8,7% em julho deste ano. A massa de renda real efetiva, em junho, totalizou R$ 32 bilhões e subiu 3,2% na comparação com maio. Na comparação com junho do ano passado, a massa de renda real efetiva subiu 8,8% em junho deste ano.
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