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Rolando na cama
São José do Rio Preto, 1 de Março, 2012 - 1:45
Todo colchão de espuma produzido no Brasil será inspecionado

Graziela Delalibera

Edvaldo Santos
Selo (visto à direita) é considerado garantia de qualidade do produto
Quem já não ficou em dúvida no momento de trocar o colchão velho por um novo, diante de tantas marcas, modelos e apelos? E quem não se arrependeu depois, ao passar algumas horas insones por não acertar na escolha? Boa notícia: uma portaria do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) publicada no ano passado vai melhorar a vida do consumidor. A partir de agosto de 2013, todo colchão de espuma produzido no País será inspecionado e chegará ao consumidor com selo do Instituto. O objetivo é garantir um produto que atenda às necessidades de descanso.

A certificação obrigatória começou a ser discutida depois de denúncias recebidas pelo Inmetro. O órgão então fez testes nos colchões D33, para solteiro, e os ensaios mostraram, em 2008, que 66% dos colchões brasileiros apresentam inconformidades, ou seja, nem sempre são o que aparentam ser. “O primeiro prejuízo de um colchão inadequado é o do sono. Quem não dorme bem não rende no trabalho, no pensamento, no desenvolvimento de ideias. Uma boa noite de sono é primordial”, diz o ortopedista Alceu Chueire, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp).

Noites mal dormidas ainda podem acarretar deformidades na coluna, em posturas inadequadas como aumento da cifose, lordose e até mesmo escoliose, e alterações de atrito em determinadas regiões mais pressionadas, como quadril, joelho e tornozelos. Em 2010, o Procon recebeu 26 reclamações de compradores insatisfeitos. Em 2011, foram 47. Só neste ano, cinco pessoas procuraram o órgão por causa de um colchão.

“Há reclamações tanto contra o lojista como contra o fabricante. As pessoas reclamam de coisas como produto entregue com danos e defeitos, diferente do pedido e venda enganosa”, diz a diretora do Procon, Jenifer Nicoletti. Chueire explica que os colchões devem ser adequados ao biotipo (peso e altura) de cada pessoa e ser firmes, mas ao mesmo tempo flexíveis. “O melhor tipo de sono ocorre quando estamos de lado, e nessa posição há pressão lateral maior na bacia e nos ombros. Nessas áreas é preciso afundar um pouco para que a coluna fique reta.”

As análises do Inmetro apontaram, por exemplo, que as marcas não possuem as características específicas de um colchão com densidade 33kg/m3. Portanto, estão inadequadas para os consumidores que utilizam esse tipo de colchão, podendo causar dores de cabeça, torcicolo, dores na nuca, dores lombares e musculares. Quem sofre nesta situação é a auxiliar administrativa Laudenice Martins, 42, e seu marido. Ela fez a compra em agosto do ano passado e, com menos de dois meses de uso, o produto começou a apresentar ondulações. “Já está insuportável. Agora temos de colocar dois edredons onde está fundo para conseguir dormir. Temos dores na coluna e não conseguimos descansar à noite.” Ela pagou R$ 1,4 mil pelo colchão, e em dezembro procurou o Procon para tentar reaver o valor.

Colchão com selo certificado

Para receber a certificação do Inmetro, as indústrias de colchão de espuma deverão cumprir normas que determinam, por exemplo, dimensões (comprimento, largura e espessura), resistência da matéria-prima em relação à possibilidade de ruptura, alongamento e rasgo, revestimento, deformação perante a compressão, vida útil, fadiga, entre outros requisitos.

As regras da certificação foram definidas pelo Inmetro em conjunto com fabricantes, fornecedores de matérias-primas e organismos de certificação. De acordo com o gerente industrial da Americanflex, Sérgio Fichera, que também integra o conselho técnico criado para elaborar a resolução, a certificação do Inmetro será muito importante, não só para as indústrias, mas principalmente para os consumidores.

“Hoje, existem no Brasil excelentes organismos de certificações para colchão, como o Selo Pró-Espuma Qualidade, mas que inspecionam apenas as empresas associadas a eles. Dessa forma, muitos produtos são vendidos fora dos padrões. Sem fiscalização, fábricas mal intencionadas podem vender, por exemplo, espumas com densidade 23 como se fossem 33. Com isso, quem sai perdendo são os consumidores”, diz.

A portaria que traz as normas para a fabricação foi publicada em fevereiro de 2011. Os fabricantes e importadores têm prazo para cumprir os requisitos até agosto de 2013. Depois, eles ainda terão mais seis meses para comercializar seus produtos. Até fevereiro de 2015, todo o mercado nacional deverá estar adequado. As empresas que não cumprirem não poderão vender colchões em território nacional.

Em Rio Preto, a Americanflex conseguiu a certificação no fim do ano passado, sendo uma das primeiras do País a ter em seus produtos o selo do Inmetro. “O selo é mais uma garantia de que os produtos contam com toda tecnologia, segurança e credibilidade que os consumidores precisam para garantir boas noites de sono”, afirma Fichera.





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