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Criminalidade infanto-juvenil
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São José do Rio Preto, 4 de Maio, 2010 - 1:50
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Menor ligado ao tráfico lidera apreensões
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Sérgio Menezes
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O promotor Cláudio Santos de Moraes: ‘para sustentar o vício, jovens acabam apelando para o mundo do crime’
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As apreensões de menores na região de Rio Preto cresceram 28,4% nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2009. Foram 123 apreensões no primeiro trimestre do ano passado na área do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-5), contra 158 em 2010, apontam as estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Ministério Público, Juizado da Infância, polícia e especialistas são unânimes em apontar o tráfico de drogas como a principal causa para esse aumento. “É nítido o crescimento no consumo de drogas entre os adolescentes. Para sustentar o vício, esses jovens acabam apelando para o mundo do crime, e acabam flagrados por tráfico, roubos e furtos reiterados”, diz Cláudio Santos de Moraes, promotor da Infância e Juventude de Rio Preto.
De acordo com o delegado-titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, Rubens Cardoso Machado Júnior, a maior parte dos delitos praticados por adolescentes na cidade é tráfico de entorpecentes, pequenos roubos e furtos de veículos. “São viciados que pegam os carros, geralmente Gol ou Uno, e ficam rodando até acabar o combustível. Aí tiram o toca-CD e o estepe e abandonam o carro”, afirma. Flagrantes de menores com drogas pela polícia são quase diários em Rio Preto. Na última semana, a PM apreendeu um garoto de 14 anos que, junto com outros três maiores de idade, agrediam um motorista depois de lhe roubar R$ 500 em dinheiro e um celular. O menor foi para a Fundação Casa, antiga Febem.
Toque de recolher
Mesmo em Fernandópolis, onde os atos infracionais têm diminuído desde 2005, quando o Juizado da Infância e Adolescência implantou o toque de recolher, os flagrantes de menores com drogas na cidade aumentaram 30% nos primeiros três meses do ano, de acordo com o juiz Evandro Pelarin. “Ainda não sabemos o que motivou esse crescimento”, afirma o magistrado. Para o sociólogo da Unesp José dos Reis Santos Filho, o recrudescimento da criminalidade entre os jovens é resultado direto da crise nos valores familiares e educacionais.
“Há apelos cada vez mais fortes para que o adolescente fuja das orientações da família e da escola. De um lado, grupos voltados à delinquência cada vez mais dinâmicos e, de outro, um ambiente escolar ultrapassado, em que, mesmo no mundo da internet, o professor ainda passa o conteúdo na lousa”, diz Santos Filho. De acordo com o sociólogo, a tendência é que o número de apreensões de menores aumente ao longo dos anos. “A estatística só será modificada caso se adotem políticas públicas radicais na educação e na cultura do jovem.”
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