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Recaída
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São José do Rio Preto, 4 de Fevereiro, 2012 - 1:50
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Médico vê agravamento no estado de Karol
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Hamilton Pavam
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Karolyne ao lado da mãe, quando teve melhora e deu entrevista
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A vendedora Karolyne Laila Soares, 19 anos, agora corre risco de morte após apresentar quadro de embolia pulmonar e estado de desnutrição. A jovem que ficou três dias dentro de um barranco com três metros de profundidade após sofrer um grave acidente de carro na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães, em Populina, sofreu complicações no início da noite desta quinta-feira, mesmo dia em que que recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passando para o quarto da Santa Casa de Fernandópolis.
De acordo com o médico Edson Betiol, que atende a jovem, ela apresentou dificuldades para respirar. Os médicos então fizeram alguns exames e detectaram que ela apresentava derrame pleural bilateral (acúmulo de líquido nos pulmões, que dificulta a respiração) e embolia pulmonar gordurosa (entupimento das artérias que levam sangue até o pulmão provocado pelo desprendimento de medula óssea na corrente sanguínea). Segundo o médico, estado de saúde da paciente é grave.
Com as complicações apresentadas, a equipe médica decidiu adiar a cirurgia que a jovem seria submetida, anteontem, para correção das fraturas na perna esquerda e no tornozelo, ao todo ela sofreu sete fraturas, quatro na bacia, duas na perna e uma no tornozelo esquerdo. “Precisamos que a paciente se recupere bem para que possa ser operada. Ela está reagindo bem ao tratamento, mas ainda precisamos reverter a anemia e o quadro de desnutrição apresentado. Para isso ela está se alimentando através de sonda e recebendo soro ”, afirmou Betiol.
Para tratar o derrame pleural bilateral, causado pelo quadro geral de saúde, a jovem passou por uma drenagem torácica que retirou 1,8 litros de líquido dos pulmões. “Além da punção, colocamos dois drenos nos pulmões para que o líquido não se acumule mais, melhorando assim a capacidade respiratória”, explicou . No caso da embolia pulmonar gordurosa o médico explicou que esse é uma complicação muito comum em pacientes com fraturas em grandes ossos, como no caso de Karolyne, que quebrou o fêmur.
“A embolia pulmonar é bastante grave e precisa ser tratada imediatamente após o diagnóstico. Pessoas que fraturam ossos grandes correm esse risco, pois com a fratura, partes da medula óssea se desprendem e entram na corrente sanguínea, impedindo a passagem do sangue para as artérias do pulmão, no caso de um bloqueio total, pode causar complicações mais sérias e até a morte”, afirmou. Betiol explicou que Karolyne está com o quadro de embolia estabilizado através de medicamentos. Ainda não há uma previsão para que ela saia da UTI e nem para a realização da cirurgia.
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