|
|
|
|
|
›
O milagre das vagas
|
|
São José do Rio Preto, 10 de Fevereiro, 2012 - 1:50
|
|
É preciso paciência e sorte para conseguir vaga no Centro
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Edvaldo Santos
|
|
|
Kiriê Villena estacionando o Siena: “não custa esperar um pouco”
|
Ir a compromissos de carro no centro de Rio Preto é uma dura tarefa. Há várias maneiras para estacionar o carro: desembolsar R$ 4 por hora (preço médio dos estacionamentos particulares); tentar uma vaga na Área Azul; ou ficar dando voltas e voltas a fim de achar um lugarzinho para chamar de seu. Complicado, amigo. O número de veículos que circulam pelo local diariamente dificulta a procura. Mesmo quando a vaga aparece, o problema persiste, já que o motorista vai ter de manobrar muito para estacionar o carro.
A Emurb (Empresa Municipal de Urbanismo de Rio Preto) administra a Área Azul, que tem 3.069 vagas. A área atinge o bairro Redentora e o Centro, num total de 25 ruas, e vai da avenida Philadelpho Gouvea Netto à avenida Fernando Corrêa Pires (marginal da rodovia Washington Luís) e da avenida Bady Bassitt à Alberto Andaló. Segundo a Emurb, 5,4 mil cartões de estacionamento são vendidos diariamente.
A consultora Élida Bacchi, 35 anos, relata uma série de dificuldades que encontra todo dia para estacionar. A falta de vagas, principalmente pelo alto número de carros e pela quantidade de guias rebaixadas, é o principal problema. “Tem dias que fico rodando pelo quarteirão e, às vezes, acabo recorrendo aos estacionamentos particulares,” afirma.
O casal Vanessa Russo, 37, e Fábio Ramires, 42, de Mirassol, comemorava um “verdadeiro milagre.” Além de encontrar a vaga, ainda estava na sombra. “Mas a gente teve que rodar um pouco até achar”, diz Ramires. Outra dificuldade relatada pelo casal é em relação aos funcionários. “Nesse quarteirão (da rua Delegado Pinto de Toledo), eu não vi nenhum, aí depois vem o guarda e multa.”
A Área Azul conta com 82 fiscais e 720 pontos de vendas, segundo a Emurb. Para o presidente, Liszt Abdala Martingo, o número não é o ideal, mas a contratação de mais agentes é inviável. “Estamos tomando outras medidas, como o aumento dos pontos de vendas.” O ideal, segundo Martingo, seria a informatização do sistema. “Já fizemos alguns estudos, mas não definimos o melhor formato.”
A autônoma Sonia Regina Pradela, 53 anos, achou uma vaga depois de contornar o quarteirão e teve um pouco de dificuldade para manobrar devido ao espaço. Um motorista que vinha logo atrás não perdoou e acionou a buzina. “É sempre assim. E logo começam com o preconceito dizendo que é só porque sou mulher,” afirma. Para a funcionária pública Kiriê de Cássia Villena, 26, é preciso paciência. “Tem que respeitar para ser respeitado. Não custa esperar um pouco.”
A funcionária da Área Azul, Ana Paula Granzotto, afirma ser comuns a falta de paciência e estresse dos motoristas. “Eles reclamam da falta de vagas e de outros motoristas que demoram para estacionar ou não sinalizam.” Acidentes por falta de sinalização são frequentes. “Nessa semana mesmo uma moto bateu na traseira de um carro, que não deu seta avisando que ia estacionar.”
A frota de carros de Rio Preto é de 170,4 mil, segundo o Departamento Nacional de Trânsito - Denatran (se incluir outros veículos chega a 250 mil). Significa que existe uma vaga no Centro para 55 veículos, sem considerar o contingente de automóveis que vêm de cidades da região. Além da Área Azul, os motoristas têm opção de estacionar em um dos 118 estacionamentos particulares do Centro e contar com a ajuda de manobristas para não perder tempo nem ficar estressado com a baliza.
Deus nos acuda na baliza!
