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Estudo
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São José do Rio Preto, 20 de Junho, 2010 - 7:24
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Mercado tem 1.382 imóveis disponíveis
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Carlos Chimba
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Segurança e lazer de prédios motivam aquecimento de vendas
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A indústria da construção civil de Rio Preto tem 1.382 unidades imobiliárias disponíveis para comercialização. Dessas, 534 estão com lançamento previsto para os próximos meses e o restante já está pronto. O detalhe é que todos os imóveis ficam em empreendimentos verticais. A constatação faz parte do Estudo do Mercado Imobiliário no Interior do Estado, realizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi) em Rio Preto. O estudo mapeia o perfil desse mercado entre janeiro de 2007 e maio de 2010. Ao todo, foram 3.331 unidades construídas no período, das quais 2.483 foram vendidas.
Entre os empreendimentos verticais em Rio Preto, há um estoque de 1.150 unidades, das quais 616 são remanescentes e 534 são a lançar. Entre os horizontais, há 232 unidades remanescentes e nenhum lançamento. Ao todo, são 848 unidades remanescentes e 534 a lançar. Para o diretor regional do Secovi, Joaquim Ribeiro, trata-se de um número baixo, visto a quantidade de imóveis existentes em Rio Preto, estimada em mais de 100 mil unidades. “O mercado está aquecido, tem capacidade de absorver. Estamos vendendo bem, os estoques estão baixos e os lançamentos estão tendo boa saída”, afirmou.
Rio Preto foi a primeira cidade do interior do Estado de São Paulo a ter esse levantamento realizado. A previsão é que a próxima análise seja do mercado de Campinas. De acordo com informações divulgadas pela assesoria de imprensa do Secovi, o vice-presidente do Interior do Secovi, Flavio Amary, afirmou que Rio Preto tem atraído a atenção, inclusive do mercado internacional, principalmente após a abertura de capital das empresas do segmento, em meados de 2007.
Ainda segundo a assessoria, o presidente do Sindicato, João Crestana, disse que é natural que cidades com capacidade de crescimento como Rio Preto recebam investimentos do segmento imobiliário. Um dos grandes motivadores, segundo ele, foi o programa Minha Casa, Minha Vida, que viabiliza o sonho da casa própria.
Verticais
Nos últimos três anos, entre os empreendimentos verticais, o maior número de lançamentos foi de prédios com dois dormitórios (1.349), seguido pelo de dois dormitórios (1.251). Em seguida aparecem os de um, com 88 lançamentos, e de quatro quartos, com 76 novos. O que se observa é que os consumidores de Rio Preto preferem os imóveis desse tipo com três dormitórios, já que foram vendidos 1.014. Os imóveis com dois dormitórios também são procurados. Foram vendidos 1.008, seguido pelos de um, com 78 vendas, e de quatro quartos ou mais, com 48.
A análise dos empreendimentos verticais revela ainda que o maior número de lançamentos no período é de apartamentos pequenos, com até 45 metros quadrados (835). Nos lançamentos previstos (534), todos têm área útil entre 46 metros quadrados e 65 metros quadrados. É justamente esse tamanho o que mais interessa aos consumidores. Os mais vendidos (650) tinham essa metragem. Na outra ponta, os menos vendidos são os maiores, entre 131 metros quadrados e 180 metros quadrados (188).
De acordo com o estudo, os apartamentos com até 45 metros quadrados são os mais baratos. A média de preço é de R$ 110 mil por unidade. Os imóveis com tamanho entre 46 e 65 metros quadrados aparecem em seguida, com valor médio de R$ 126 mil. O maior valor médio é dos apartamentos com metragem entre 131 e 180 metros quadrados, - R$ 425 mil. Em relação ao prazo de entrega, a maior parte vai demorar ainda mais de um ano, 911 unidades. Apenas uma unidade deve ser entregue em um ano. Ela configura-se entre as que tem entre 46 e 65 metros quadrados. Quem comprou imóvel entre 86 e 130 metros quadrados vai recebê-lo em três meses. Ao todo, há 1.083 unidades verticais em obras.
