Os altos níveis de inadim-plência nas escolas privadas do Estado de São Paulo impactam diretamente no reajuste das mensalidades de escolas de educação infantil, fundamental e média. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva. Ele esteve ontem em Rio Preto em reunião com mantenedores.
Levantamento do sindicato revela que no acumulado do ano, até o mês de setembro, a média da inadimplência em Rio Preto foi de 9,15%, pouco abaixo da média estadual, de 9,73% e maior do que a registrada no mesmo mês do ano passado, 8,82%. Entre as 12 cidades pesquisadas, Rio Preto ficou na sétima posição. Em 2008, a inadimplência fechou o ano em 6,54%.
No Estado, os maiores índices no acumulado do ano foram registrados em Bauru, 14,36%, e em São Paulo, com 14,30%. O menores foram em no ABCD e região metropolitana da capital(6,10%) e Araçatuba (7,36%).
Segundo ele, a inadimplência passou a ser componente obrigatório no reajuste da mensalidade, ao lado da folha de pagamento e investimentos.
A expectativa é que na região, os valores das mensalidades sejam reajustados entre 4,5% e 7%. “Orientamos que as escolas façam uma planilha e reajustem o valor necessário. Isso porque o regulador é a concorrência e a demanda está menor do que a oferta de vagas.”
Dados do sindicato mostram que em Rio Preto há 152 escolas particulares, com 27.500 alunos nos níveis infantil, fundamental e técnico. Na região, 96 municípios, são 317 escolas, com um total de 55,5 mil estudantes.