Fazer a baliza em uma rua movimentada? Mais complicada ainda. Para a diretora da autoescola Objetiva, Daiane Pollo, o que mais atrapalha na hora da manobra é a pressão para estacionar o mais rápido possível. Imagine a cena: trânsito volumoso, vaga pequena, motorista impaciente atrás e um monte de gente na calçada olhando o motorista estacionar. Se for mulher, coitada. As piadinhas começam a correr. “O que apavora são os outros motoristas que não têm paciência e começam a buzinar,” diz.
Pesquisa realizada na Grã-Bretanha, encomendada por uma rede de estacionamentos, mostrou que as mulheres levam mais tempo para estacionar, porém as manobras são executadas com maior perfeição. A consultora Élida Bacchi, 35, afirma que não sofre na hora de estacionar. “Para manobrar não tem problema, sou profissional,” brinca.
Para não sofrer, Daiane recomenda calma e segurança. O modo de fazer as manobras vai sempre depender do espaço entre os carros, mas alguns passos são padrões. A entrada, por exemplo, deve ser sempre de ré, nunca de frente. Sinalizar também é obrigatório. Segundo Daiane, mesmo depois de habilitados, alguns motoristas ainda procuram a autoescola para aulas particulares. Uns por falta de prática ao volante, outros para tentar perder o medo da direção. “A principal dificuldade é a falta de respeito no trânsito rio-pretense.”
|
|
|
|
|
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
Seu Madruga
postado em
10/02/2012
|
Todo esse transtorno é graças ao "ótimo" transporte coletivo que temos em nossa cidade! Se tivéssemos um transporte digno e menos caro, não seria necessário utilizar o carro a todo momento. O povo está pagando o preço por ter votado errado todos esses anos. Brasileiro é como "vaquinha de presépio", só abaixa a cabeça!
|
|
Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
10/02/2012
|
Dias atrás, eu enfrentei dificuldades para encontrar vaga. Enquanto transitava pelos quarteirões gastando gasolina e poluindo a atmosfera, eu pensei na seguinte sugestão. A Secretaria de Trânsito poderia proibir o estacionamento nos dois lados das vias. Ao mesmo tempo providenciaria estacionamentos públicos ou privados e se posicionaria como Secretaria Reguladora de Preços. Ou: estabeleceria aos estacionamentos o mesmo preço que hoje se cobra na Zona Azul. Justifico: não se encontra vagas na zona azul, por causa do preço cobrado nos estacionamentos particulares, os usuários buscam o menor preço.
|
|
FLAVIO ARNALDO TEIXEIRA RIENTE
postado em
10/02/2012
|
Realmente o nosso transito está caótico, e muito longe de ser encontradas soluções que possam amenizar todo esse transtorno. Claro que depende muito da nossa colaboração e compreensão. Alem da falta de vagas, estacionamentos particulares com preços abusivos, temos que conviver com a falta de respeito de ambos os lados, pedestres e motoristas. Cada um procurando ocupar seu espaço, expondo-se aos perigos, ignorando a sinalização, procurando levar vantagens no velho jeitinho brasileiro. Como se não bastasse todos esses problemas, os maus motociclistas ( ou motoqueiros ) criaram leis proprias no transito, ignorando sistematicamente todas as leis , desrespeitando a tudo e a todos, colocando suas proprias vidas em risco e a dos pedestres. Isso sem contar os palavrões, gestos obcenos, e as mais estapafurdias situações.Antigamente, viamos com muita frequencia nas principais ruas e avenidas da nossa cidade, os guardas de transito da PM, impondo respeito, fazendo com que as leis fossem tambem respeitadas, ordenando o transito. E olhem que naqueles tempos, RP não tinha nem a metade dos veiculos circulando, como temos agora. Hoje, nem os guardas de transito, nem a guarda municipal estão presentes nos pontos de maior concentração de veiculos, de maior probabilidade de acidentes. A falta de respeito e educação no transito, praticamente generalizou-se. Com poucas e quase raras excessões, vemos no dia a dia, pessoas polidas e ordeiras, contribuindo para que o nosso transito riopretense fique cada vez mais problematico.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|