Há ainda 232 horizontais
O perfil dos empreendimentos horizontais mostra que há 232 unidades remanescentes, ou seja, que ainda não foram vendidas. Dessas, há 192 com três dormitórios, já que esse segmento lidera os lançamentos (489). Esse também é o tipo de imóvel que mais agrada aos compradores. Nesse período foram vendidas 297 unidades. O estudo mostra que não há lançamentos de empreendimentos horizontais previstos. Segundo o diretor regional do Secovi, Joaquim Ribeiro, Rio Preto viveu o boom dos condomínios horizontais há alguns anos, mas agora, o que voltou a despertar o interesse dos consumidores foram os empreendimentos verticais. “Existe a demanda. Hoje o conceito de prédio é outro. Segurança e lazer estão juntos”, disse.
O maior número de lançamentos horizontais é de casas com área entre 86 e 130 metros quadrados. Esses imóveis ficam numa faixa média de preço de R$ 222 mil. Esses também são os imóveis mais vendidos (174). Restam 128. O menor número de lançamentos é de casas de 46 a 65 metros quadrados (16), que custam, em média, R$ 151 mil, o menor valor. Já o maior valor é para residências com mais de 180 metros quadrados, estimadas em R$ 680 mil. Dessas, houve 40 lançamentos e 14 vendas. Restam ainda 26 unidades. Assim como os verticais, a maior parte ainda leva mais de um ano para ser entregue. São 134 unidades. Em até seis meses serão entregues 44 e 26 em até um ano. Ao todo, são 204 empreendimentos em obras.
O estudo conclui que os mercados de Rio Preto e São Paulo têm algumas características em comum, como por exemplo a relevância das unidades de três e dois dormitórios para os lançamentos e para as vendas. O índice que mede o desempenho de vendas revela que a comercialização no município também está aquecida, como na Capital. A principal diferença entre os dois mercados está no segmento de quatro dormitórios, que possui uma participação menor em Rio Preto do que no mercado paulistano.
Crédito e oferta movimentam o segmento
A disponibilidade de recursos para financiamentos, tanto para empreendedores como compradores, a capacidade de compra do consumidor e a oferta de imóveis são alguns dos motivos para o aquecimento do setor da construção civil e imobiliário de Rio Preto. Para o diretor do Sindicato da Construção Civil (Sinduscom), Silvio Martini, Rio Preto alia duas coisas a esse bom momento pelo qual passa o segmento como um todo. Uma é a condição de crédito, ou seja, há recursos disponíveis. A outra é a oferta de imóveis. “Estamos perto de atingir 5 mil imóveis entre estoque, para comercializar e a construir porque a Caixa Econômica Federal assinou contrato para construção de 4 mil imóveis na região.”
Segundo Martini, é importante destacar que, além do recurso disponível, Rio Preto tem capacidade de compra. “Os imóveis estão sendo absorvidos porque o poder de compra é bom. Além disso, as sondagens de mão de obra mostram números positivos.” O diretor presidente da Hugo Engenharia, Hilton Hugo Fabbri, confirma o aquecimento do mercado e diz que essa é uma realidade nacional. Os principais motivos são os financiamentos disponíveis para o comprador e para a produção dos imóveis, assim como os incentivos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Apesar do aquecimento, ele sugere que o empresário do setor fique atento ao déficit habitacional. “Não há imóvel sobrando, mas em algumas faixas, como imóveis de R$ 100 mil, a oferta é muito grande.” Em sua empresa, o trabalho foca o segmento popular, que recebe entre zero e três salários mínimos, e os clientes da classe média alta. O diretor presidente da Tarrafincorp, Olavo Tarraf, afirma que o mercado está extremamente aquecido na faixa de zero a dez salários mínimos e moderadamente aquecido acima disto. “Rio Preto cresce acima da média nacional, mas a cautela é sempre bem vinda pela possível turbulência na economia mundial no segundo semestre ou mesmo antes disso.”
Segundo o empresário Sidnei Tameline, da construtora Tameline, o momento é bom e as perspectivas são de manter os investimentos. Ele está construindo um edifício residencial e vai começar a construir um comercial. “O segmento vertical está aquecido. O consumidor que não tem condições de ir para um condomínio fechado opta pelo prédio porque é mais seguro.”
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