|
|
|
|
|
›
Fracasso
|
|
São José do Rio Preto, 27 de Julho, 2011 - 1:50
|
|
Prefeitura fecha hotel dos moradores de rua
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Hamilton Pavam
|
|
|
Hotel Términus no Centro de Rio Preto, que foi alugado para abrigar moradores de rua, já foi esvaziado pelos funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social
|
Fracassou a tentativa da Prefeitura de Rio Preto de manter um hotel para atender moradores de rua no Centro. Um ano depois do início do projeto, o Poder Público gastou R$ 234 mil com aluguel do prédio, que tem capacidade para receber 70 pessoas, e a compra de uma fábrica de vassouras. Apenas 19 foram abrigadas no período. Remodelado com as cores da administração municipal, o prédio do antigo hotel Términus, em frente à praça Dom José Marcondes, transformado na sede do Centro de Inclusão Solidária Nasce a Esperança (Cisne), fechou as portas na semana passada.
Na ocasião, seis pessoas estavam no local - foram despejadas e transferidas provisoriamente (leia texto ao lado) para a Casa do Munícipe, administrada pela Fundação Rio-pretense de Assistência Social (Fras). “Foi tudo muito rápido. Falaram que tinha que sair e já fizeram a mudança. Como trabalho e fico muito tempo fora, acabei não sentindo tanto”, diz a monitora L.F., 32, resgatada da rua pelo projeto. Ela ficou dois meses no hotel.
Os R$ 234 mil gastos pela Prefeitura incluem R$ 15 mil mensais de aluguel e R$ 54 mil pagos pela fábrica de vassouras. A secretária de Assistência Social, Ivani Vaz de Lima, fez o anúncio do programa dia 3 de agosto de 2010, com a promessa de promover a reinserção social dos moradores de rua, oferecendo, além do acolhimento, capacitação e geração de renda, por meio da fábrica de vassouras, instalada em outro local por falta de espaço no hotel.
A população atendida pelo Cisne com abrigamento poderia ficar até um ano no hotel, com direito a seis refeições diárias (café e lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) e sala de TV. Para garantir a estadia, além da triagem, no caso de dependência química, era exigido tratamento. “No período que fiquei no hotel vi muita gente entrar e desistir, acho que o que me diferenciou foi que eu não tenho problema com álcool nem drogas. Meu problema foi a perda dos vínculos familiares”, acredita L.
De férias, Ivani não foi localizada pelo celular para falar sobre o assunto. Roseli Bernardes, secretária interina, diz que o contrato de aluguel completou um ano dia 20. O proprietário do imóvel, diz, não quis mantê-lo com a Prefeitura, e pediu a devolução do prédio.
Ela fala que o trabalho de abordagem e sensibilização para tentar resgatar a população das ruas continuará, mesmo com a perda do espaço. Segundo Roseli, os funcionários foram remanejados para o Creas Pop (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que atende moradores de rua, e para um prédio da pasta no bairro Santa Cruz. O prédio do Términus voltará a abrigar um hotel.
|
Guilherme Baffi
|
|
|
Em agosto do ano passado, a secretária Ivani Vaz de Lima mostrou as dependências do hotel
|
República vai substituir hotel
Para dar continuidade ao atendimento à população resgatada pelo projeto que funcionava no antigo hotel, a Secretaria Municipal de Assistência Social fez um reajuste no convênio que já mantinha com a Associação Madre Teresa de Calcutá, e batizou o futuro serviço de “República dos Munícipes”. A associação receberá R$ 10 mil mensais para oferecer abrigamento a até 15 pessoas. Um imóvel no bairro Santa Cruz já foi alugado pela instituição, e o atendimento deve começar em 1º de agosto.
Segundo a secretária interina Rosli Bernardes, a terceirização foi a melhor solução encontrada pela pasta depois da desativação do hotel. Com os R$ 10 mil, a associação irá arcar com as despesas de aluguel, funcionários (um auxiliar administrativo, dois monitores e um estagiário de psicologia), alimentação e material de consumo. Roseli disse que o reajuste no valor repassado à instituição foi aprovado pelo Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), e deve ser publicado nesta semana no Diário Oficial.
Além desse novo local, a associação já oferece serviço de abrigamento, com sete vagas, além de refeição e oficinas para a população em situação de rua. Rio Preto também possui a Casa do Migrante (para pessoas de fora com proposta de emprego até o recebimento do primeiro salário) e a Casa de Passagem do Munícipe (para quem quer sair da rua e aguarda vaga para tratamento contra dependência química). Ambas são administradas pela Fras e cada uma possui 12 vagas.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
1 de 2  |
|
|
|
Sidmar Peixoto
postado em
27/07/2011
|
O projeto era bom, o problema neste caso não era a mão de obra, era a matéria prima. aposto que os amigos que comentaram a matéria sequer conhece um morador de rua e sua história.
Fui voluntário de um projeto por mais de 3 anos onde distribuiamos comida para estes moradores, além de um prato de comida, ofereciamos uma oração.
E sabe o que a maioria deles tinham em comum? Não tinham tanta vontade em sair dali. Vi vários conseguirem empregos, não foram. ganhavam mais na rua. Nosso grupo conseguiu uma doação e locamos uma casa para 6 pessoas, eles sublocaram o imovel e voltaram pra rua, pq la eles tinham comida todos os dias, estavam entre eles e ninguem ficava no pe pedindo pra não usarem substâncias.
Ninguém pode culpar a prefeitura por ter só meia duzia de moradores no hotel, como também não posso julga-los por não quererem sair das ruas.
|
|
rosa
postado em
27/07/2011
|
Mais fechou? O que se numca funcionou?
Não da pra entender, eles fazem o que quer com o dinheiro do povo e fica por isso mesmo,quem é que acreditava que iria funcionar, deveriamos todos nós pegar essas vassouras e varrer todos esses politicos sujos de nossa cidade.. Olha iria faltar vassouras.. e garanto ainda que os moradores de rua iria ajudar.....
|
|
Paulo Renesto Gouveia Netto
postado em
27/07/2011
|
Esse hotel funcionou o tempo suficiente para se fazer a campanha políticos dos candidatos oficiais da cidade, ou sejam O Vaz de Lima para federal e o Bolçone para Estadual. Agora eles não precisam mais dos pobres. Mas até a eleição do ano que vem, eles inventam outras coisas para pegar de novo o voto desse povo simples e que fica perdido com tantas encenações para lhes pegar os votos. Esse governo valdomiro é mesmo uma grande piada. Junto com o PSDB o negócio fica mais hilário ainda. TEmos que rir de ver tanta pantomima..
|
|
|
|
|
1 de 2  |
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|